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Planear com 'desafio' de limitação de 'estrangeiros'

Dec 12, 2020

Em Dezembro, as principais equipas começam a definir os planteis para a época seguinte. Este ano, Sporting, Porto, Benfica e Oliveirense têm de ter em conta a limitação de “estrangeiros” que entrará em vigor. #Mercado #PrimeiraDivisão

O Regulamento Geral do Hóquei em Patins prevê para a próxima temporada que, para cada partida das I e II Divisão, Taça de Portugal e Supertaça António Livramento, haja um mínimo de cinco jogadores em condições de representar a selecção nacional portuguesa. “Trocando por miúdos”, e assumindo dez jogadores por ficha de jogo, os treinadores só poderão chamar cinco “não seleccionáveis”.

Nas equipas do “G4”, há 22 estrangeiros, metade dos jogadores assumidos como dos planteis principais.

Se até há poucos anos, ter cinco “estrangeiros” seria impensável, a “explosão” do campeonato português, com a chamada das maiores figuras de além-fronteiras, em particular a partir de 2015, para os colossos financeiros na modalidade – o “G4” formado por Benfica, Oliveirense, Porto e Sporting - mudou esse panorama.

Agora, mantendo a aposta desportiva em equipas capazes de ganhar tudo e ombrear na Europa com o Barcelona, é preciso fazer contas.

Porto e Sporting contam com seis estrangeiros. Benfica e Oliveirense com cinco. Entre os 22 de além-fronteiras, há 10 espanhóis (dos quais, nove catalães), nove argentinos, dois italianos e um francês.

Porto e Sporting “obrigados” a reduzir?

Contando com seis estrangeiros, as realidades de Porto e Sporting tocam-se, apesar de o Sporting, no seu plantel a 12, contar com seis “seleccionáveis”.

De facto, analisando as 12 partidas que os leões disputaram para o Campeonato Nacional da I Divisão, é observável que Paulo Freitas não abdicou de chamar os seus seis estrangeiros – o que não será possível na próxima temporada – em quatro partidas. Desde logo, frente a Oliveirense, Benfica e Porto. Mas também frente ao Turquel.

Basilar no Sporting, Gonzalo Romero termina contrato no fim desta temporada

Entre os seis - Alessandro Verona, Ferran Font, Gonzalo Romero, Matías Platero, Pedro Gil e Toni Perez – a “fava” de ficar de fora (também por condicionalismos físicos) calhou mais vezes (três) a Pedro Gil. Os argentinos Platero e Romero só “falharam” um jogo cada. Em termos contratuais, Romero e Font serão “livres” no fim da temporada.

Quem também cessa contrato é Giulio Cocco e Reinaldo Garcia, num Porto que deixará de ser Guillem Cabestany.

Esta temporada, no que à utilização de jogadores “estrangeiros”, o técnico catalão do Porto não teve muita escolha, e não “rebentou” o limite definido para a próxima temporada mais vezes apenas porque Di Benedetto esteve muito tempo ausente por lesão.

Xavi Barroso [na foto] e Ezequiel Mena chegaram esta temporada ao Dragão, elevando para seis o número de estrangeiros ao dispor de Cabestany

Foi chamado um jovem da equipa “B” (Zé Miguel Gonçalves), regressando o francês à convocatória apenas na penúltima partida realizada, frente ao Tomar. Ezequiel Mena, Giulio Cocco, Reinaldo Garcia, Xavi Barroso e Xavi Malián são indiscutíveis na convocatória.

Benfica e Oliveirense no limite

Sem contas para fazer, para já, estão Benfica e Oliveirense, com cinco estrangeiros cada. No entanto, se as duas equipas se quiserem reforçar com jogadores de além-fronteiras, terão de repensar os seus quadros.

Nas águias – que contam com Carlos Nicolia, Danilo Rampulla, Edu Lamas, Lucas Ordoñez e Sergi Aragonés - é desde já fácil equacionar a cedência do jovem Rampulla, pouco utilizado esta temporada.

Danilo Rampulla, o mais novo entre os 22 estrangeiros do “G4”, ainda procura o seu espaço

Na equipa de Oliveira de Azeméis torna-se mais complicado para Paulo Pereira “excluir” alguém entre Franco Ferruccio, Jordi Bargalló, Lucas Martinez, Marc Torra e Xevi Puigbi. O capitão Bargalló termina contrato, mas nos bastidores até é a possível saída do guarda-redes Puigbi que tem sido mais badalada…

À margem destas contas, está o Óquei de Barcelos. O “quinto candidato” tem três argentinos, mas, se “Conti” Acevedo e Dario Gimenez têm sido fundamentais na estratégia de Rui Neto, Nicolas Gutierrez ainda procura o seu espaço de afirmação.

“Ajustes” em Janeiro?

Entretanto, já para esta época, falta pouco para reabrir o mercado. O segundo período de transferências estará aberto entre 2 e 15 de Janeiro e permitirá às equipas fazerem eventuais ajustes nos seus planteis para uma temporada que ainda não está a meio.

A primeira fase regular da I Divisão tem 44% dos jogos realizados, sendo que só será vinculativa para efeitos de atribuição do título de campeão (na hipótese extrema de não haver playoff) e de decisão de descidas caso sejam cumpridos 75% dos jogos por todas as equipas.

Em aberto está também a Taça de Portugal e as competições europeias, cujo modelo “alternativo” para esta temporada deverá ser apresentado no final deste mês de Dezembro ou durante o mês de Janeiro.

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