Notícia

Capitães da Elite

Sep 07, 2021

As saídas de Pedro Gil, Valter Neves, Jordi Bargalló e Francisco Silva obrigaram a que a braçadeira de capitão mudasse de braço em metade das equipas que estiveram no play-off e estarão na Elite Cup. Por regra, a antiguidade ainda é um posto. #PrimeiraDivisão

A marcha do tempo é inexorável e nem perante reconhecidas lendas se detém, mesmo que o estatuto de capitão ainda as eleve mais.

Valter Neves pendurou os patins depois de 13 anos como capitão do Benfica. Mas não será o único a passar o orgulho e responsabilidade da braçadeira. Os multititulados Pedro Gil e Jordi Bargalló deixam, respectivamente, Sporting e Oliveirense depois de uma temporada como capitães. Entre as oito equipas que conquistaram um lugar no último play-off, também Francisco Silva, na Juventude de Viana, passa o testemunho.

No Sporting, a saída de Pedro Gil "devolve" a braçadeira ao guarda-redes Ângelo Girão, indiscutivelmente figura maior dos leões campeões nacionais e da Europa. Girão assumiu a braçadeira em 2019, após a saída de João Pinto e a tempo de erguer a Liga Europeia e a Taça Continental em pleno João Rocha. A pandemia precipitou o final da temporada 2019/20 e, colateralmente, fez a braçadeira mudar para o braço do experiente Pedro Gil. Mas só durante um ano.

Ângelo Girão está no Sporting desde 2014 e apenas o seu fiel escudeiro, Zé Diogo, tem mais anos de leão ao peito. O peso desportivo e extra-desportivo do habitual titular leonino justifica - de sobremaneira - uma excepção a uma regra de antiguidade que costuma facilitar na hora de decidir o capitão.

Um ano depois, Girão volta a capitanear os leões.

No Porto, Reinaldo Garcia é, aos 38 anos, o mais experiente. Mas, pese a nacionalidade argentina, também o jogador que mais vezes vestiu a camisola azul-e-branca. "Nalo" está no Porto desde 2015 e assumiu a braçadeira quando Hélder Nunes saiu em 2019 para o Barcelona. A estes seis anos de dragão ao peito, somam-se outros seis, entre 2001 e 2007.

Luís Querido não soma tantos anos no Óquei de Barcelos como Zé Pedro, que em toda a sua carreira só esteve duas temporadas "fora". Mas justifica a cada jogo a braçadeira. Formado nos barcelenses, saiu aos 16 anos para o Liceo. Regressou a Barcelos, já sénior, em 2012 e, desde aí, só "falhou" duas temporadas, entre 2017 e 2019, quando representou os italianos do Lodi.

No Benfica, a braçadeira ganhou tanto peso no braço de Valter Neves ao longo de 13 temporadas que tem de ser herdada a dois. Diogo Rafael e Pedro Henriques, ambos no Benfica desde 2004, foram anunciados como capitães. O guardião - que falhou duas temporadas por empréstimos ao Parede, ainda júnior, e ao Reus - era sub-capitão, mas acabou por ser Diogo a envergar a braçadeira no jogo de apresentação frente ao Liceo. 

Desde que chegou em 2004 para os juvenis, Diogo Rafael vai para a 18ª temporada de águia ao peito, batendo os 17 anos de Valter Neves. A braçadeira das águias não lhe será estranha, tendo sido capitão nos escalões de formação. 

Torra assume a braçadeira com apenas três temporadas completas em Oliveira de Azeméis. Mas é um dos mais antigos...

De braço catalão para braço catalão, a braçadeira também se muda na Oliveirense. Saiu Jordi Bargalló, que apenas um ano antes herdara a braçadeira de Ricardo Barreiros, e assume Marc Torra, que vai para "apenas" a sua quarta temporada na equipa de Oliveira de Azeméis. No entanto, num plantel que tem sofrido sucessivas revoluções, Torra tem tantos anos de casa como Jorge Silva (que também chegou em 2018) ou Nuno Araújo, que inicia a sua terceira passagem pelo clube.

Indiscutível é o dono da braçadeira em Tomar. Ivo Silva, de 31 anos, leva praticamente uma vida nos tomarenses (começou na Gualdim Pais, mas mudou-se muito jovem para os leões) e nunca conheceu outra equipa enquanto sénior. Também com uma relação já considerável, Rúben Pereira, no Valongo, e Nelson Pereira, na Juventude de Viana, irão capitanear as suas equipas na sétima temporada que as representam. Rúben continua como capitão, ao passo que Nelson sucede a Francisco Silva, que rumou a Valongo. Curiosamente, Nelson Pereira chegou à Juventude de Viana em 2015, um ano depois de Francisco Silva, que lhe deixa a braçadeira de herança.

Girão, Reinaldo, Querido, Diogo, Torra, Ivo, Rúben e Nelson procuram ser os primeiros a erguer um título nesta nova temporada, já no próximo dia 12, no culminar da quinta edição da Elite Cup.

Inline content
Ficha Técnica
Estatuto Editorial
Contacte-nos
BackOffice
Política de Privacidade