Notícia

A inexpugnável Arena de Cabestany

Feb 10, 2021

O "factor casa" pesa sempre e, com playoffs, pesará ainda mais na fase das decisões. E ninguém joga melhor com esse "factor" do que o Porto de Guillem Cabestany, que completou 75 jogos como anfitrião nas provas nacionais... sem derrotas. #PrimeiraDivisão

Frente ao Óquei de Barcelos, no passado sábado, Guillem Cabestany alcançou a soma de 75 jogos em competições nacionais como visitado... sem perder.

O Porto não perde como anfitrião para o Campeonato desde Dezembro de 2014, quando foi derrotado pelo Benfica por 3-7, na última temporada de Tó Neves no comando técnico dos dragões.

Depois chegou o catalão Guillem Cabestany e a Arena ("Caixa" até 2019) tornou-se inexpugnável nas competições nacionais.

Sob a batuta de Cabestany, o Porto nunca perdeu em casa para as competições nacionais. Algo a ter em mente numa temporada em que as equipas correm na primeira fase para garantir o melhor lugar - e o tal "factor casa" - para os playoffs.

Se o Porto terminar esta fase em primeiro (é actualmente segundo, mas com menos um jogo que o líder Óquei de Barcelos), só será eliminado no playoff se for vencido no seu reduto. E tal, para Campeonato e Taça de Portugal, nunca aconteceu nas seis temporadas que Cabestany leva à frente dos dragões.

Nos 75 jogos realizados como anfitrião, o Porto de Cabestany soma 72 vitórias, 68 para o Campeonato e quatro para a Taça de Portugal, com um saldo global de 542 golos marcados (7.2 por jogo) e 175 sofridos (2.3 por jogo).

Merecerão nota de destaque os apenas quatro jogos realizados como visitado para a Taça de Portugal. Mas, nesses, o Porto afastou Oliveirense e Sporting (2016/17) e Benfica e Oliveirense (2017/18), com 24 golos marcados e 11 sofridos.

Nesta primeira fase, o Porto ainda terá mais quatro jogos no Dragão Arena. Recebe o Sporting (27 de Fevereiro), Tomar (13 de Março), Oliveirense (17 de Março) e Os Tigres (10 de Abril).

Três empates

O melhor que os adversários conseguiram nas provas nacionais na visita aos dragões de Cabestany, desde 2015, foram três empates.

Na primeira temporada do treinador catalão de 44 anos, cedeu um empate a seis frente ao Valongo, "permitindo" ao Benfica sagrar-se campeão nacional no dia em que, na Luz, se apurava para a final da Liga Europeia.

As águias conseguiriam ali, volvidas duas temporadas, um empate a sete. Volvidas mais duas temporadas, o Porto "deixou-se" novamente empatar. Mas não no Dragão.

No arranque da temporada de 2019/20, o Porto realizou - por castigo - três jogos como visitado no Municipal de Fânzeres, recebendo Juventude de Viana, Valongo e Braga. Na ronda inaugural dessa temporada que não chegou ao fim, os vianenses lograram a divisão de pontos, com um empate a um.

Amargos na Liga Europeia

Sendo uma autêntica fortaleza nas competições nacionais, a casa azul-e-branca não foi talismã para Cabestany inverter a malapata na Liga Europeia.

Nos quartos-de-final em 2015/16, aconteceu a única derrota como visitado de Cabestany frente a uma equipa portuguesa, quando a Oliveirense - do antecessor Tó Neves - ali venceu (e eliminou os dragões) por 3-4.

Na temporada seguinte, houve empates, com Merignac (1-1) e Reus (7-7).

Em 2017/18, aconteceu a outra derrota. A mais dolorosa de todas as derrotas. Na final da Liga Europeia, ironicamente com o Dragão Caixa como "terreno neutro" (é assim considerado nas Final Four), o Porto perdeu para o Barcelona por 2-4, adiando, mais uma vez, o terceiro título na prova máxima de clubes depois da cada vez mais distante conquista de 1990.

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