Opinião

O eclectismo

May 05, 2015
Humberto Ferreira

Humberto Ferreira é jornalista do Porto Canal e colaborador do diário desportivo Record. Acompanha todos os jogos do FC Porto no Dragão Caixa pela ligação profissional à televisão mas também pela paixão que tem pelo hóquei em patins, tendo mesmo praticado a modalidade.

Proclamar o eclectismo pode ser fácil, tê-lo é diferente. Arrisco-me a escrever que ter eclectismo é “més que un club”.

O Barcelona tem isso e demonstrou-o uma vez mais em Bassano com a conquista da Liga Europeia pela 21ª vez.

Antes da Final Four numa das minhas conversas que tive com pessoas ligadas ao hóquei em patins, várias me diziam que a Taça CERS tinha sido ganha pela equipa que tinha melhor guarda-redes. A Liga Europeia foi igual, mas para melhor.

Mais uma festa blaugrana

Quando na sexta-feira escrevi que o Barcelona ia esperar até à coroação de domingo nunca pensei que fosse assim. Os catalães nem precisaram de trabalhar muito. Foi jogar, marcar, controlar e não deixar os adversários terem esperança. Fácil? Não, nunca. Trabalho? Muito e inspiração. Ter bons jogadores ajuda muito. Ter os melhores é fundamental para vencer.

Um treinador que se pode dar ao luxo de dar uma Liga Europeia a cada guarda-redes não se pode queixar de nada. No ano passado Egurrola, este ano Sergi Fernandez. Dor de cabeça terá Quim Paüls quando tiver de escolher o titular para o Mundial de França. Ele conhece bem o Barcelona e por isso sabe o que é o eclectismo vencedor que, até no plantel de hóquei em patins, ajudou a formação Blaugrana a conquistar novamente o título europeu.

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