«Gostava de ganhar um título em Itália antes de regressar»

Diogo Neves está na sua oitava temporada em terras italianas, a nona no estrangeiro. O regresso a Portugal já esteve muito perto e está no horizonte, mas a chamada de um Trissino que está na luta por troféus convenceu-o a ficar.

«Gostava de ganhar um título em Itália antes de regressar»

Diogo Neves vai completar nove temporadas fora de Portugal. De regresso ao Trissino, ambiciona ganhar um troféu antes de regressar.

Campeão do Mundo de Sub-20 em 2013 na Colômbia e vencedor da Taça Latina em 2016 em Itália, quando estaria longe de imaginar que por ali passaria o seu futuro, era apontado como uma das maiores promessas da sua geração.

Natural de Almeirim, foi figura em títulos nos escalões de formação do Sporting e continuou a triunfar de águia ao peito, já júnior. Com contrato com o Benfica, foi cedido - na sempre complicada transição para sénior - uma temporada ao Paço de Arcos. Depois, voou para a Catalunha, para disputar a OK Liga pelo SHUM. E, ainda ligado contratualmente aos encarnados, tentou convencê-los com boas prestações ao serviço do Bassano.

Como em tantos casos, acabou por terminar contrato e ficar livre, sem "chamada à base". Ficou nos "giallorossi" mais duas temporadas, ganhando estatuto em Itália, onde o espaço dos estrangeiros é diminuto. Reforçou em 2019 o Trissino de Sérgio Silva, mas, com uma pandemia a terminar abruptamente a temporada, foi apanhado na revolução do emblema do Vêneto.

Sempre na Serie A1, esteve dois anos em Sandrigo, até que em 2022 foi aposta do Vercelli. Um ano e meio volvido, o clube "estoirou", com tremendas dificuldades financeiras. Como no defeso, Diogo Neves já tinha tudo praticamente acertado para regressar a Portugal no mercado de Inverno, mas o telefone tocou. A proposta de regresso ao Trissino - a um Trissino diferente - era tentadora.

Em Tomar, Diogo Neves teve uma claque de mais de duas dezenas (nem todos na foto), com família e amigos a não perderem a oportunidade de dizer
Em Tomar, Diogo Neves teve uma claque de mais de duas dezenas (nem todos na foto), com família e amigos a não perderem a oportunidade de dizer "presente". E, na saudade, seguramente um "vê lá se voltas" entredentes...

"É um clube que cresceu muito nos últimos quatro anos. Ganhou tudo o que havia para ganhar. A nível de estrutura, eu já estive em muitos clubes dos grandes, e posso dizer que já está ao nível dos melhores. Dá-nos todas as condições para trabalhar, e isso vê-se nos resultados. Acho que estamos a fazer um excelente trabalho e estamos só a meio", refere.

Com a chegada de Diogo Neves, o actual bicampeão italiano fica com quatro estrangeiros, numa "dor de cabeça" para Tiago Sousa nas competições nacionais. Este domingo, em Sarzana, coube a Reinaldo Garcia a "fava" de ficar fora da convocatória, indo a jogo Jordi Mendez, João Pinto e Diogo, que apontou o seu primeiro golo após a mudança em Dezembro.

"Neste momento, é aproveitar esta oportunidade que me deram. Sempre disse que gostava de ganhar um título em Itália antes de regressar a Portugal", aponta o internacional português de 29 anos. "Vai ser disputado entre nós e o Forte. São duas equipas muito equilibradas, vamos ver qual vai conseguir ser mais constante ao longo da fase regular e, depois, nos play-offs, é ver quem chega melhor", analisa.

O regresso a Portugal, adiado, continua no horizonte, mas o foco é agora no Trissino. "Claro que vejo o regresso com muito bons olhos. Mas é viver o dia-a-dia, tentar ganhar e depois logo se vê o que o futuro traz", conclui.

AMGRoller

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