Notícia

Duas dezenas de jogos nas rodas

Jan 05, 2021

Tendo de disputar uma vaga no escalão maior e logrando o apuramento para a Taça 1947, o Tomar fechou 2020 como a equipa com mais jogos realizados numa nova temporada marcada pela incerteza. #Liguilha #PrimeiraDivisão #Taça1947

"Heróis já somos", ouve-se no hino do Tomar. Com 20 jogos realizados em pouco mais de três meses, os nabantinos justificam a reclamação do epíteto.

Líder da Zona Sul da II Divisão quando as competições foram interrompidas em Março, o Tomar – e em particular o treinador Nuno Lopes – foi a voz publicamente mais activa em prol de uma solução que viabilizasse o regresso da equipa nabantina ao escalão maior.

A federação satisfez a pretensão. Bem, mais ou menos. O anúncio de uma prova de apuramento – a famigerada “Liguilha” – a realizar em Setembro trazia alguma dose de incerteza na preparação da nova temporada. Francisco Veludo chegou de Itália para ser o dono da baliza e João Lomba regressou para dar profundidade a um plantel que esperava a chegada do argentino Julian Tamborindegui, mas acabaria traído pela pandemia.

Temporada do Tomar “arrancou” com um empate em Paço de Arcos para a Liguilha

O trabalho começou cedo, em Junho. Em Setembro, no dia 5, arrancou a Liguilha, com o Tomar a provar o que muitos preconizavam, que tinha um plantel “de primeira”. No entanto, um deslize em casa, na recepção ao Famalicense, quase deitou tudo a perder. Levou a decisão para a derradeira jornada, na pista do rival Marinhense. A tangencial vitória por 1-2, garantida por Veludo num livre directo a minuto e meio do final, valeria a presença no palco maior da I Divisão.

Quando o Campeonato arrancou a 26 de Setembro, o Tomar – tal como os também apurados Os Tigres e Famalicense – já contava cinco jogos. Com três vitórias, um empate e uma derrota, com 16 golos marcados e 11 sofridos.

Vitória sobre a Oliveirense colocou visitantes do Municipal Cidade de Tomar em sentido

O concentrado percurso até à Taça 1947 era exigente, com toda a primeira volta para ser realizada em pouco mais de dois meses. Naturalmente e como se esperava, os adiamentos foram surgindo. Sem casos no plantel e com alguma felicidade a escapar a adversários com casos, o Tomar cumpriu os exigidos 13 jogos até 5 de Dezembro. Algo que só Riba d'Ave também conseguiria.

Não obstante uma rotação que raramente vai ao sétimo jogador de pista, cinco vitórias, três empates e cinco derrotas, e um saldo nulo de 48 golos marcados e 48 sofridos, garantiram à equipa de Nuno Lopes – que no Municipal Cidade de Tomar venceu Oliveirense e “empatou” Porto –um lugar entre os oito da nova prova do calendário nacional.

Vindo do campeonato italiano, Francisco Veludo é garante na baliza tomarense

O positivo de Rúben Sousa colocou em risco a participação, mas uma bateria de testes “ilibou” o restante plantel. Nos quartos-de-final, o Tomar venceu a Juventude de Viana por 1-3.

Apesar de todas as equipas partilharem o mesmo hotel, apenas os leões da margem do Nabão foram colocados em causa, e os únicos a realizarem testes antes das meias-finais. Caíram perante o Sporting, por 5-3, com algumas queixas da dupla de arbitragem, que acabariam por não ganhar outra proporção porque – sem justificação – este seria o único jogo sem declarações finais dos treinadores. E as declarações de Nuno Lopes já lhe valeram um processo, que está em curso…

Nuno Lopes, já a contas com um processo por declarações, tem sido crítico, mas comanda a sua “nau” por mares tranquilos

Entre 5 de Setembro e 12 de Dezembro (um espaço de 98 dias), o Tomar realizou duas dezenas de jogos. E podiam ser 21, não tivesse perdido, a 19 de Dezembro, o avião para a Taça de Portugal. Literalmente.

Agora, o Tomar será dos primeiros a entrar em pista em 2021. Esta terça-feira, o Tomar disputa os 32-avos-de-final da Taça de Portugal em Ponta Delgada, estando o Póvoa à espera do desfecho deste jogo para saber quem defronta nos 16-avos da prova rainha, agendados para dia 23.

O regresso do Campeonato é dia 9, com a recepção ao Valongo, numa luta pelo sexto lugar. O Tomar é 7º, com 18 pontos, a apenas dois do Valongo, que, no entanto, tem menos um jogo.

Xanoca apontou 20 golos nos 20 jogos já realizados

No percurso tomarense, destaque para os 20 golos em outros tantos jogos de Alexandre Marques (“Xanoca”). Ruben Sousa (14), Filipe Almeida (13) e Ivo Silva (11) seguem-se na lista de mais profícuos, sendo que apenas João Lomba e Paulo Passos ainda não marcaram.

Mas são também os jogadores menos utilizados de um plantel que, para fazer face à exigência, junta aos guarda-redes Francisco Veludo e António Marante 10 jogadores de pista desde que garantiu a cedência do jovem Lucas Honório pelo Benfica.

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