F4 BCN '14

O que recordam os campeões de 2013

May 03, 2014

A última edição da Final Four coroou o Benfica, pela primeira vez na sua história, campeão europeu.

Realizado no Dragão Caixa, o evento teve todos os condimentos. Na primeira meia-final teve a lotaria das grandes penalidades, que sorriu ao Benfica e deixou o Barcelona pelo caminho (6-5); na segunda meia-final teve um jogo com alternância no marcador e muitos golos (9-7) que carimbou a presença do Porto na final; antes da final teve a polémica da possível ausência do Benfica no jogo decisivo frente ao FC Porto, alegando falta de segurança e, na final, houve golo de ouro para as águias - uma nada dourada "morte súbita" para os dragões - na atribuição do troféu.

Esta época, são quatro as figuras do triunfo encarnado que não poderão repetir o feito. O HóqueiPT foi ouvi-las sobre o fim-de-semana de 1 e 2 de Junho de 2013 que perdurará para sempre nas suas memórias.

Não foi uma Final Four fácil para nós. Tivemos uma série de factores externos à competição que não nos favoreciam. Desde logo, o facto de jogarmos com o Barcelona nas meias-finais e depois todas as vicissitudes que se passaram, o facto de também ser no Porto, aquela rivalidade que existia, enfim... Mas tudo isso acabou por ser superado e, se calhar, até contra-natura ao que as pessoas estavam à espera. Acho que para muita gente, o ano passado, o Benfica partia como o menos favorito e acabou por conseguir vencer, fruto da grande qualidade dos seus jogadores e fruto também da grande capacidade e coesão de grupo que manifestaram.

É uma satisfação. É sempre uma satisfação ganhar qualquer competição onde estamos, é mais que óbvio para qualquer treinador ou jogador. Esta vitória não foge dessa ideia, no entanto, face a todo o enquadramento e situação, e ao dia de hoje, passado quase um ano, acho que efectivamente foi algo muito interessante e muito difícil. Mas que foi justo.

Luís Sénica, treinador

Ricardo Silva chegou ao Benfica em 2009 e ficou quatro épocas. Representa actualmente o Óquei de Barcelos.

Foi um grande momento e um dos dias mais felizes da minha carreira. Foi um sonho tornado realidade!

Chegámos na sexta, ficámos em Leça da Palmeira e seguimos o programa normal, com adaptação à pista. Foi aí que comecei a acreditar que era mesmo possível. Lembro-me de comentar que íamos conseguir!

No dia seguinte, depois de almoço, tivemos a reunião de preparação do jogo e tivemos uma pequena surpresa ao vermos as nossas famílias a deixarem-nos uma mensagem em que diziam que acreditavam em nós. Foi uma grande ajuda!

Mas nem tudo foi bom nesse fim-de-semana. Depois do jogo com o Barcelona voltámos ao hotel e estivemos a assistir ao final do outro jogo, a relaxar um pouco e, ao mesmo tempo, a pensar na final do dia seguinte. Estávamos mais perto do sonho. Foi quando começou a surgir nas notícias que não iríamos a jogo por causa da segurança dos adeptos.

Começámos a sair dos quartos e a questionar o porquê... Não podíamos, enquanto grupo, deixar isso acontecer. O nosso esforço e a nossa vontade de ganhar era muita... Felizmente tudo se resolveu e fomos dormir mais descansados.

Ricardo Silva, guarda-redes

Foi uma sensação indescritível, a realização de um sonho! Um titulo incontestável, por termos ganho ao Barcelona nas meias-finais e ao Porto, que era o organizador da Final Four. Acreditámos muito nas nossas possibilidades, tínhamos um grupo fortíssimo e no fim fomos recompensados.

Cacau

Luís Viana juntou-se aos encarnados em 2010, regressando à Juventude de Viana após três épocas de águia ao peito.

Uma sucessão de acontecimentos anexados a um grupo muito forte fez com que todos sentíssemos que a Liga Europeia ia ser nossa. Aquilo que senti é indescritível! Ainda hoje, quando vejo imagens desse fim-de-semana fico com a sensação de que sou um privilegiado por ter feito parte de um grupo fantástico que fez história no Benfica e no hóquei em patins.

Luís Viana

Inline content
Ficha Técnica
Estatuto Editorial
Contacte-nos
BackOffice
Política de Privacidade