Notícia

Líder da Zona Norte da II Divisão não baixa os braços

Apr 16, 2021

As restrições pontuais em alguns concelhos impedirão o Marinhense de treinar e jogar em "casa", mas o clube que ambiciona a subida - pese os obstáculos da pandemia pela segunda época seguida - vai-se mexer para se manter na luta. #CoViD19 #SegundaDivisão

A terceira fase de desconfinamento arranca na próxima segunda-feira, dia 19 de Abril, sendo agora permitidos os treinos e competição das modalidades de médio risco, em que se enquadra o Hóquei em Patins. Tal permitirá o regresso da formação e que as equipas das II e III Divisão (e de Sub-23) regressem aos treinos para prepararem o reatamento dos respectivos campeonatos.

No entanto, tal não será possível nos concelhos de Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior, que recuam mesmo às medidas da primeira fase, nem de Alandroal, Albufeira, Beja, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela, que mantêm as medidas da segunda fase que está em curso. O que impede, por exemplo, o Marinhense de regressar aos treinos no seu concelho.

Duas temporadas atribuladas a atacar a subida

O Marinhense lidera a Zona Norte da II Divisão de forma clara, com nove vitórias em outros tantos jogos e um demolidor ataque de 66 golos, mais de 7.3 golos por jogo, e está a ver a pandemia a atraiçoar a sua ambição pela segunda temporada consecutiva.

Na pretérita temporada, aquando da interrupção e cancelamento das provas com 19 jogos realizados, a equipa de Nuno Domingues também liderava a Zona Norte, com cinco pontos de vantagem sobre o Famalicense, a equipa que se seguia na luta pela subida. E somava não menos impressionantes 120 golos, 6.3 golos por jogo.

A decisão de subida foi relegada para uma "liguilha" e o Marinhense ficaria a uma vitória de um lugar na I Divisão.

Arrancando a nova temporada na II Divisão com muitos sobressaltos, a equipa da Marinha Grande realizaria o último jogo no já distante 22 de Dezembro, mas agora espera conseguir levar a prova até ao fim, nem que tenha de treinar e jogar fora do seu concelho, sendo Marrazes uma hipótese.

"A nossa expectativa é muito elevada. Depois do que andamos a passar há duas épocas, voltar a fazer o que tanto gostamos é certamente uma alegria enorme para todos", conta ao HóqueiPT o treinador Nuno Domingues.

"Deixando de lado a questão da II Divisão não poder jogar em relação aos outros, esta situação é muito difícil de gerir quer em termos físicos, como psicológicos. Os jogadores estão sem treinar de patins desde 11 de Janeiro, há três meses", lamenta. "No meu caso, tenho seis jogadores que só jogam Hóquei em Patins e que estão impossibilitados de trabalhar pois, como todos os outros, fazem descontos do subsídio que recebem e que nunca deixaram de receber apesar de estarem três meses sem exercer a sua profissão", sublinha. "Desportivamente, vamos ver como conseguimos gerir... são três meses de interrupção", constata.

Desde já fica comprometida na Marinha Grande a primeira data agendada na retoma, a recepção ao Carvalhos, em jogo em atraso da 5ª jornada. O jogo está agendado para 1 de Maio, ainda no prazo das medidas restritivas actuais, entrando eventuais novas medidas em vigor apenas no dia 3.

"Vamos ter 15 dias antes do primeiro jogo, a 1 de Maio, e depois vai ser uma maratona de 18 jogos até 17 Julho, esperando nós que não haja mais nenhuma interrupção. Sabemos que o momento é delicado para todos  os clubes, nomeadamente a nível desportivo e financeiro, mas, pelo gosto que temos pelo Hóquei em Patins, devemos fazer mais este esforço para acabar a época", refere, concluindo com um desejo. "Saúde e que a retoma seja feita com grande responsabilidade por todos".

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