Notícia

Sem público e com decisões adiadas para playoff... menos pressão?

Oct 15, 2020

Nas três primeiras jornadas da I Divisão houve apenas 34 cartões azuis contra 51 no arranque de 2019/20. A ausência de público altera a abordagem de jogadores e árbitros aos jogos? Ou é a alteração do modelo competitivo? Há, nesta altura, menos pressão?

Nas três jornadas do Campeonato Nacional da I Divisão já realizadas, já houve um Clássico entre águias e dragões, um Dérbi entre “Eternos Rivais” e um outro embate entre assumidos candidatos ao título. Mas nestes três jogos, habitualmente “quentinhos”, foi mostrado apenas um cartão azul.

Pedro Gil foi o protagonista da excepção à regra, vendo o cartão azul - numa falta estratégica - da mão de José Pinto. Na pretérita temporada, no mesmo embate entre Sporting e Oliveirense (curiosamente, também da segunda jornada), foram mostrados cinco cartões azuis. No dérbi entre Benfica e Sporting fora mostrado um azul contra nenhum visto esta época.

Também no Clássico entre Benfica e Porto, que abriu o presente campeonato, não houve qualquer azul. Na época passada, os dragões não chegaram a jogar na Luz – era o jogo que teria lugar se as provas não tivessem sido interrompidas – mas no Dragão Arena foram mostrados nada menos que oito (!) azuis. Quatro para cada equipa.

A aparente “paz” que se vive em pista tem leitura transversal e não apenas nos apelidados “jogos grandes”. Nos 21 jogos das três primeiras jornadas desta temporada, foram mostrados 34 cartões azuis (12 cartões na primeira, 14 na segunda e oito na terceira). Apenas dois terços dos 51 (13, 20 e 18) mostrados em igual amostra no arranque da época 2019/20.

Sendo que as decisões polémicas e controversas – próprias do desporto - não desapareceram, poderá a ausência de público explicar parte da questão? As situações de jogo mais "quentes" não são agora exacerbadas pela reacção e pressão do público, e os jogadores têm acabado por resolver as questões quase como se um treino de conjunto se tratasse.

Inequivocamente, falta a paixão e a emoção que só as bancadas repletas transmitem, e que dão verdadeiro valor às vitórias e às conquistas. Mas, entretanto, este 15 de Outubro, o Governo decretou o regresso ao "estado de calamidade", o que deverá adiar o ansiado regresso do público aos pavilhões.

Outro factor para esta “serenidade” poderá prender-se com o novo modelo competitivo. Nas conferências de imprensa, os treinadores têm sido repetidamente "bombardeados" sobre se o adiamento das decisões para o playoff condiciona a forma de abordar as partidas. Os técnicos respondem repetidamente que não, que todos os jogos são para ganhar, mas, no subconsciente de todos, não deixará certamente de estar a menor importância de três pontos nesta dita “fase regular” quando comparada com campeonatos anteriores.

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