«Aproveitaremos ao máximo este microciclo para melhorarmos»

Falhado o objectivo da Elite Cup, Nuno Resende tirou coisas positivas e outras para trabalhar na semana que medeia nova discussão do Benfica com o Porto, agora para a Supertaça.

«Aproveitaremos ao máximo este microciclo para melhorarmos»

É quase uma malapata. Depois da Taça de Portugal e do Campeonato Nacional, o Benfica chegou a uma terceira decisão consecutiva. Mas, sempre frente ao Porto, voltou a não conseguir erguer o troféu.

"Acho que começámos muito bem a partida. Com qualidade, quer defensiva, quer ofensiva, e dentro daquilo que era o plano de jogo. Conseguimos ter um bom controlo do jogo e, mais uma vez, se calhar também aquilo que aconteceu no jogo da meia-final, contra a corrente do jogo, acabámos por sofrer um golo", lamentou.

"São situações para nós, enquanto equipa, e esta fase é fundamental, percebermos. Tirando a questão de perder um troféu, que é o que é, não há nada a fazer", desabafou. "É objetivamente um resultado que não conseguimos atingir, mas, num momento da época, na altura que as coisas estão a acontecer, e numa antecâmara da Supertaça, tiramos aqui coisas também importantes", destacou.

"[Tivemos] Uma excelente reação ao 2-0, chegando ao 2-2, que depois acaba por ser revertido. E penso que acabámos por sofrer o 3-1 numa situação que não é normal nós não controlarmos aquela transição defensiva. Temos a oportunidade de ir para o intervalo com um 3-2, que para mim já era injusto, mas acabámos por ficar com 3-1", constatou, prosseguindo a sua análise.

"A segunda parte tem muito de mental. Não tirando o mérito ao Porto, que fez o seu trabalho e muito bem no controlo do jogo e no processo defensivo, mas são uma série de episódios que também nos condicionam. Temos que ir buscar essas situações e perceber o que é que podemos melhorar em termos mentais, em termos de foco, em termos de jogadores que podemos utilizar, para que, em momentos desses - e o campeonato tem destas situações - possamos ser mais efectivos e chegar com mais qualidade à baliza, defender com mais qualidade, para crescermos. (...) Esta segunda parte é uma boa segunda parte para roer, para ajustar, para analisar, para que consigamos sair mais fortes desta competição", apontou.

Trabalho mental contra "episódios"

«A arbitragem também faz parte do jogo. São episódios que, efetivamente, não nos favoreceram, no sentido de que se calhar é sempre uma situação muito complicada para nós e são situações que nos vão marcando. Também é preciso, em termos mentais, conseguirmos resistir a isso. Esse é um trabalho também mental da equipa, para que possamos dobrar esta dificuldade, e temos que melhorar. Temos que melhorar, temos de encontrar soluções e isso é o mais importante. Trabalho todos os dias, a equipa trabalha todos os dias, o staff trabalha todos os dias, para encontrarmos soluções para sermos mais fortes", reflectiu.

"Daqui a uma semana, há mais um título em disputa. É mais uma final em que estamos presentes. Aproveitaremos ao máximo este microciclo para melhorarmos e irmos buscar coisas que não correram bem e as coisas que correram bem, materializá-las e consolidá-las, para que nos apresentemos na máxima força", vincou.

Sem resignação

Depois de um longo intervalo, o Benfica regressou um pouco apático para a etapa complementar, atrás do 3-1 desfavorável. Resignados? "Não há resignação nenhuma", garantiu Nuno Resende. "Agora, são questões mentais que às vezes nós temos que ultrapassar e reverter isso com mais energia, com mais foco, com mais... Não é fácil numa pista de 44 metros, contra uma equipa como o Porto, depois de tudo o que aconteceu na primeira parte. Não conseguimos ser tão consistentes e acreditar que o processo nos poderia lá levar. Eles [os jogadores] acreditaram. Nem sempre o procuraram da melhor forma, quer no processo ofensivo, quer defensivo. E mérito ao Porto, também já o disse, para não estarmos aqui a falar de aspectos que não dizem respeito ao adversário, mas aí nós tínhamos 25 minutos", analisou.

"O Porto estava na décima falta, tínhamos que criar situações. E nós falámos e tentámos. Em algumas situações, fomos conseguindo, noutras não. Mas é o tal acertar de agulhas que é necessário equilibrar a equipa e ir buscar. Era o terceiro jogo. Acho que tem sido uma pré-época extremamente positiva. Não é positivo este torneio, porque não ganhámos. Mas acho que há muita coisa positiva que vamos levar para casa e trabalhar sobre isso", assegurou.

Ambição de ganhar

Apenas cinco dias medeiam a final da Elite Cup e a decisão da Supertaça António Livramento, em Barcelos, no próximo dia 10. Os títulos têm escapado ao Benfica, mas, desperdiçada em Tomar mais uma oportunidade de levar um troféu oficial para o museu, a pressão é a mesma de sempre.

"Não ia mudar nada se tivéssemos ganho esta competição, para a semana era importante voltar a ganhar. Temos conseguido chegar às finais, ainda não conseguimos ganhar, principalmente quando temos o Porto pela frente. Mas já deixamos muitas equipas para trás também", ressalvou.

"Temos este adversário para tentar. É um grande desafio e nós temos de ver isso como um grande desafio que temos. Somos o Benfica, estamos presentes nas finais, queremos ganhar. Queremos que este desafio seja algo que não nos dê ansiedade. Pelo contrário, que nos dê motivação. Por aquilo que vimos hoje em muitas alturas do jogo e, principalmente, neste torneio, acho que estamos contentes com aquilo que é esta motivação, esta vontade e esta energia nova na equipa e este contágio positivo que nós temos falado durante este torneio. Sábado é mais uma oportunidade para conseguirmos materializar algo que também queremos e é isso que é a nossa determinação, o nosso foco", concluiu.

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