Notícia

Clássico na final da Taça

Jun 08, 2014

Benfica e Porto vão discutir este domingo o vencedor da edição deste ano da Taça de Portugal.

Em Turquel, o Benfica entrou em pista primeiro e não teve tarefa fácil frente ao Cambra. Com 18 minutos de jogo os encarnados até venciam por 4-0 e ao intervalo tinham uma confortável vantagem de três golos (5-2). No entanto, a segunda parte foi pautada pelas bolas paradas assinaladas e só Guillém Trabal, que defendeu cinco livres directos e duas grandes penalidades, segurou a vantagem no marcador para um resultado final de 6-4.

O Porto teve uma tarefa menos árdua. Entraram bem, tal como o Benfica, e chegaram cedo ao 3-0. Estavam decorridos apenas sete minutos de jogo e os azuis-e-brancos puderam controlar o ritmo da partida. O Alenquer – empurrado pela numerosa claque afecta ao clube que preencheu e animou um dos topos do pavilhão – ainda mostrou o seu valor mas não foi suficiente para contrariar o favoritismo do Porto que venceu por 7-3.

Trabal foi a figura do primeiro jogo das meias-finais

O Benfica entrou muito bem na partida, a controlar, aumentámos a vantagem para 4 golos e o jogo estaria tranquilo mantendo essa vantagem. Depois acabou por se tornar incaracterístico. Foi um jogo que por vezes foi mesmo um jogo de loucos por causa de algumas situações. O Cambra teve oito bolas paradas e nós estivemos por duas vezes a jogar com três jogadores e uma vez com dois. Estamos de parabéns porque conseguimos reagir a isso e continuar com a vantagem até ao final. Dou os parabéns também à equipa do Cambra que trabalhou muito bem neste jogo. Amanhã estamos na final para ganhar.

Valter Neves, capitão do SL Benfica

Nós sabíamos que o Benfica é mais forte, não há comparação possível. Assumimos um compromisso hoje de vir a Turquel e ir o mais longe possível. Para mim o jogo mais importante era este. Se hoje ganhássemos, amanhã, mesmo com os jogadores de rastos fisicamente, conseguíamos arranjar forças. Permitimos que o Benfica se adiantasse muito cedo e fizesse quatro golos, alguns até fáceis demais. Mas também não é qualquer equipa que a perder com o Benfica 4-0 entra no jogo. E nós, ainda na primeira parte, entrámos no jogo. E, mesmo sofrendo o 5-2 a acabar a primeira parte, eu senti e disse aos jogadores no balneário que estávamos por cima. O Benfica estava a perder o controlo de jogo e a perder transições. Podíamos chegar ao golo e fazer uma boa segunda parte. Fizemos tudo isso e fazemos uma segunda parte, do meu ponto de vista, fantástica. Depois o hóquei é eficácia e uma equipa que tem as bolas paradas que nós tivemos e não consegue marcar, ainda que o Trabal faça uma exibição soberba… se tivéssemos marcado metade das bolas paradas, estava aqui como vencedor e ia disputar amanhã a final. Não foi possível. O desporto é isto, é eficácia. E o Benfica acabou por ganhar porque foi mais eficaz.

Ricardo Geitoeira, treinador do HA Cambra

É um Trabal e Viva ao Hóquei!

Nem sei como é que o Benfica está na final. Tenho de agradecer aos jogadores, que de facto foram enormes, e especialmente ao nosso guarda-redes. Com oito bolas paradas, se não tivéssemos de facto um grande guarda-redes, não estaríamos certamente na final. O Cambra foi um digno vencido mas o Benfica foi uma equipa enorme. Primeiro simplificou o jogo mas temos sempre de contar com imponderáveis e este jogo teve muitos. De qualquer das formas penso que é justa a vitória do Benfica, num jogo com duas equipas muito dignas… e do resto não quero falar.

O Benfica tem de mostrar sempre raça. Mas também tem de mostrar competência, tem de mostrar qualidade. Enquanto o jogo permitiu, penso que conseguimos mostrar essas três coisas. A partir de um determinado período do jogo, foi uma equipa sofredora. Soube sofrer em pista, fora dela e por isso é que estas vitórias por vezes têm um sabor algo especial porque não chega ser competente no plano técnico e no plano táctico, há que ser fortes mentalmente e penso que o Benfica hoje o foi. Estou em crer que amanhã seja com treinador, sem treinador, seja com João rodrigues, sem João rodrigues, será um Benfica digno e disposto a erguer a Taça.

