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Luís Duarte é o seleccionador mais titulado da década

Jan 07, 2021

A Espanha reclamou o maior número de títulos na segunda década do século XXI, mas é um português o mais titulado. Luís Duarte conquistou seis títulos à frente dos Sub-20 lusitanos. #Selecções #SegundaDécada

A segunda década do século XXI culminou – num 2019 que já parece tão distante… - com Portugal campeão do Mundo. Mas a década, a nível sénior, foi dominada por Espanha, com 12 títulos, entre Campeonatos do Mundo e da Europa de Seniores Femininos e Seniores Masculinos, em 18 possíveis. Portugal venceu um Mundial e um Europeu, ambos no Masculino, sendo esta corrida – “eurocêntrica” – injusta para a Argentina, que ainda assim iguala os portugueses ao assegurar a conquista de dois Mundiais.

Já nas camadas jovens, entre os campeonatos do Mundo de Sub-20 e Sub-19 e os da Europa de Sub-20, Sub-19 e Sub-17, Portugal saiu por cima, com nove títulos contra oito do país vizinho, mas a diferença entre as duas potencias ibéricas só é de alguma forma esbatida quando consideradas as Taça Latina e Taça das Nações (Torneio de Montreux), que deixam a Espanha com um total de 22 títulos e Portugal com 17.

A Espanha conquistou 20 dos principais títulos em disputa – num total de 36 - pelas selecções europeias. Considerando a Taça Latina e a Taça das Nações, a “armada espanhola” contou 22 de 45 títulos.

Se nos seniores, uma base sólida pode valer títulos consecutivos – veja-se a Espanha de Feriche -, nas camadas jovens as selecções têm, naturalmente, de ser renovadas ano após ano. Mas é curiosamente nas selecções jovens que encontramos o técnico mais galardoado da década.

Luís Duarte liderou as cores lusas à conquista de três campeonatos da Europa de Sub-20 e outros tantos do Mundo entre 2012 e 2017, para seis títulos que superam os quatro conquistados por Alejandro Dominguez, todos em seniores. O agora treinador do Benfica ergueu os mundiais e europeus de seniores femininos e masculinos (um título de cada), a que se soma ainda a conquista de uma Taça Latina.

Luís Duarte é o seleccionador mais titulado da década, com três Mundiais e três Europeus de Sub-20 consecutivos.

Carlos Feriche e Luís Sénica somaram quatro títulos, ainda que com importâncias diametralmente distintas. Se Feriche conquistou três grandes títulos (nos três primeiros anos da década) e lhe soma uma Latina, o actual presidente da federação portuguesa garante o palmarés com um Europeu e as “restritas” Taça Latina (duas) e Taça das Nações.

Longe dos holofotes dos seniores masculinos, Ricard Ares e “Catcho” Ordeig garantiram três títulos para a Espanha. Ares, que agora comandará a armada masculina, triunfou três vezes no feminino e Ordeig duas vezes em Sub-17 e uma vez em Sub-20, no Mundial de 2011, o único que escaparia a Luís Duarte.

Também no feminino, Albert Mazón conquistou dois europeus, ao passo que na dita “formação” Sergi Macià (Sub-20), Jordi Boada e Nuno Ferrão (ambos em Sub-17) também garantiram dois títulos.

Ainda com dois títulos, o argentino Dario Giuliani e o português Renato Garrido “copiam-se” no currículo, com a conquista de um Mundial e de uma Taça das Nações.

Pela Espanha, Alejandro Dominguez (no masculino e feminino), Carlos Feriche (no masculino), e Ricard Ares (no feminino) juntaram os títulos europeus e mundiais em anos consecutivos.

Massimo Mariotti (Itália) com um Europeu, Fabien Savreux (França) e Jorge Otiñano (Argentina) com um Mundial Feminino e Luís Moreira (Portugal), Tomaso Colamaria (Itália) e Iván Sanz (Espanha), todos com um Europeu de Sub-17, somam um título na galeria de vencedores, ao passo que Rui Neto e Jorge Lopes também inscrevem o seu nome com o triunfo em Montreux, na Taças das Nações, em 2011 e 2013.

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