Benfica segura invencibilidade no Dragão Arena
O Clássico entre Porto e Benfica para o campeonato acabou empatado a quatro, num jogo em que os dragões estiveram a vencer por três vezes, mas em que as águias, contrariando 'traumas' no Dragão Arena, reagiram sempre, segurando a invencibilidade com um golo no último minuto.

Quatro dias depois de uma vitória do Benfica para a Taça de Portugal, houve novo Clássico no Dragão Arena. Agora, deu empate a quatro.
O Porto entrou melhor, com Pedro Henriques, eleito para este jogo depois de Conti ter defendido a baliza encarnada na Taça, a ter mais trabalho. Mas o Benfica ameaçou em transições rápidas, e Paulo Freitas não tardou a pedir desconto de tempo, a ser concedido aos sete minutos e meio.
O jogo, equilibrado, teve os dois guarda-redes como bastiões das suas equipas, segurando o nulo até ao intervalo, apesar das oportunidades para marcar de parte a parte. Os segundos 25 minutos seriam bem diferentes em termos de golos...
Na etapa complementar, foi o Benfica que entrou melhor, autoritário e a criar um punhado de boas situações de golo, que Malián foi resolvendo. Os dragões até levaram uma bola à barra da baliza de Pedro Henriques, mas tardavam em consolidar o seu jogo, pecando em velocidade e no acerto no passe.
Contra a corrente, os dragões chegavam à vantagem. Aos 10 minutos, e pouco depois de somar a nona falta, o Porto conquistava uma grande penalidade, com Lucas Ordoñez a afastar Rafa. Gonçalo Alves não conseguiu bater Pedro Henriques, mas recuperou a bola e serviu para o mais rápido a chegar, Carlo Di Benedetto, para o tento inaugural.
No entanto, foi uma vantagem que durou pouco. Meio minuto volvido, com o Porto em inferioridade por azul a Rafa, Gonçalo Pinto serviu João Rodrigues para um golo... à João Rodrigues, de primeira, a meia altura. E, mais minuto volvido, o atacante que granjeou fama a ser letal no último toque, recebeu - com pouco ângulo - de Roberto Di Benedetto, e rematou novamente para o fundo das redes.
O Benfica capitalizava da melhor maneira a superioridade numérica, mas, pouco depois, tinha teste defensivo, quando Zé Miranda viu o azul. E, não sofrendo dois golos, sofreu um... Logo num dos primeiros ataques, Gonçalo Alves recebeu na zona frontal e rematou forte para a igualdade a dois.
Reposta a igualdade no marcador e a igualdade em pista, havia também igualdade em faltas, com nove para cada lado. O Porto chegou primeiro à 10ª, com oito minutos e meio para jogar. Zé Miranda não conseguiu bater Xavi Malián.
Ganharam alento os dragões. E ganharam também uma grande penalidade. Enquanto Gonçalo Alves se preparava para marcar, havia "luta" pelo melhor lugar para o arranque para a segunda bola, e Gonçalo Pinto e Pol Manrubia viram azul. Já com menos gente em pista, Gonçalo Alves rematava para o 3-2. Mas, logo a seguir, Zé Miranda servia Nil Roca para o 3-3.
Num jogo de muito espaço, Roberto Di Benedetto ganhou um ressalto e saiu isolado, sofrendo falta do irmão Carlo para grande penalidade. Miranda foi novamente o escolhido, e Malián ganhou novamente o duelo. E o Benfica chegava à 10ª falta.
Carlo Di Benedetto acertou no poste, mas, ganhou a sobra e entregou a Hélder Nunes na divisória, para um tiro fortíssimo para o fundo das redes a seis minutos do derradeiro apito. O Benfica protestou um desvio de Rafa e, para além de ficar em desvantagem - pela terceira vez - no marcador, ficava em desvantagem numérica, por azul a Roberto Di Benedetto.
Desta feita, o Porto não aproveitou o "powerplay" para marcar, e, ficando a faltar três minutos e meio, para "matar" o jogo. O Benfica procurou o empate e, sem guarda-redes à entrada do último minuto, chegaria mesmo à igualdade, num remate fortíssimo de Zé Miranda.
O Benfica segurou a invencibilidade nos 28 jogos desta temporada ao conseguir, em 17 jogos no Dragão Arena para a fase regular do campeonato, apenas o terceiro jogo sem perder. É o segundo empate, depois da vitória de Dezembro de 2014. E, esta época, tendo o Sporting também empatado, as águias mantêm a vantagem de cinco pontos no topo da classificação.
A 17ª jornada realiza-se no próximo fim-de-semana, com destaque, no sábado, para a deslocação do Óquei de Barcelos a Tomar e do Braga a Oliveira de Azeméis. No domingo, o Porto defronta o Riba d'Ave no "Inferno das Tílias".
16ª jornada
• Braga 3-3 Sporting • 17.Fev
• Carvalhos 3-2 Tomar • 17.Fev
• Sanjoanense 4-7 Valongo • 17.Fev
• Óquei de Barcelos 5-4 Juv. Pacense • 17.Fev
• Póvoa 1-10 Oliveirense • 17.Fev
• Turquel 4-3 Riba d'Ave • 17.Fev
• Porto 4-4 Benfica • 18.Fev
Classificação
1º Benfica (44 pontos), 2º Sporting (39), 3º Óquei de Barcelos (37), 4º Porto (33), 5º Braga (29), 6º Valongo (21), 7º Tomar (18), 8º Oliveirense (18), 9º Juv. Pacense¹ (17), 10º Riba d'Ave¹ (17), 11º Sanjoanense (16), 12º Turquel (15), 13º Carvalhos (10), 14º Póvoa (4)
¹ menos um jogo
17ª jornada
• Sporting vs. Carvalhos • 21.Fev, 15h
• Benfica vs. Sanjoanense • 21.Fev, 17h
• Juv. Pacense vs. Turquel • 21.Fev, 17h30
• Oliveirense vs. Braga • 21.Fev, 18h
• Valongo vs. Póvoa • 21.Fev, 18h30
• Tomar vs. Óquei de Barcelos • 21.Fev, 19h
• Riba d'Ave vs. Porto • 22.Fev, 17h
Horários das partidas na hora local (Portugal continental).
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026, 22h07
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