Entrevista

André Pimenta derrota Armada e Dragão

May 02, 2014

André Pimenta cumpre a sua 11ª época de leão ao peito. Aos 21 anos é o estandarte da formação leonina, contando com os títulos nacionais de iniciados, juvenis, III e II Divisão, os títulos europeus de sub-17 e sub-20 e uma Taça Latina, conquistada agora em Abril.

Uma semana após a conquista pela Selecção Nacional, sublinhada com a vitória sobre a temível Armada "Roja" espanhola, ajudou a derrotar em Alenquer o actual campeão nacional, FC Porto.

HPT: É incontornável começar pelo último clássico... Como foi ganhar ao Futebol Clube do Porto?

André Pimenta: É uma sensação indescritível mas temos de ter a noção de que há mais jogos. Foram só três pontos. Claro que, fruto do trabalho que tivemos, é um orgulho ganhar ao Porto, num jogo que é diferente, um clássico. Só que temos de descer depressa à terra porque sábado já há outro jogo.

HPT: É o culminar de um grande mês de Abril...

AP: Foram duas semanas de grandes emoções, sem dúvida. Foi vir da enorme vitória na Taça Latina, jogar quarta-feira a Taça de Portugal - que correu menos bem - e depois logo no sábado uma enorme vitória também.

Pela Selecção, André Pimenta já conquistou dois europeus e uma Taça Latina

HPT: Como surgiu a oportunidade de ires para o Sporting com 10 anos?

AP: Foi através dos treinos de captação. No primeiro treino de captação que houve no Sporting, eu estive lá.

HPT: És o atleta mais antigo desde a refundação, vês-te como um exemplo para os jovens da formação?

AP: Espero e gosto que me vejam assim. Gosto de estar presente ao lado deles, gosto que eles olhem para mim como uma referência mas também acho que ainda tenho muito para crescer para me tornar uma referência ideal para eles. Ainda tenho de olhar para os mais velhos e, eles sim, serem para mim uma referência.

HPT: Até onde sonhas ir com o projecto do Sporting?

AP: Para já, garantir a manutenção. E depois, quem sabe, lutar pelos títulos. Daqui a uns aninhos... Nunca se sabe que apoios podemos vir a ter mas acredito que toda a gente sonha ver o Sporting a lutar, tanto pelos títulos nacionais como também pelos europeus.

HPT: Qual o treinador que mais te marcou?

AP: Posso dizer que o Professor Luís Sénica me marcou muito na semana em que estivemos na Taça Latina. Porque tem conceitos que eu próprio estou a dar na faculdade e nos quais me revejo, e por ser um motivador nato. A motivação que nos conseguiu dar naquela semana foi muito positiva.

Entre os treinadores que tive no Sporting era injusto destacar um, porque todos foram importantes. Como o Luís Moreira que agora está na Selecção [ndr: Sub-17], o Hugo Gaidão que no ano passado apostou em mim nos seniores ou o próprio Nuno Lopes que agora está a apostar muito em mim. É injusto destacar apenas um...

André Pimenta frequenta o terceiro ano de Ciências do Desporto na Faculdade de Motricidade Humana.

HPT: Na I Divisão, Artur Pereira e Hugo Gaidão saíram a meio da época. Nuno Lopes pode agarrar o lugar?

AP: Espero que sim mas é uma coisa que tem de partir mais dos jogadores e nem tanto do treinador. Nós é que temos de agarrar os treinadores porque o treinador é o alvo mais fácil. Se os jogadores fizessem o trabalho que lhes competia, e falo também por mim, o treinador tinha sido se calhar o Artur Pereira ainda esta época.

André Pimenta de leão ao peito. E vão onze épocas...

HPT: Tens ídolos no hóquei em patins?

AP: Quando eu era miúdo, ao contrário de muitos, olhava para o Mariano Velasquez em vez de olhar para o Panchito. Pela maneira de jogar... Neste momento, tenho como ídolos o Gonçalo Alves, um grande amigo meu e que gosto muito de ver jogar à frente, e gosto também muito do Hélder Nunes a jogar na minha posição.

HPT: O melhor jogador com quem já jogaste é um desses?

AP: Provavelmente. São da minha idade e conheço-os muito bem, principalmente o Gonçalo. Em pista são dois fenómenos, ainda para mais para a idade que têm. São uma coisa do outro mundo.

HPT: Qual a equipa que recordas com mais carinho?

AP: A equipa de iniciados. O Zé Diogo na baliza, eu, o Gonçalo Alves, o Pedro Delgado, Miguel Rocha e Diogo Neves. Fomos campeões nacionais apenas com um empate e éramos um grupo muito unido. Foi o primeiro título nacional que tive.

As selecções também me marcaram muito, principalmente esta de sub-23 que tinha um grupo mesmo espectacular.

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