Notícia

Um golo impossível! (a sério, mesmo impossível)

Jul 11, 2021

Vídeos: SC Marinhense TV

Pablo González, do Marinhense, protagonizou um momento de magia na cobrança de um livre directo cujas imagens não tardaram a multiplicar-se nas redes sociais. Mas, como em todas as magias, há truque... #Video #SegundaDivisão

Este sábado, em jogo da penúltima jornada da Zona Norte da II Divisão, o Académico de Cambra vencia por 0-2 na Marinha Grande, já a meio da segunda parte, colocando em risco a invencibilidade do Marinhense. A 11 minutos e meio, um livre directo era a hipótese dos pupilos de Nuno Domingues reduzirem e Pablo González foi... audaz.

O argentino que chegou do Quevert no último defeso (e que estará de saída no fim desta época) protagonizou um daqueles momentos mágicos, de levantar pavilhões, de deixar de boca aberta todos os que assistiram ao vivo ou viram nas redes sociais, nas inúmeras partilhas que rapidamente se geraram.

"Pablito" levantou a bola e rodou sobre si para um golo que catapultaria a sua equipa para a reviravolta e para a vitória por 4-2, num autêntico número de magia, que pode rever aqui, nas imagens da SCM TV.

Mas, como em todos os números de magia, houve truque. E falta.

À velocidade - e na perfeição - que o ilusionista Pablito executa o "truque" é praticamente impossível descortinar qualquer falta, mas a arte da prestidigitação acaba por ser isto mesmo.

Na flash após o final da partida, seria Nuno Domingues a "desfazer" a magia quando, numa sinceridade que se saúda, acabou por estragar a ilusão para os comentadores da SC Marinhense TV e para quem viu o lance. Ou não, porque, afinal, também é importante acreditar em magia.

O treinador do Marinhense apontou falta na execução do livre directo - Pablo "Houdini" González agarra com a mão a bola junto ao stick na rotação - e criticou mesmo os árbitros André Portal (Aveiro), mais próximo da execução, e Ricardo Rodrigues (Leiria) pelo seu desconhecimento do "truque" e por não anularem o golo, alargando a sua crítica à generalidade a uma classe arbitral que tem de fazer mais por conhecer o jogo em si.

Na prática, o golo e o desfecho desta partida não têm real impacto desportivo na temporada de Marinhense, que já é virtual vencedor da Zona Norte, ou do Académico de Cambra, cuja derrota pode custar-lhes o terceiro lugar, mas as possibilidades de subida estavam já hipotecadas. Para a posteridade ficarão certamente apenas as imagens do momento de magia de Pablito que, bem ou mal, redundou num golo validado.

Com o regresso à I Divisão garantido, resta ao Marinhense duas partidas para encerrar uma época que começou no já distante dia 5 de Setembro com a disputa da famigerada Liguilha.

No próximo dia 18, a equipa de Nuno Domingues desloca-se à casa do segundo classificado, Académica de Espinho, para tentar terminar a fase regular sem derrotas (soma 23 vitórias e dois empates) e depois defrontará o vencedor da Zona Sul a 24 de Julho pelo título de campeão nacional da II Divisão.

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