Só quero amanhã uma final digna, de uma modalidade que muito amo mas que muita gente insiste em fazer-lhe mal. Acredito que amanhã, seja qual for o nosso adversário, estão reunidas as condições para ser uma grande final.

Pedro Nunes, treinador do SL Benfica

A falange de apoio ao Alenquer

Uma equipa que está na II Divisão, que não é profissional, que paga para treinar e para jogar perder por quatro golos com o Porto é um balanço completamente positivo. Não posso apontar nada aos meus jogadores. Sabíamos que era difícil, sabíamos que era um ritmo diferente, uma competição em que o Porto ia entrar com tudo. Entrámos mal no jogo, sofremos três golos. A partir daí penso que equilibrámos um pouco a partida. Nunca esteve em causa vitória do Porto mas penso que em certos momentos do jogo conseguimos equilibrar o jogo. Claro que jogando com as nossas armas, pois não temos as mesmas armas que o Porto. O Porto é um justíssimo vencedor, nunca esteve em causa a vitória e só posso estar contente com os meus jogadores que fizeram um excelente jogo. Perder por quatro golos com o Porto acaba por ser uma grande imagem do potencial destes jogadores.

Diogo Ganchas, treinador do S Alenquer e Benfica

Entrámos bastante concentrados, bastante sérios e conseguimos, com muita competência e com alguma felicidade, chegar ao 3-0 e, a partir daí, foi uma gestão do jogo. O Alenquer, sempre que nós baixávamos o ritmo, criava dificuldades. O segundo guarda-redes do Alenquer [ndr: João Mendes] entrou bastante bem e em parte o avolumar do resultado não se concretizou devido a uma excelente exibição dele. Foi um jogo em que o Porto quis estar presente na final.

Sabemos que vamos jogar fora. Estamos longe de casa mas numa terra que gosta bastante de hóquei. Esta desvantagem de duas horas e meia que temos em relação ao nosso adversário é importante também. São alguns pormenores mas são duas equipas que se equivalem no valor. Será um jogo equilibrado que se irá decidir em alguns pormenores.

Tó Neves, treinador do FC Porto

O Porto tornou fácil a qualificação para a final

Clássico sem João Rodrigues e Pedro Nunes?

A pouco mais de um minuto do final da partida entre o Benfica e o Cambra, os encarnados precipitaram-se na entrada de João Rodrigues no fim de dois minutos de castigo por azul a Miguel Rocha. O episódio marcou a partida e pode marcar também a final, dado que, quer João Rodrigues, quer o treinador Pedro Nunes, viram o cartão vermelho e poderão estar afastados do jogo decisivo.

Pedro Nunes começou por ironizar com a regra. “O jogador que entrou antes do tempo tem de ser penalizado com cartão vermelho e o treinador também tem de ser penalizado. É mais uma regra boa no hóquei em patins porque o treinador é quem compete gerir o tempo de jogo, gerir o cronómetro, a mesa de jogo, eu acho bem que o treinador seja o principal penalizado e acho muito bem que esta regra exista. É um cartão vermelho a um jogador que entrou porque alguém lhe deu a ordem para entrar”, afirmou. “É mais uma regra absurda do hóquei mas os culpados são os clubes que permitem essas situações”, disse, elevando o tom critico.

Em relação à presença na final, o técnico encarnado mostrou-se céptico. “Normalmente estas situações não passam de uma advertência. Vamos ver se as coisas são resolvidas em menos de 24 horas, no que eu sinceramente pouco acredito”, confessou. A hipótese de uma reunião atempada entre os órgãos responsáveis em tempo útil para resolver a situação parece remota. “Eu acho que uma reunião desse tipo facilmente se faria. Mas resta saber se há vontade de que isso aconteça. Há uma forte probabilidade de eu não estar no banco mas pior do que isso é não estar o João”, lamentou em jeito de conclusão.

A final tem lugar às 18h, com transmissão directa n’A Bola TV.

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SL Benfica
6 : 4
7 Jun 18h00
HA Cambra
FC Porto
7 : 3
7 Jun 20h30
S Alenquer B
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