Não há pontos fáceis

Exceptuando o triunfo do Riba d'Ave e um Tomar goleador, os pontos foram disputados até ao fim em todos os palcos do Campeonato PLACARD. Destaque para a reviravolta do Porto, quando a Oliveirense esteve a vencer por 1-4.

Não há pontos fáceis

Os treinadores têm avisado para um campeonato em que todos os pontos contam e em que não haverá facilidades e, jornada após jornada, o desenrolar dos jogos dá-lhes razão. Nesta 4ª jornada, não faltou emoção e incerteza até ao apito final da maioria dos jogos.

Na partida anunciada como o "jogo maior" da ronda, o epicentro emotivo sentiu-se no triunfo do Porto sobre a Oliveirense por 5-4, consumado - de reviravolta - apenas a poucos segundos do fim.

Telmo Pinto marcou primeiro, mas a resposta oliveirense ainda na primeira parte, com golos de Tomás Pereira e Lucas Martinez, consolidada na segunda com mais um golo de cada um, colocava um inusitado 1-4 no marcador do Dragão Arena, a favor da equipa de Paulo Pereira, com apenas 10 minutos para jogar. Mas o campeão, apesar de não contar com Ezequiel Mena, puxou dos galões.

De grande penalidade e numa superioridade numérica após (segundo) azul a Franco Platero, Gonçalo Alves "encostou" os dragões. A reviravolta chegou em francês, nos dois minutos e meio finais. Carlo Di Benedetto igualou e, desperdiçando um livre directo após azul a Jorge Silva, seria frio na superioridade numérica para fazer o 5-4 da vitória nos instantes finais.

Na Luz, estava também prometida emoção entre Benfica e Valongo e não defraudou as expectativas. Dois golos de Pablo Álvarez nos primeiros seis minutos poderiam ter ferido de morte um Valongo que realizava a sua quinta partida em oito dias, mas os valonguenses de Edo Bosch têm mostrado uma capacidade de superação impressionante.

Facundo Navarro reduziu perto do intervalo depois de azul a Edu Lamas, num jogo em que "tocou" a Diogo Rafael ficar fora dos convocados. Na etapa complementar, o Valongo foi atrás da igualdade, mas Gonçalo Pinto ampliou antes de Navarro voltar a marcar de livre directo. E o 4-2 por Pablito, a nove minutos do fim, dava às águias alguma tranquilidade. No entanto, com dois minutos e meio para jogar, Rafael Bessa reduziu para a margem mínima e a vitória dos encarnados perigou. Bernardo Mendes, no reencontro com a sua ex-equipa, segurou os três pontos.

Número enganadores

Óquei de Barcelos e Sporting venceriam por número mais dilatados, mas os resultados finais pecam por ilusórios.

Os barcelenses seguraram a liderança com uma vitória por 2-5 em Murches. Tomás Cardoso, goleador-mor da equipa de Cascais nas divisões secundárias, bisou nos primeiros seis minutos para uma dupla vantagem que seria anulada ainda na primeira parte. Danilo Rampulla bisou e, com um tento de Zé Pedro, o Óquei de Barcelos ia para o descanso já na frente. Na segunda parte, o Murches procurou a igualdade e só nos derradeiros dois minutos de jogo, com a equipa do castigado Hugo Lourenço a ser novamente penalizada disciplinarmente, é que os pupilos de Paulo Freitas carimbaram definitivamente o triunfo. Álvaro Morais ("Alvarinho") marcou duas vezes para o 2-5 final.

Foi também nos dois minutos finais que o Sporting deu outro colorido ao marcador do João Rocha, para uma vitória por 5-1 sobre o Braga.

O jogo começou praticamente com uma grande penalidade desperdiçada por Toni Pérez e Sporting e Braga terminaram a primeira parte sem golos. Os bracarenses, vindos de três jogos em três dias, adiantaram-se, por Pedro Mendes, aos sete minutos, e - com os argumentos defensivos mostrados por Tó Neves no Dragão Arena - o Sporting demorou a responder.

Ironicamente, coube a João Almeida - no centro de uma disputa entre leões e bracarenses - igualar a 10 minutos do final, dando início à reviravolta leonina. Ruben Pereira desperdiçou um livre directo e Gonzalo Romero fez o 2-1 que colocava a equipa de Alejandro Dominguez na frente. Ferran Font fez o 3-1 na 10ª falta bracarense e o resultado seria dilatado por João Souto e Font no tal par de minutos final.

