Notícia

Tira-teimas entre dragões e águias

Jun 03, 2021

Com duas vitórias para cada lado, Porto e Benfica decidem esta quinta-feira quem se junta ao Sporting na final do Campeonato Nacional. Miguel Guilherme e Joaquim Pinto arbitram a "negra". #PrimeiraDivisão

O Porto cedeu nos dois jogos no Dragão Arena e o Benfica falhou nos dois jogos na Luz. Sem fazerem valer o facto de jogarem na sua pista nos quatro primeiros jogos, dragões e águias vão à "negra" esta quinta-feira, a partir das 15h, em que será - sim ou sim - conhecido o adversário do Sporting, já apurado desde 26 de Maio, na final.

A meia-final entre Porto e Benfica teve quatro jogos a contrariar o que muitos davam como adquirido. O Benfica venceu no Dragão Arena onde não vencia desde Dezembro de 2014 e, nos dez primeiros minutos desta meia-final, as águias chegaram a uma inusitada vantagem de cinco golos sem resposta! Mas desperdiçariam o embalo de duas vitórias na casa do rival e o Porto triunfou na Luz onde não triunfava desde Janeiro de 2013.

O embate entre os dois mais titulados emblemas do Hóquei em Patins nacional tem tido de tudo. Dois grandes guarda-redes - com Xavi Malián muito bem, mas Pedro Henriques superlativo -, craques na hora de marcar, polémica com a arbitragem, até um jogador que se comprometeu com o adversário e acabou afastado dos jogos...

Gonçalo, Rafa e Nicolia

O saldo total de golos vai em 21 para o Porto e 19 para o Benfica, sendo que os dragões lograram 11 na Luz e as águias 13 no Dragão Arena. Mas, no play-off, as contas fazem-se às vitórias, independentemente dos números, valendo tanto uma vitória tangencial por 5-6 (Jogo 2) como um mais dilatado 3-6 (Jogo 4).

Gonçalo Alves tem sido o destaque no Porto. E não só pelo que marca, mas porque parece que está em todo o lado, sendo fulcral em toda a movimentação azul-e-branca. Na sua missão de marcar golos, já foi bem sucedido oito vezes, tendo apenas ficado sem marcar na terceira partida. Que o Porto até venceria. Ainda do lado da equipa de Cabestany, destaque para Rafa, que marcou em todas as quatro partidas, mas "apenas" um golo em cada jogo.

Gonçalo Alves

Também "totalista" a marcar nos quatro jogos, é Carlos Nicolia. De fora das opções técnicas durante um mês, foi chamado para colmatar a ausência de Miguel Vieira por motivos médicos, e o experiente argentino tem correspondido. Marcou um total de seis golos nos quatro jogos desta meia-final, com um hat-trick no Dragão Arena no segundo jogo.

Carlos Nicolia

Nesta séria, marcaram também Carlo Di Benedetto (quatro), Ezequiel Mena (dois) e Giulio Cocco, Reinaldo Garcia e Xavi Barroso, tendo apenas ficado em branco o entretanto afastado Poka e o jovem Zé Miguel, que ainda não somou qualquer minuto em pista.

Já nos encarnados, para além de Nicolia, marcaram Lucas Ordoñez (cinco), Valter Neves (quatro), Sergi Aragonés (dois) e Diogo Rafael e Edu Lamas. Em branco estão Gonçalo Pinto e Danilo Rampulla.

Miguel Guilherme e Joaquim Pinto no apito

Para a "negra" foram chamados Miguel Guilherme e Joaquim Pinto, repetindo a nomeação do terceiro jogo entre dragões e águias. Os minhotos Pedro Figueiredo e Rui Torres arbitraram o primeiro e quarto jogos, ao passo que os lisboetas Luís Peixoto e João Duarte dirigiram o segundo.

Joaquim Pinto e Miguel Guilherme

Para o portuense Joaquim Pinto, este será o sexto jogo nos play-offs (em oito datas possíveis) e para o lisboeta Miguel Guilherme o quarto.

Para além do terceiro jogo entre Benfica e Porto, Guilherme não esteve em nenhum outro jogo de águias ou dragões, ao passo que Pinto, muitas vezes criticado pelos adeptos da Luz, esteve nas duas vitórias dos encarnados sobre a Oliveirense que permitiriam a reviravolta nos quartos-de-final e o "passe" para as "meias".

Após o quarto jogo, Rui Lança, director das modalidades do Benfica, veio a público apontar "dualidade de critérios" nesta meia-final, pedindo um critério uniforme nas decisões arbitrais.

Na fria análise dos números totais, as águias têm sido mais penalizadas com cartões azuis e advertências e com livres directos e grandes penalidades, mas tal diz pouco (ou nada) sobre a justiça das decisões. De facto, e numa mera curiosidade, a vitória até pendeu sempre para a equipa que teve mais faltas assinaladas.

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