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Primeiro, estranha-se...

Jun 25, 2021

O sucessor de Guillem Cabestany no Porto será Ricardo Ares, seleccionador da selecção sénior masculina espanhola desde 2019, mas sem ter disputado qualquer jogo. Um "estranho" para muitos. #Mercado #PrimeiraDivisão

Já conhecida a saída de Guillem Cabestany no final da temporada, em Janeiro, houve rumores de um acordo do Porto com o argentino Diego Mir, sendo as notícias avalizadas, por exemplo, pel'O Jogo, diário sempre bem posicionado junto dos dragões.

Foi "bom" enquanto durou, pelo menos para Diego Mir, que teve os seus 10 minutos de fama, nas bocas do mundo do Hóquei em Patins. O técnico viria a negar o acordo no dia seguinte e o Valdagno, que liderava a Serie A1, entraria então numa espiral de resultados negativos.

De Espanha chegava entretanto a certeza de que o sucessor seria Ricardo Ares.

Ricardo Ares...?

Ricardo Ares assumira no final dos World Roller Games de 2019, realizados em Barcelona, o lugar de Alejandro Dominguez à frente da selecção sénior masculina espanhola. O técnico basco (natural de Bilbao) liderou a selecção feminina - também sucedendo a Dominguez - aos triunfos mundiais de 2017 e 2019 e à conquista europeia de 2018 e era adjunto do técnico do Benfica na principal selecção masculina. Tal como quando Alejandro Dominguez sucedeu a Quim Pauls, seria uma passagem de testemunho natural.

No entanto, a pandemia levou a que Ares não orientasse qualquer jogo da principal selecção masculina do país vizinho, continuando um ilustre desconhecido para a generalidade dos adeptos (e não só) em Portugal.

A aposta do Porto é num apaixonado do Hóquei em Patins. Nascido em Bilbao há quase 46 anos (que completa a 30 de Junho), Ricardo Ares rumou ao Reus com apenas 15 anos, fortemente focado na sua ligação ao Hóquei em Patins. Representaria enquanto jogador Reus, Cambrills, Voltregà, Vilafranca, Vic, Tenerife e Cerdanyola. Consolidou conhecimentos como adjunto de Ferran Pujalte e de Quim López, quando Pujalte rumou ao Barcelona em 2009. Em 2010, seria Ares a deixar os "vigatáns".

Aposta de Xevi Sala, novo presidente do Voltregà, no regresso da equipa à OK Liga em 2010, viveu ali - premonitoriamente de azul-e-branco - a sua única experiência à frente de uma equipa principal, num trajecto de seis temporadas. Lutou nas primeiras duas épocas pela manutenção, com um 11º e um 12º lugares entre 14 equipas, e depois, já entre 16 equipas, assentou arraiais a meio da tabela, com um 8º, 10º, 7º e novamente 10º lugar antes de sair em 2016.

Um ano depois foi hipótese para o Reus, que despediria o campeão europeu Enrico Mariotti. Mas, apesar do interesse publicamente declarado do técnico em regressar aos "roginegros", a escolha acabaria por recair em Jordi Garcia. Ricardo continuaria o seu trabalho na federação espanhola.

Olhando apenas para o trajecto, Ricardo Ares chega ao Porto com mais anos de experiência à frente de uma equipa principal do que Guillem Cabestany, que chegou depois de "apenas" quatro temporadas no Vendrell e uma no Breganze. Mas, por outro lado, Ares chega à Invicta depois de um hiato no trabalho diário de clube de cinco anos, ainda maior do que o de Alejandro Dominguez na chegada ao Benfica, depois de ter deixado o Reus três anos e meio antes.

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