Empate na Parede

Entre muita emoção, na Parede houve mesmo divisão de pontos.

O Parede começou em desvantagem, mas "virou", com dois golos de Rafa Lourenço ainda na primeira parte e, com dois golos de "Pichu" Balmaceda, chegou mesmo ao 4-2 com 14 minutos para jogar. Mas, num jogo de equilíbrios e muita luta, ainda havia muito que contar.

O Famalicense conseguiu recuperar e passar mesmo para a frente com golos de Tomás Castanheira, Rafael Almeida e "Juanjo" López, voltando à liderança do marcador depois de Rafa Lourenço selar um hat-trick com o 5-5. A grande penalidade convertida por Hugo Costa a dois minutos e meio do final obrigou o Parede a "carregar". Já no "cinco-para-quatro", Mathias Arnaez e Joca Guimarães trocaram "mimos" e foram expulsos, numa recta final "quentinha" e em que a equipa de Pedro Caeiro Gonçalves acabaria por salvar um ponto (o primeiro da prova) com um golo de Zé Costa.

No regresso à divisão maior, o Famalicense somou o seu sétimo ponto, fechando agora os seis primeiros da classificação depois de perder um lugar na tabela para o Tomar.

Triunfos (mais) tranquilos

Depois de um pesado desaire em Barcelos, o Tomar regressou aos triunfos no seu Municipal, vencendo a Juventude de Viana por 8-3. A equipa de Nuno Lopes vencia por 3-0 ao intervalo e ampliou logo no inicio da segunda parte. Entre argentinos, "Nanu" Castro reduziu, mas "Tato" Ferruccio respondeu quase de pronto com mais dois golos (já marcara na primeira parte) para estancar a reacção minhota.

No reencontro com a sua ex-equipa, coube a Rúben Sousa amenizar, dentro do possível, uma derrota pesada. Reduziria para 6-2 e, já depois de Guilherme Silva e do jovem Diogo Cortez dilatarem mais o triunfo tomarense, faria o definitivo 8-3.

Neste arranque de campeonato, com tudo o que um arranque tem de relativo, o Tomar vai mostrando outra face no ataque. É o segundo melhor ataque do Campeonato, com 20 golos, apenas um aquém do líder Óquei de Barcelos, quando o ano passado apenas quatro equipas marcaram menos que os tomarenses.

Também vitória farta teve o Riba d'Ave, coroando da melhor maneira os seus primeiros pontos na prova.

O Paço de Arcos marcou primeiro, por Bruno Frade, mas não logrou chegar ao intervalo a vencer, com Gustavo Pato e Carlos Loureiro a virarem o marcador. Na etapa complementar, a equipa de Raul Meca, que já mereceria outro resultado na jornada anterior, não deixaria escapar o primeiro triunfo. Pedro Silva assinou três golos e Hugo Barata um outro para um contundente 6-1.

O Campeonato PLACARD prossegue com a 5ª jornada no próximo sábado, ficando apenas pendente uma partida, adiada uma semana, entre Paço de Arcos e Braga, já jogada na pausa para o Campeonato do Mundo. Depois, o campeonato nacional só regressa no fim de Novembro.

4ª Jornada

Porto 5-4 Oliveirense • 5.Out

Sporting 5-1 Braga • 5.Out

• Murches 2-5 Óquei de Barcelos • 5.Out

Benfica 4-3 Valongo • 5.Out

Tomar 8-3 Juventude de Viana • 5.Out

• Parede 6-6 Famalicense • 5.Out

Riba d'Ave 6-1 Paço de Arcos • 5.Out

Classificação

1º Óquei de Barcelos (12 pontos), 2º Benfica* (9), 3º Sporting (9), 4º Porto (9), 5º Tomar (7), 6º Famalicense (7), 7º Oliveirense (5), 8º Riba d'Ave (3), 9º Juventude de Viana (3), 10º Paço de Arcos* (3), 11º Valongo* (3), 12º Braga* (3), 13º Murches (1), 14º Parede* (1)

*menos um jogo

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