Oliveirense venceu em Paço de Arcos antes de teste maior

Oliveirense venceu em Paço de Arcos antes de teste maior

Em vésperas de receber o Benfica, a Oliveirense venceu o Paço de Arcos por 0-5 e somou a segunda vitória em outros tantos jogos na presente edição do Campeonato Nacional da I Divisão. Só o Porto a acompanha no topo da classificação.

Em Paço de Arcos, a Oliveirense assumiu desde cedo uma postura ofensiva, com Xavi Barroso a impor velocidade. Mas, mais do que jogo jogado, os minutos iniciais ficariam marcados por uma lesão de Nelson Ribeiro aos quatro minutos que o afastou desde logo do jogo, e que poderá implicar uma paragem superior a três meses.

Jorge Silva marcou três golos em menos de três minutos
Jorge Silva marcou três golos em menos de três minutos

A lesão do capitão Nelson Ribeiro deixaria também marcas na sua equipa e, nos cinco minutos que se seguiram à sua saída, a Oliveirense marcaria por três vezes, sempre por Jorge Silva.

Aos seis minutos, num lance de insistência na área, em que ninguém do Paço de Arcos conseguiu afastar a bola, o ex-avançado do Porto, já em queda, rematou para o primeiro do jogo. O segundo chegou aos sete, a responder de pronto a um passe de Barroso num ataque rápido. E o terceiro aos oito e meio, num remate em cutelo a desfeitear Diogo Rodrigues (“Matraco”).

Xavi Barroso dinamizou as saídas em velocidade da Oliveirense
Xavi Barroso dinamizou as saídas em velocidade da Oliveirense

Luís Duarte pediu um desconto de tempo e trouxe a sua equipa de volta “à terra”, quebrando também o ritmo aos visitantes.

O jogo ganhou algum equilíbrio também beneficiando da irreverência dos jovens Filipe Fernandes, Tomás Moreira e Rafael Lourenço - todos reforços do Paço de Arcos para esta temporada -, e a equipa da Linha esteve algumas vezes perto do golo.

Tomás Moreira foi dos mais perigosos do Paço de Arcos
Tomás Moreira foi dos mais perigosos do Paço de Arcos

No entanto, a melhor oportunidade de uma primeira parte que não teria golos senão de Jorge Silva, seria para a Oliveirense, com Rafael Lourenço a cortar uma bola em carrinho, para uma grande penalidade clara. Ricardo Barreiros, em mais um regresso a uma casa onde ganhou reputação, não conseguiu bater Matraco.

A segunda parte começou com o equilíbrio que marcara o final da primeira. A Oliveirense cometeria a sua nona falta, mas – antes que o Paço de Arcos tivesse oportunidade de ir para a marca de livre directo – Jordi Bargalló, num remate rasteiro, faria aos oito minutos o 0-4.

Ricardo Barreiros regressou a uma pista que bem conhece
Ricardo Barreiros regressou a uma pista que bem conhece

Logo a seguir caiu a décima falta para a equipa de Renato Garrido. Depois de avisado, Puigbi veria o azul por nova saída extemporânea antes de Tomás Moreira tocar na bola, mas, mesmo a frio, Domingos Pinho evitaria o golo.

O guardião internacional português – vencedor de uma Taça Latina (2002) e uma Taça das Nações (2011) – estaria em pista sete minutos, sem que se registasse qualquer golo. Em qualquer das balizas.

Domingos Pinho substituiu o azulado Puigbi com total sucesso
Domingos Pinho substituiu o azulado Puigbi com total sucesso

O Paço de Arcos não deixaria de procurar o golo, mas a Oliveirense controlou bem, até gerindo de alguma forma o esforço. Tanta gestão obrigou Renato Garrido, já perto do final, a levantar a voz, lembrando que tem de se jogar até ao apito final, e Emanuel Garcia ainda foi a tempo de amainar a ira do seu técnico, fazendo o 0-5 segundos antes do término do jogo.

Emanuel fechou as contas, perto do apito final.
Emanuel fechou as contas, perto do apito final.

Ficha

Paço de Arcos – 0

Diogo Rodrigues (gr), Diogo Silva, Nelson Ribeiro, Pedro Vaz e Paulo Jesus – cinco inicial – Filipe Fernandes, Rafael Lourenço, Tomás Moreira e Tiago Gouveia. Treinador: Luís Duarte.

Oliveirense – 5

Xevi Puigbi, Marc Torra, Xavi Barroso, Jordi Bargalló (1) e Jorge Silva (3) – cinco inicial – Emanuel Garcia (1), Ricardo Barreiros, Pedro Moreira, Pablo Cancela e Domingos Pinho (gr). Treinador: Renato Garrido.

Árbitros

Luís Peixoto e João Duarte. Mostraram azul a Xevi Puigbi.

Só o Porto também voltou a vencer

Para além da Oliveirense, só o Porto logrou juntar mais três pontos aos conquistados na primeira ronda. A equipa de Guillem Cabestany venceu por 2-8 em Viana, disparando no marcador na etapa complementar, depois de ao intervalo a vantagem ser de “apenas” 2-4.

Das outras equipas que tinham somado três pontos na primeira ronda, o Braga “caiu” em Oeiras (4-2), o Tomar perdeu na Luz (5-2) e o Valongo empatou (5-5) na recepção ao Óquei de Barcelos, num mal menor depois de se encontrar a perder – ainda na primeira parte – por 0-4.

Teste à candidatura

No próximo domingo, no fecho da terceira jornada, a Oliveirense recebe o Benfica a partir das 15h, num jogo que é um sério teste à candidatura ao título nacional das duas equipas, mas em particular à equipa de Oliveira de Azeméis, por jogar em casa.

Torra defrontará domingo, tal como Barreiros – ou Miguel Rocha e Albert Casanovas do lado do Benfica – uma equipa que já representou
Torra defrontará domingo, tal como Barreiros – ou Miguel Rocha e Albert Casanovas do lado do Benfica – uma equipa que já representou

A Oliveirense defende a sua posição 100% vitoriosa, enquanto o Benfica procura nova vitória depois de um empate no dérbi. Na pretérita temporada, perante o seu público, a Oliveirense empatou com o Benfica (4-4) e perdeu com o Porto (1-3). Na derradeira jornada, quando empatou com o Sporting (4-4), já tudo estava decidido...

Paço de Arcos num trio a zeros

No fundo da tabela, o Paço de Arcos é uma das três equipas que ainda não somou qualquer ponto, a par de Marinhense e Juventude de Viana.

E para Luís Duarte, o futuro imediato não é risonho. É que a equipa da Linha, seguramente sem poder contar com Nelson Ribeiro, viaja no próximo sábado até ao Porto e ao Dragão Caixa onde a espera a mais concretizadora equipa destas duas jornadas já realizadas.

Filipe Fernandes é um dos jovens em busca de afirmação às ordens de Luís Duarte
Filipe Fernandes é um dos jovens em busca de afirmação às ordens de Luís Duarte

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