Um postal de Itália

Regresso às vitórias antes do dérbi

Nov 18, 2015

Recorte: La Nazione

Foto: Vivi Grosseto

Um empate em Matera e uma derrota em Trissino custaram ao Follonica de Mário Rodrigues (“Marinho”) a liderança na Série A1, principal campeonato transalpino de hóquei em patins.

Mas no último fim-de-semana, a equipa de Franco Polverini voltou às vitórias. O Follonica venceu o Sarzana por 6-2 e segue a escassos dois pontos da liderança. “Sabíamos da importância deste jogo e sabíamos que se jogássemos o normal poderíamos voltar as vitórias”, conta Marinho ao HóqueiPT. “Eles vinham de uma vitória em casa contra o Monza e nós da nossa primeira derrota, em Trissino, mas entrámos muito forte e decidimos rapidamente a partida”, relata.

Marinho festeja um dos seus três golos frente ao Sarzana

Ao intervalo, o Follonica já vencia por 4-1 e nesta decisiva primeira parte, Marinho contribuiu com três golos. “Mais uma ‘tripletta’ como lhe chamam aqui, a quarta esta época em sete jogos”, orgulha-se, repartindo o mérito com a sua equipa. “Fico feliz por poder ajudar com os meus golos mas este é um trabalho de toda a equipa. Eu sou apenas o jogador que mete a bola lá dentro”, graceja.

A imprensa local está rendida ao internacional moçambicano. O La Nazione fez título da análise à vitória sobre o Sarzana com “Marinho-Show”, vincando a afirmação do atacante no hóquei italiano. “É um espaço que tenho conquistado jogo a jogo. Não quero parar de fazer as coisas bem”, deseja.

La Nazione

Na próxima jornada, o Follonica defronta o líder e principal candidato à conquista do título, o Forte dei Marmi, naquele que é o dérbi da região oeste (e balnear) de Itália pese os mais de 140km que separam as duas localidades. “Aqui dizem que é lindo jogar estas partidas, com o pavilhão cheio de ‘tiffosi’”, afirma com expectativa. Marinho representou Sporting e Benfica e vivenciou o maior dérbi português quer na formação, quer já como sénior. “É diferente, porque em Portugal os adeptos vivem também o futebol e outras modalidades, enquanto que aqui Follonica e Forte são duas equipas que só vivem do hóquei e os ‘tiffosi’ ficam loucos com estes jogos”, explica. “Ainda por cima quando se discute a liderança da Série A”, sublinha.

O Follonica somou - em sete jornadas - 14 pontos, apenas menos dois que o Forte dei Marmi. “Para mim, o Forte é a equipa mais forte da série A”, confessa Marinho, pedindo desculpa pela antanáclase. “Tem grandes jogadores e um dos melhores do Mundo, que resolve a partida de um momento para o outro: Pedro Gil”, refere.

Marinho reencontra Pedro Gil depois de se terem defrontado no Mundial de França

O Forte, actual campeão, já foi surpreendido duas vezes, sofrendo um empate e uma derrota. “Não estranho esses resultados porque o campeonato é muito competitivo e este ano tem um lote de 10 equipas que podem vencer qualquer jogo, fora ou em casa”, elucida.

Ao fim de sete jornadas, os oito primeiros em Itália estão separados por apenas cinco pontos. Por comparação, cinco pontos em Portugal separam os líderes do quarto e o oitavo está a 11 pontos. No equilíbrio do campeonato transalpino, Marinho destaca o Matera orientado pelo português Nuno Resende, com os mesmos 14 pontos do Follonica, e o Monza, a apenas um ponto. E também o Follonica. “Está em lugares em que já não estava há muitos anos”, congratula-se.

A partida entre o Follonica e o Forte, jogada no palco que é este ano a “casa” de Marinho, tem início marcado para as 20h45 locais de próximo sábado.

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