Golos e mais golos

Golos e mais golos

A fase regular da I Divisão chegou ao fim no passado sábado, depois de 182 jogos realizados e 1275 golos marcados. Ficam estes números e outros, com os mais eficazes na hora de atacar e na hora de defender. #PrimeiraDivisão

Ao fim de 26 jornadas foram traçados destinos. Três equipas descem (ou, pelo menos ficam na zona de descida) e três asseguram a manutenção, mas entram igualmente já de longas férias sem competição até Setembro ou Outubro. Oito avançam para o play-off em que se decidirá o título, depois de terem lutado pelo tal "factor casa".

Apesar de não haver público, o conforto do lar continuou a vingar. Houve 90 vitórias em casa, 27 empates e "apenas" 65 triunfos como visitante. Marcaram-se 682 golos em casa e 593 fora, numa interessante média de sete golos por jogo.

Individualmente, Gonçalo Alves foi o mais certeiro, seguido de perto por Lucas Ordoñez e Miguel Rocha. Todos com mais de 40 golos apontados.

O Porto, vencedor desta fase regular, foi o mais profícuo, com 142 golos apontados, seguido de perto pelos 135 do Óquei de Barcelos. O Sporting fecha o pódio dos golos conseguidos com já distantes 116. No outro extremo, Os Tigres marcaram em "apenas" 61 ocasiões, curiosamente somente menos quatro que as 65 do Turquel, que garantiria a manutenção no derradeiro jogo.

Na defesa, que se diz ganhar campeonatos, o mais eficaz foi um Benfica que não iria além do quarto lugar. As águias sofreram 62 golos, ao passo que o Sporting terminou com 64 consentidos e o Porto 65. O quarto bloco defensivo mais eficaz é de um Valongo "escondido" no 7º lugar da classificação. A equipa de Edo Bosch sofreu 79 golos.

Menos eficaz foi o Famalicense, com 130 golos encaixados, que acabaram por custar a permanência no escalão maior.

Jogo a jogo

Olhando para cada "árvore" em vez de analisarmos a "floresta" como um todo, destaque para as partidas entre Óquei de Barcelos e Famalicense (9-7) e entre Sporting e Sanjoanense (10-6) como as que tiveram mais golos (16). Sem que nenhum jogo terminasse em branco, Valongo e Juventude de Viana (1-0) e Braga e Benfica (0-1) resolveram as contendas entre si com um solitário tento.

Na inspiração e eficácia num jogo, o Sporting merece destaque. Alcançou o resultado mais dilatado frente ao Famalicense (10-2), alcançando em duas partidas a dezena de golos. Algo que mais ninguém lograria. Numa outra partida, os leões conseguiriam nove tentos, mas aqui não estão sozinhos, com o Óquei de Barcelos a também o registar.

Apesar das diferenças entre as equipas, o equilíbrio foi a toada dominante, terminando as partidas com empates, diferenças tangenciais ou de dois golos em 61% das vezes. Dominaram os triunfos por um golo, em quase 25% (45 jogos) dos desfechos.

Houve 11 jogos com equipas em branco, terminando Os Tigres e Juventude de Viana sem marcar em três ocasiões. O Porto, apesar de não ser a defesa menos batida globalmente, impôs um nulo em três ocasiões.

Num resumo, houve seis equipas a terminarem jogos em branco e oito a defenderem com sucesso total a sua baliza durante 50 minutos. Curiosamente, Benfica, Valongo, Juventude de Viana e o despromovido Riba d'Ave lograram os dois feitos.

Momentos

O desporto é feito de momentos e o destino traçado pela continuidade desses momentos. A vencer, ninguém logrou melhor que o Porto, com nove jogos (de 1 de Dezembro a 20 de Fevereiro) a ganhar. E os dragões terminaram a fase regular com o 20º jogo consecutivo sem perder, contando-se 18 vitórias e dois empates desde 11 de Novembro.

Por outro lado, Os Tigres somaram duas séries de nove jogos a perder, de 11 de Novembro a 3 de Fevereiro e, depois de uma vitória sobre o Valongo, de 13 de Fevereiro até ao final da fase regular...

AMGRoller Compozito

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