Entrevista

«O Chile poderá ser uma potência no hóquei mundial»

Jan 28, 2015

Fotos: Club Patín Vilanova do Chile (Facebook)

José Querido terminou uma primeira temporada no Chile repleta de sucessos, quer em títulos, quer nos objectivos que foram definidos. Neste defeso do campeonato chileno, Querido trouxe a Portugal dois jovens chilenos e esteve à conversa com o HóqueiPT.

Que balanço faz deste primeiro ano no Chile?

Superou todas as minhas expectativas. Acabei por me adaptar muito bem e acima de tudo as pessoas que me receberam tornaram tudo muito mais fácil, pois acompanham-me sempre e fazem todos os possíveis para que me sinta em casa. E quando assim é, ficamos com a sensação que não estamos assim tão longe de casa…

O que mais o surpreendeu no hóquei chileno?

Fiquei impressionado com a qualidade de muitos jogadores chilenos que não conhecia, pois muitos deles são preteridos pelo seleccionador por razões extradesportivas e, apesar de serem puramente amadores e terem uma cultura completamente diferente da europeia, têm recortes de excelente capacidade. Com o passar do tempo, muitos deles estão a conseguir mudar a forma de estar desportivamente, habituando-se a trabalhar mais e melhor. Quando conseguirem adquirir esse hábito por completo, de certeza que o Chile poderá ser uma potência no hóquei mundial.

Pela negativa, penso que só a falta de pavilhões para o desenvolvimento do hóquei em patins, pois quase todos os recintos são ao ar livre e em mosaico, apesar de serem bons recintos.

Como está a correr esta aventura?

Desportivamente estou supercontente. A nível do clube que represento, o Clube Patín Vilanova do Chile, conseguimos - mesmo sendo um clube recentemente formado, pois fez em Dezembro dois anos - vários títulos, desde a formação até aos seniores. A nível pessoal deixa-me muito satisfeito pois vês que o teu trabalho está a ter resultados no imediato. Tal como o crescimento do clube, que aumentou em número de atletas e passou a ser um dos maiores clubes do Chile.

Como está o hóquei chileno?

Está a crescer e bem. Os resultados conseguidos nos Mundiais masculino (4º) e feminino (3º) estão a fazer com que apareçam mais praticantes. E as pessoas responsáveis pelo desporto chileno já começam a olhar para o hóquei com outros olhos. Os representantes do hóquei chileno devem estar atentos e tentar obter mais apoios a nível de infra-estruturas, para que esse desenvolvimento tenha consistência e seja uma realidade. E a ida de treinadores de outros patamares vai ajudá-los bastante nessa evolução.

Pode apresentar-nos os dois jogadores que trouxe consigo?

São dois miúdos que cresceram muito neste ano e são dois possíveis seleccionados Sub-20. Tendo eles esta oportunidade de virem conhecer uma realidade completamente diferente da que têm no Chile estão supercontentes. São dois óptimos jogadores e, se tivessem uma experiência em algum clube com a competição que cá existe, seriam de certeza dois elementos úteis para qualquer clube. Um é júnior de primeiro ano e outro de segundo, com uma margem de progressão imensa e já com alguma qualidade.

Os sonhos chilenos

O Chile terminou o Mundial de Angola num surpreendente quarto lugar, discutindo o pódio com Portugal na derradeira partida. Neste defeso chegaram ao campeonato luso, Nicolás Fernandez (Sporting CP) e Armando Quintanilla (CH Carvalhos), símbolos dessa selecção e inspiração para toda uma nação que olha agora para o hóquei em patins com outros olhos.

Neste defeso do campeonato chileno, que recomeça em Março, José Querido trouxe até Portugal os jovens atacantes Matías Perez e Benjamin Diaz. Matías completa 19 anos em Março e Benjamin fará 18 em Outubro e terminaram agora ambos a sua primeira época ao serviço do Vilanova.

Benjamín Diaz à esquerda e Matías Perez à direita, com o ídolo de Benjamín ao centro

Matías Perez tem como ídolo Jordi Bargalló e sonha em ser profissional e participar – e ganhar! – um mundial sénior. Benjamin Diaz admira Luís Viana, jogador bem conhecido de José Querido, e também deseja ser profissional da modalidade. E, se possível, no campeonato português, que o jovem jogador descreve como apaixonado e vivido de uma forma distinta dos outros campeonatos.

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