Um empate que não compromete aspirações

Um empate que não compromete aspirações

O jogo entre Paço de Arcos e Tomar, pela sua história recente na I Divisão, era o que mais expectativa gerava no arranque da Liguilha em que se decidem as três equipas que a partir de 26 de Setembro integram a prova máxima do Hóquei em Patins português.

O empate a duas bolas numa primeira jornada, em que é muito cedo para fazer contas, acabou por não deixar ninguém insatisfeito.

"Podíamos ter saído com a vitória, mas o jogo foi 50-50, o empate acaba por se aceitar", refere o guarda-redes Francisco Veludo para quem o empate acaba por, desde já, contornar o "problema" de o Tomar ter no arranque desta liguilha apenas dois jogos em casa e três fora.

Para o guardião internacional angolano, o Tomar "pecou" antes do Paço de Arcos restabelecer a igualdade a um e podia ter feito melhor a gestão das faltas. Sublinhando a intensidade do jogo, apesar do calor, a questão da utilização de apenas dois jogadores acabou por não ser uma questão...

Para Veludo, é difícil apontar favoritos, aceitando, no entanto, que Tomar e Paço de Arcos possam ter algum favoritismo... no papel.

O mote foi dado por Pedro Favinha, da equipa técnica do Paço de Arcos que é liderada por Miguel Dantas, apontando os dois adversários deste sábado como "as duas equipas mais fortes desta Liguilha", ressalvando sempre que tal pode ou não traduzir-se em vitórias em pista.

Para já, para Favinha, o empate não compromete, ainda com muito para jogar. E, os jogadores que não foram opção nesta partida - Dário Santo, Rui Mendes ou o guarda-redes José Silva - poderão ter a sua oportunidade numa próxima.

Do lado do Tomar, Nuno Lopes assume que esta será uma caminhada árdua. Crítico desta Liguilha, o técnico nabantino refere que este será um percurso em que todos têm de pensar que estão cinco minutos na II Divisão e nos cinco seguintes estão na I Divisão.

"Não perder é bom", afirma, apesar da vontade de vencer. Mas reconhece que, para ganhar, talvez tivesse de fazer mais qualquer coisa.

Elogiado por Nuno Lopes, Ricardo Barreiros foi a maior figura do jogo, fazendo jus ao seu percurso no Hóquei em Patins desde que em 2004 saiu do Paço de Arcos rumo ao Benfica, para depois representar Liceo, Porto e Oliveirense.

Esperando pelo final para ver se foi um ponto ganho ou dois perdidos, o experiente jogador aponta justiça à divisão de pontos, que mantém tudo completamente em aberto para o que falta jogar.

Confessando uma "ansiedade que já não sentia há muito tempo", Barreiros promete lutar pelos objectivos da equipa.

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