Taça Latina '14

Fala quem sabe ganhar

Apr 17, 2014

Arranca hoje em Viana do Castelo mais uma edição da Taça Latina. As conquistas na prova são divididas entre Portugal e Espanha, com 11 triunfos para cada lado, pendendo o desempate para as cores lusas, numa edição na Lourinhã em que a Espanha – alegadamente por conflitos de datas – acabou por não participar. A edição acabaria por ser renomeada para “Taça das Nações” e ferida de “oficialidade”.

Mas, lançada por essa vitória sem a eterna rival, a selecção portuguesa haveria de vencer as duas edições seguintes, já com a Espanha em cartaz.

Em 2002, sob o comando de José Pedro Martins, a vitória foi alcançada em Sintra. “O pavilhão estava completamente cheio para a final”, refere Pedro Afonso, que já vencera também no ano anterior na tal prova que “não contou”, relembra.

Sobre a edição de 2002, detalha. “Foi um torneio curto, de dois jogos, mas intenso. Ganhámos na final 1-0 à Espanha, contra uma selecção espanhola repleta de jogadores que hoje fazem parte da actual selecção espanhola que tem tido a hegemonia ao nível sénior”, realça. “Foi uma época de aprendizagem e crescimento para uma geração de atletas nascidos entre 1980 e 1982 que ganhou vários títulos nas selecções jovens e que hoje também representa a selecção portuguesa sénior com alguns atletas”, analisa. “Foi uma sensação de alegria enorme e o concretizar de um sonho que era ganhar um torneio em ‘casa’, com o nosso público a apoiar-nos e frente à eterna rival Espanha”, destaca.

Quem também venceu em Sintra foi Miguel Dantas. “Se bem me lembro essa equipa era constituída na maior parte por jogadores que tinham sido campeões europeus de juniores no ano anterior”, tenta recordar. “Esse grupo era muito unido. Todos os jogadores e equipa técnica tinham uma grande cumplicidade e, juntando a isso a qualidade dos jogadores, fomos vencedores. Simples e sem segredos”, orgulha-se. Dantas lembra também o equilíbrio entre Portugal e Espanha nessa altura. “No Europeu vencemos por penaltis e nessa Taça Latina vencemos com um livre directo a poucos minuto do fim”, frisa.

O livre directo que deu a vitória a Portugal foi transformado por Rui Ribeiro, estreante nas selecções. “Nunca tinha jogado pela Selecção, e marquei logo o golo que acabou por ser decisivo”, conta-nos. “Foi um momento fantástico para mim, algo que qualquer jogador com a minha idade deseja alcançar: ser chamado pelo seleccionador e vencer”, confidencia-nos. Rui Ribeiro esteve presente ainda em mais duas edições da Taça Latina. “Das três Taças Latinas a que fui chamado, venci duas. Uma com os professores como seleccionadores em Sintra, e outra em Alcobaça com o mítico Vítor Hugo”, afirma, referindo-se à edição do ano seguinte, em Alcobaça e sob o orientação técnica daquele que se sagraria futuro seleccionador campeão do Mundo. A vitória voltou a sorrir a uma selecção que repetia sete dos seleccionados do ano anterior.

“Acabei por perder uma em Guimarães com o José Querido”, recorda com alguma tristeza Rui Ribeiro numa das edições do hiato de cinco anos que se seguiu. O último trofeu levantado por Portugal foi em 2008. Novamente em solo luso, em Coimbra, Luís Sénica conduziu uma equipa onde pontificavam os agora mundialistas seniores André Girão e Diogo Rafael (por Portugal), André Centeno e João Pinto (Angola) e Nuno Araújo e Igor Alves (Moçambique).

O único estreante nessa selecção foi Hugo Costa. “Senti uma alegria enorme”, começa por referir. “Foi a minha primeira chamada e logo na estreia ganhar um título foi muito bom”, revive. “Em termos pessoais foi um ano fabuloso. Fui chamado aos seniores do Óquei de Barcelos e a representar a Selecção. Não podia pedir mais nesse ano”, recorda com carinho 2008.

A capitanear esse grupo vencedor esteve Gonçalo Suissas. “Foi uma vitória fantástica, jogávamos em casa e sentíamos essa responsabilidade”, refere. “Estivemos á altura, e conseguimos vencer sem dúvidas, pois fomos a melhor equipa do torneio”, afirma. “Como capitão senti-me muito orgulhoso do grupo de trabalho, que era excelente, e muito honrado pelo treinador Luis Sénica me ter escolhido para desempenhar essa função”, revela-nos orgulhoso, despedindo-se com uma mensagem de apoio à Selecção que este ano procura a reconquista do troféu. “Só me resta desejar boa sorte para esta excelente equipa de sub-23 e que em Viana consigam trazer o caneco!”, deseja.

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