Notícia

Óquei de Barcelos tenta coroar boa época

Apr 22, 2015

O Óquei de Barcelos regressa este fim-de-semana aos palcos das decisões europeias. No currículo, os “galos” têm já uma Taça CERS, conquistada em 1995, já depois de terem vencido também a Liga Europeia (1991, ainda “Taça dos Campeões Europeus”) e a extinta Taça das Taças (1993).

Em 1995, o Barcelos venceu a CERS sob o comando técnico de José Fernandes. Frente ao Tordera, os barcelenses perderam na primeira mão da final por 6-4 mas deram a volta com um estrondoso 6-0 no Municipal de Barcelos.

Depois de 1995, o Barcelos regressou por duas vezes a uma final europeia, mas sem sucesso. Em 1999 o Liceo foi mais forte na final da Taça CERS e, em Guimarães, em 2002, perdeu no jogo decisivo da Liga Europeia – por 2-1, já nos instantes finais do prolongamento - frente a um Barcelona que crescia no domínio do panorama hoquistico e garantia a terceira conquista consecutiva.

Juntar títulos às exibições

O Barcelos tem protagonizado uma excelente temporada, facto a que não será alheio o timoneiro Paulo Freitas. “Podemos afirmar que estamos satisfeitos com a época que temos vindo a fazer”, confessa ao HóqueiPT. Mas o técnico deseja mais. “Chegados aos momentos de decisão, mais não temos que fazer do que lutar por essas vitórias, sempre conscientes das dificuldades que teremos pela frente”, alerta. “Estamos perante opositores muito fortes e que partem como favoritos na competição”, diz.

O treinador Paulo Freitas

Para além do lote de jogadores à sua disposição, Paulo Freitas conta também com um forte apoio dos adeptos. “Têm sido absolutamente fantásticos e têm sido verdadeiramente o nosso sexto jogador. Admito que a distância e a questão económica possam obstar a uma verdadeira invasão a Igualada, tal como recentemente fizeram a Turquel”, recorda. “Os que estiverem presentes serão certamente suficientes e vão saber representar muito bem todo o clube, uma cidade e uma região. Quanto a todos os que não se poderem fazer representar em Espanha apenas lhes dizemos que jogaremos com todos no coração e carregaremos connosco toda a força e energia que nos têm vindo a dispensar”, garante o treinador.

“À conquista da Europa”. Os adeptos acreditam

Também o capitão Luís Querido conta com esse apoio para a equipa se superar. ”Não sei quantos vão ser, mas que vamos ter apoio é certo. Estes adeptos amam o clube e fazem loucuras por ele. Dá-nos uma força gigante saber que não estamos sozinhos. Estes adeptos são incríveis”, afirma Querido ao HóqueiPT.

Prontos para vencer

Luís Querido cumpriu parte da sua formação em Espanha e, ainda que conte apenas 24 anos, tem experiência que lhe permite “ler” o grupo de homens que lidera. “A equipa está motivada e preparada para qualquer adversário. Já o mostrámos este ano”, refere. “Sabemos que vamos ter pela frente o grande candidato, mas temos consciência do nosso valor e tudo faremos para continuar a sonhar”, promete.

Luís Querido festeja um golo em Noia

A escassos dias mas a longos 100 competitivos minutos, Luís Querido não nega que já pensou no momento de levantar a Taça. “Desde que soube que estávamos na Final Four, já me passou pela cabeça muitas e muitas vezes”, confessa, ressalvando a necessidade de trabalhar para isso. “Há um longo caminho a percorrer para que isso aconteça, será preciso muito esforço e muita luta para que isso se concretize”, alerta, sem perder de vista o sonho. “Tudo o que já foi feito esta época permite-me sonhar com algo assim”, legitima o capitão.

O Reus pela frente

O adversário do Barcelos será o Reus e o guarda-redes Ricardo Silva aponta o caminho. “Teremos de ser um colectivo para passar e estar na final”, refere ao HóqueiPT. E o guardião não fala de cor. Em 2011, ao serviço do Benfica conquistou uma Taça CERS, na Catalunha, numa final com a equipa da casa. Cenário que se pode repetir este ano.

Ricardo Silva, com uma CERS no currículo, conhece bem o adversário Marc Coy

Na meia-final, Ricardo Silva reencontra Marc Coy, ao lado de quem conquistou uma Liga Europeia no Benfica, em 2013, antes de rumar a Barcelos. “O Coy é um excelente jogador, com uma qualidade técnica muito boa e pode sempre fazer algo diferente”, avisa, referindo o superior interesse da equipa. “Quero levar a melhor no duelo individual mas principalmente no colectivo”, deseja.

Quem é baixa certa no adversário dos barcelenses é Jepi Selva, recentemente operado a uma mão. “O Jepi é um jogador com que todos os treinadores gostariam de contar e importa desde já endereçar-lhe as rápidas melhoras, porque jogadores como ele fazem falta ao Hóquei”, deseja o treinador Paulo Freitas, que não vê a ausência como sinal de fragilidade do Reus. “Se olharmos para o plantel talvez não seja uma ausência muito notada”, diz. E justifica. “No passado fim-de-semana ganharam na Corunha sem o seu contributo”, realça.

A eliminatória selada em Noia deu o mote para uma grande época

Há alguns anos arredado dos lugares cimeiros do Nacional da I Divisão, o Barcelos apostou este ano na maturação de um grupo jovem e com muito valor. Miguel Vieira (“Vieirinha”), ainda júnior, regressou ao Barcelos como único reforço anunciado mas outro júnior, que já estava nos quadros do clube, assume-se como possivelmente a maior surpresa desta época: João Guimarães (“Joca”).

João Guimarães

De resto, mais de metade do plantel é da formação barcelense. Para além de Vieirinha e Joca, também João Pereira, Luís Querido, Zé Pedro, Hugo Costa e João Guimarães são provas de uma aposta que vai muito para além das palavras e que vale, para já, a presença na Final Four da Taça CERS e da Taça de Portugal e o sexto lugar, a três pontos do quarto que dá acesso à Liga Europeia.

O Óquei Clube de Barcelos defronta, este sábado, nas meias-finais o Reus Deportiu a partir das 18h locais (menos uma em Portugal).

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