Notícia

O timoneiro do 'Bi'

May 18, 2021

Com a segunda conquista, Paulo Freitas igualou Cristiano Pereira como os únicos técnicos portugueses com duas conquistas na mais importante prova de clubes. Mas o técnico do Sporting é primeiro a "bisar" em duas edições consecutivas. #LigaEuropeia

O bicampeonato europeu do Sporting tem muito do seu técnico Paulo Freitas. O técnico que completa 53 anos no início de Junho iguala as duas conquistas de Cristiano Pereira, que conduziu Porto (1986) e Óquei de Barcelos (1991) aos seus primeiros títulos máximos europeus. A nível de clubes, Cristiano conquistaria também as Taças Continentais após essas conquistas, somando-lhes ainda o triunfo na Intercontinental pelo Óquei de Barcelos.

O percurso de Cristiano foi meteórico. Com apenas 35 anos conquistaria a então Taça dos Campeões Europeus logo na primeira temporada como treinador, no "seu" Porto. E, volvidos cinco anos, ergueria pela segunda vez o troféu, então pelo Óquei Clube de Barcelos. Já Paulo Freitas foi-se consolidando no seu percurso. Como jogador (guarda-redes), saboreou a Taça dos Campeões Europeus em 1990, num Porto comandado por José Fernandes, quando ainda estava longe a carreira como treinador.

Foi nos dragões que começou a treinar, as camadas jovens, em 2001. Seguiram-se Académico da Feira, Académica de Espinho (onde dirigiu Ângelo Girão, João Pinto e Vítor Hugo, entre outros) e, depois de uma pausa de dois anos, o Óquei de Barcelos.

Chegou aos barcelenses em 2013 e em 2015 estava em Lleida, na Final Four da Taça CERS (que seria ganha pelo Sporting). Um ano volvido, no Municipal de Barcelos, erguia a Taça CERS. E, no ano seguinte, tinha acabado de deixar os barcelenses em nova Final Four (revalidariam o título) quando foi anunciado no Sporting.

No que restava da temporada 2016/17 já não teve oportunidade de orientar os leões na mais importante prova europeia. A estreia seria na temporada seguinte, e com a chegada à Final Four. Na fase de grupos somou três vitórias em casa e uma vitória, um empate e uma derrota fora de portas. Passou a Oliveirense nos "quartos" com duplo triunfo por 3-2 e caiu, no Dragão Arena frente ao Porto, nas meias, por 5-2. Mas sagrou-se campeão nacional, uma honra que escapava ao Sporting há 30 anos.

Como no Barcelos, a uma presença na Final Four com derrota nas "meias" frente ao finalista vencido, seguiu-se o título em casa.

Em 2018/19 a caminhada foi impressionante. A cinco vitórias e um empate - a zero - na Corunha, seguiu-se dupla vitória sobre o Lodi nos quartos-de-final. Na Final Four no João Rocha, venceu Benfica e Porto para erguer um título que escapava aos leões há 42 anos.

No arranque de 2019/20 conquistaria uma Taça Continental que faltava no museu leonino, mas a época europeia corria mal... até que foi cancelada pela pandemia. E Paulo transformaria a "desonra" de ficar pela fase de grupos em nova glória europeia, num "bi" tão inédito como peculiar.

Já este ano, em Janeiro, a CoViD-19 atacou o plantel leonino e deixou sequelas. Em particular, no treinador.

Freitas regressou, devagarinho, ganhando forças e fôlego a cada semana, a cada jogo.

Entre a frieza no banco e o desabar emotivo após as conquistas, Paulo Freitas voltou a conquistar a Europa.

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