Agora nas mãos de Tasha, Gijón continua a somar títulos

Depois de uma época de sonho, nem a mudança no comando técnico trava a marcha triunfal do Gijón. Com a lendária Natasha Lee a estrear-se no banco, a equipa de Ana Catarina Ferreira conquistou este domingo a Supercopa.

Agora nas mãos de Tasha, Gijón continua a somar títulos

Em 2023/24, o Gijón ganhou tudo o que havia para ganhar: Supercopa, Copa de la Reina, Liga dos Campeões e OK Liga. Por isso se estranhou a saída do técnico Ramon Peralta. Mas as asturianas não deixam de ganhar.

Este fim-de-semana, Natasha Lee estreou-se oficialmente no comando técnico do Telecable Gijón e logo com a conquista da Supertaça espanhola. Em Final Four, venceram o Manlleu nas meias-finais e o Vila-Sana, reeditando a decisão europeia de Abril, na final.

Natasha Lee é uma das figuras maiores de sempre do Hóquei em Patins no feminino. Nascida em 1988, começou a patinar no Gijón aos sete anos. Ali esteve até 2009 e ali regressou em 2018, depois de ter representado um histórico Voltregà ao longo de nove temporadas.

Conquistou sete vezes a Liga Europeia, sete vezes a OK Liga, quatro a Taça da Rainha e uma vez a Supercopa. Foi campeã da Europa por Espanha em cinco ocasiões e do Mundo em três. Foi considerada a melhor jogadora da OK Liga, a mais competitiva liga feminina mundial, em 2014 e 2015. Agora, "só" falta repetir como treinadora, e já começou a somar títulos.

Em Cubelles, no sábado, o Gijón garantiu o apuramento para a final com uma vitória por 3-1 sobre o Manlleu. A internacional portuguesa Ana Catarina Ferreira assinou o primeiro da reviravolta asturiana na etapa complementar, depois de Nuria Garciolo, jovem de apenas 16 anos, ter marcado para o Manlleu na primeira parte.

Ana Catarina Ferreira mudou-se para as Astúrias - e para o Telecable Gijón - no defeso de 2022. Disputou cinco competições e ganhou todas.
Ana Catarina Ferreira mudou-se para as Astúrias - e para o Telecable Gijón - no defeso de 2022. Disputou cinco competições e ganhou todas.

Na outra meia-final, o Vila-Sana venceu o Palau por 5-3, mostrando argumentos para poder, enfim, capitalizar o seu investimento em títulos. Este ano, já chegou a argentina Gimena Gomez e Flor Felamini estará a caminho para se juntar a Luchi Agudo, Daiana Silva ou à portuguesa Sandra Bento Coelho, entre outras. Mas ainda não foi desta que se festejou na pequena localidade de cerca de 800 habitantes.

Nos regulamentares 50 minutos da decisão, não houve golos. Nem com um livre directo de Victoria Porta ou os dois minutos de superioridade do Vila-Sana que se seguiram após azul a Sara Lolo, nem com uma grande penalidade de Marta Piquero. Já no prolongamento, com os castigos máximos a três minutos, Victoria teve nova oportunidade para selar o triunfo de bola parada, mas sem sucesso.

No tira-teimas, Victoria Porta, de alguma forma, redimiu-se, marcando para o Vila-Sana. Mas nenhuma colega seguiu o seu exemplo. E Sara Roces e Núria Obeso marcaram para o Gijón.

A equipa asturiana começa assim a nova temporada com mais uma conquista, celebrando a segunda Supercopa da sua história, em três edições da prova, depois do Palau ter vencido a primeira edição, em 2021.

Para além de Ana Catarina Ferreira, destaque para outros dois vencedores, os também portugueses Joana Mancelos, ex-fisiologista do exercício do Benfica e já parte do sucesso do Gijón na pretérita temporada, e Nuno Canelas, há vários anos responsável pelas guarda-redes da equipa asturiana.

Segue-se o arranque da OK Liga Iberdrola, a 23 de Setembro. Na ronda inaugural, o Gijón recebe o recém-promovido Bembibre de Carlos Figueroa.

Meias-finais

• Palau 3-5 Vila-Sana • 16.Set

Gijón 3-1 Manlleu • 16.Set

Final

• Vila-Sana 1-2 Gijón (0-0, 1-2 pen.) • 17.Set

AMGRoller Compozito

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