Notícia

Marinhense mais forte num 'remember' da Liguilha 2020

Sep 05, 2021

O Marinhense venceu Paço de Arcos e Parede na para reclamar o troféu no seu torneio CoopPovo, que contou também com o Tomar. Na Embra estiveram as quatro equipas da Liguilha 2020 que serão primodivisionárias na nova temporada. #PréÉpoca #CoopPovo

O organizador Marinhense venceu a segunda edição do Torneio CoopPovo. A prova teve o condão de reunir quatro das seis equipas da inédita Liguilha de 2020, as que serão primodivisionárias em 2021/22. Na altura, o Tomar garantiu um lugar na I Divisão e Marinhense, Paço de Arcos e Parede foram os "relegados" para a II Divisão. Mas seriam as três equipas a garantir a subida no final da época. Famalicense e Os Tigres, que tinham subido com o Tomar, acabaram por não garantir a manutenção entre os maiores do Hóquei em Patins nacional.

Jogado em formato de Final Four num só dia [este sábado], o Torneio CoopPovo, na Marinha Grande, começou com o triunfo do Marinhense de Nuno Domingues sobre o Paço de Arcos de André Luís. A equipa da Linha chegou a estar a vencer por 0-3, mas não resistiu ao ímpeto da equipa da casa. Mesmo sem contar com o guarda-redes Albert Mola (lesionado), o Marinhense foi mais forte e virou para claros 6-3 para carimbar a presença na final.

Na segunda meia-final, o Parede adiantou-se perante o Tomar com um golo de livre directo de André Gaspar aos 10 minutos, mas os tomarenses igualaram pouco depois, também de bola parada (de grande penalidade), por Rúben Sousa.

Num jogo com muitas faltas, Rúben Sousa e Joka desperdiçaram os livres directos da 10ª falta contrária já no derradeiro minuto da primeira parte, mantendo-se a igualdade para uma segunda parte que também terminaria igualada...

André Gaspar "serpenteia" entre Ivo Silva e Rúben Sousa

Filipe Almeida, num remate cruzado, deu vantagem à equipa de Nuno Lopes aos nove minutos, mas, pese o número de oportunidades, o Tomar não logrou "matar" o jogo. E "morreu". A bem organizada equipa de Pedro Gonçalves, coesa e estóica a defender, faria o 2-2 a cinco minutos do fim do tempo regulamentar - num remate muito colocado de Joka - e levou a decisão para as grandes penalidades. André Gaspar, Rodrigo Godinho e Zé Costa marcaram para o Parede, ao passo que "apenas" Rúben Sousa e Caio marcaram para o Tomar, com Guilherme Pedruco a negar a derradeira grande penalidade a Guilherme Silva.

Tomar em terceiro

Relegados para a disputa dos terceiro e quarto lugares, Paço de Arcos e Tomar ofereceram um jogo aberto, em que o destaque foi o guardião tomarense António Marante, habitual suplente de Francisco Veludo.

O Tomar entrou muito pressionante e chegou ao golo logo aos dois minutos, num forte remate de Rúben Sousa. O Paço de Arcos lograria igualar em "powerplay" (depois de azul a Filipe Almeida) por João Sardo, mas, mais forte, a equipa de Nuno Lopes chegaria ao intervalo a vencer, por 1-2, com Caio a surpreender Diogo Rodrigues num remate rasteiro.

No arranque da etapa complementar, o Tomar voltou a marcar cedo, com Rúben Sousa a servir Ivo Silva para o 1-3, assumindo depois definitivamente o jogo a equipa de André Luís, a tentar reduzir a desvantagem. As oportunidades foram muitas, mas Marante foi praticamente intransponível e foi adiando o tento da histórica equipa da Linha.

António Marante nega golo a João Sardo

Filipe Fernandes lá conseguiria desfeitear o jovem guarda-redes, mas já nos derradeiros instantes da partida e depois do Tomar já ter ampliado antes para 1-4, num ataque rápido de Tomás Moreira finalizado de meia distância.

Tomar e Paço de Arcos voltam a encontrar-se - já "a doer" - na 3ª jornada do Campeonato Nacional da I Divisão, a 2 de Outubro.

Marinhense vencedor

Quis o desfecho das meias-finais que Marinhense e Parede reeditassem a final do Campeonato Nacional da II Divisão, então vencida pelos rubro-negros por 5-3. Agora, a vitória sorrio à equipa da cidade vidreira.

Com mais tempo de descanso, o Marinhense esteve quase sempre por cima na primeira parte e chegou ao intervalo a vencer por 2-0, com golos do capitão Gonçalo Domingues e de Paulo Passos, este de grande penalidade.

Não baixando os braços, o Parede reduziu aos oito minutos, por Ricardo Lopes, e igualou aos 15, por André Gaspar, de livre directo, na 10ª falta marinhense. Três minutos depois, Hernâni Diniz respondeu na 10ª falta paredense para o 3-2.

Gonçalo Domingues tenta desfeitear Guilherme Pedruco

O marcador seguia ao ritmo dos livres directos. Num segundo azul quando o Marinhense já estava em inferioridade, Manuel Coimbra bateu Rodrigo Santos para nova igualdade, desfeita à entrada do último minuto em novo livre directo. Depois de azul a Joka, Luís Silva rematou fortíssimo para um 4-3 que nem o "5x4" de Pedro Gonçalves anularia.

No cômputo geral do torneio, o Marinhense é um justo vencedor e mostra argumentos, pese alguma irreverência da juventude do grupo às ordens de Nuno Domingues, para aspirar - pela primeira vez na sua história - à manutenção no escalão máximo. Mas a caminhada na I Divisão não será fácil. A lesão de Albert Mola poderá ser complicada de debelar e o campeonato arranca com embates com Oliveirense, Tomar, Porto e Óquei de Barcelos entre 18 de setembro e 5 de Outubro...

Meias-finais

Marinhense 6-3 Paço de Arcos

Parede 5-4 Tomar (2-2, 3-2 gp)

3º e 4º lugares

• Paço de Arcos 2-4 Tomar

Final

• Marinhense 4-3 Parede

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