A 'lotaria' no caminho (ou não...) para a 'sorte grande'

Apontado como favorito no confronto com o Reus, o Benfica só garantiu o apuramento para as 'meias' nas grandes penalidades. Foi a 8ª vez que as águias decidiram um jogo da prova máxima europeia na chamada 'lotaria', a quarta que ganharam. E, em duas delas, acabaram campeões.

A 'lotaria' no caminho (ou não...) para a 'sorte grande'
Foto de capa: World Skate Europe

Entre o vencedor invicto do Campeonato Placard e o 5º classificado da OK Liga, era fácil apontar o favoritismo, fosse por qual critério fosse, ao Benfica no duelo com o Reus.

No entanto, uma grande exibição dos catalães levou o jogo para prolongamento com uma igualdade a dois no tempo regulamentar e, sem golos no tempo extra, para a decisão por grandes penalidades. Guillem Jansá e Viti marcaram na primeira série de cinco castigos máximos. João Rodrigues decidiu na sexta grande penalidade das águias.

Foi a oitava vez que o Benfica decidiu uma partida da mais importante prova europeia na decisão última, por grandes penalidades. Uma "lotaria", dizem alguns.

A primeira vez que tal aconteceu foi no distante ano de 1971, com o Voltregà, na primeira eliminatória. O Voltregà venceu 8-5 na primeira mão, e o Benfica repetiu os números na segunda, levando depois a melhor no desempate. As águias ficaram isentas nos quartos-de-final, acabando eliminadas pelo Reus nas meias-finais, a duas mãos, somando o seu quinto de oito títulos europeus.

27 anos depois, em 1998, já com outro modelo, o Benfica seria afastado pelo Liceo na eliminatória de acesso à fase de grupos. E voltaria a ser "vítima" de "los verdes" em 2001, na meia-final da Final Four de Sevilha.

Seguiram-se decisões em mais quatro meias-finais.

Em 2013 e 2016, o bom presságio. O Benfica, com Pedro Henriques na baliza, venceu o Barcelona para avançar para a final e conquistar os seus dois títulos europeus.

Em 2017 e 2021, o morrer na praia, contra os futuros vencedores da prova. Em 2017, em Lleida, levou a melhor o Reus, ironicamente, com Pedro Henriques na baliza reusence. Em 2021, no Luso, foi o Sporting que reclamou o lugar na final.

Horas extra

Para além das decisões que foram levadas às grandes penalidades, o Benfica foi obrigado a "horas extraordinárias" em mais três ocasiões. Nenhuma delas, no entanto, a ser transportada para o dia seguinte, como aconteceu esta quarta-feira, quinta-feira dentro.

Em 2013, depois de ter vencido o Barcelona nos penáltis, o Benfica venceria a então Liga Europeia com um "golo de ouro" de João Rodrigues, frente ao Porto, em pleno Dragão Arena, naquele que foi o primeiro troféu máximo europeu conquistado pelas águias.

Na temporada seguinte, o Benfica ultrapassou o Reus no prolongamento da segunda mão dos quartos-de-final, na Luz, com um golo de Valter Neves, mas, no Palau Blaugrana, cairia nas "meias".

A outra decisão no prolongamento, estará ainda na memória de todos. No ano passado, em Matosinhos, Benfica e Porto empataram a dois no tempo regulamentar, levando o jogo de vencida - e o passaporte para a final - com um golo (que já não era "de ouro", mas soube ao mesmo) de Carlo Di Benedetto.

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