Plataforma de Valongo 'lança' Pedro Batista
Com trabalho na formação e acerto no recrutamento, o Valongo é vítima do seu sucesso, e os cinco emblemas mais endinheirados do panorama português 'levaram' dezena e meia de jogadores nos últimos cinco defesos. Pedro Batista, a caminho da Oliveirense, será mais um.

Pedro Batista terá tudo certo para rumar à Oliveirense no próximo defeso, deixando o Valongo após apenas uma temporada.
O jogador nasceu e cresceu em Turquel, foi campeão do Mundo júnior em 2015 - num mundial azarado, em que uma lesão o impediu de dar maior contributo -, e representou ainda o Benfica como Sub-20. Esteve cedido aos italianos do Monza e ao "seu" Turquel, representando o Paço de Arcos em 2019/20 antes de rumar a norte.
Esteve cinco temporadas na Juventude de Viana. Viveu descidas e subidas, e chegou a capitão. No final da pretérita temporada, com nova despromoção dos vianenses, foi aposta - e apostou - no Valongo, não enjeitando a oportunidade de, num projecto mais consolidado, continuar na categoria máxima.
Valongo deu-lhe um outro palco e potenciou o seu talento, e cedo - muito cedo - na temporada começou a ser cobiçado e abordado. Pedro Batista partirá para um dos cinco mais endinheirados do Hóquei em Patins português. Falando-se do interesse (não confirmado) da Oliveirense em João Maló, Pedro Batista poderá não ser o único. Garantidamente, não será o primeiro.
Rampa de lançamento
O Valongo é vítima do seu sucesso formativo e de recrutamento, perdendo recorrentemente talento para quem tem outras possibilidades financeiras. Por exemplo, da equipa campeã nacional em 2014, saíram nada menos que oito campeões para um "big-4" que aguardava o regresso dos barcelenses à ribalta. Girão (Sporting) e Rafa (Porto) saíram logo após o histórico título valonguense. Alvarinho e Telmo Pinto (Porto) e João Souto (Oliveirense) em 2015, Henrique Magalhães (Sporting) e Nuno Araújo (Oliveirense) em 2016, e Xavi Cardoso (Benfica) em 2018.
Mais recentemente, nem foi preciso um grande título para os jogadores do Valongo continuarem a ser apetecíveis. Após a pandemia, o Valongo viu partir nada menos que 14 jogadores para os "big-5" em cinco defesos. E isto sem contar com Viti, que ainda não vingara na equipa principal e rumou aos Sub-19 do Benfica, ou João Almeida, que emigrou para o Trissino italiano. Ou até mesmo o treinador Joan Ignasí Edo.
Em 2021, Carlitos rumou ao Porto e Nuno Araújo, que entretanto regressara, voltava à Oliveirense. Na época seguinte, o Valongo chegou à final da Liga Europeia e perdeu Bernardo Mendes para o Benfica, Diogo Barata para o Porto, e Vieirinha para o Óquei de Barcelos.
No final de um 2022/23 em que o Valongo conquistou a Taça Continental e, mesmo com "tubarões", voltou à final da mais importante prova europeia (então já Champions League), foi uma "sangria". Facundo Bridge e Rafa Bessa rumaram ao Sporting, Diogo Abreu, Facundo Navarro, Nuno Santos e o guarda-redes Xano Edo acompanharam Joan Ignasí para a Oliveirense.
O Valongo precisou de se reinventar e, pontualmente, chamar jovens da sua "cantera", e, desses, no defeso de 2024, Tomás Santos mudou-se para o Porto. Ou recrutar jogadores em busca de afirmação, como Carlitos - que não teve o espaço que desejaria no Porto - e Kyllian Gil, que, neste último defeso, partiram para o Óquei de Barcelos campeão europeu.
Esta época, nas suas equipas principais, o Benfica tem um jogador ex-Valongo, o Sporting tem seis, o Óquei de Barcelos tem três, o Porto tem dois, e a Oliveirense tem três. 15 jogadores. Em Valongo, há Orgulho e Raça. E, cada vez mais, Tradição de catapultar talento.
Sábado, 14 de Fevereiro de 2026, 15h09
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