Notícia

Portugal autoritário no Clássico

Jul 13, 2016

Portugal venceu a eterna rival Espanha por 1-6, dominando inequivocamente em grande parte do Clássico.

Início muito forte de Portugal, com o público que encheu o Dr. Salvador Machado a gritar golo logo aos 10 segundos. A bola não chegou a entrar, mas os portugueses não descansaram enquanto não entrasse. Encostaram completamente a Espanha, e foram premiados aos cinco minutos com uma grande penalidade a castigar falta sobre João Rodrigues que Ricardo Barreiros, num duelo oliveirense com Puigbi, transformou em golo.

O mais velho dos Bargalló ainda empatou, mas Portugal esteve sempre por cima

Mas a festa lusa não durou. A Espanha quis reagir e não teve de "trabucar" tanto para "manducar". Um minuto depois de sofrer o golo, mas também de se libertar da pressão portuguesa, restabeleceu a igualdade, de grande penalidade por Jordi Bargalló.

Com o empate vinha algum equilíbrio, ainda que com os portugueses mais perigosos. Inclusivamente quando tiveram de jogar com menos um, por azul a Hélder Nunes. Girão defendera o respectivo livre directo (de Pau Bargalló) e, Diogo, João e Reinaldo eram mais objectivos que o quarteto espanhol, não abdicando de sair rápido para perigosos contra-ataques.

Reinaldo fez o 1-2 após inferioridade numérica

A fórmula surpreendeu a Espanha e resultou mesmo em golo. Escassos segundos depois de estar restabelecida a igualdade numérica em termos de jogadores, Reinaldo Ventura desfez a igualdade no marcador, fazendo o 1-2.

O golo português quando Espanha teve oportunidade de jogar contra três de pista, foi um duro golpe na moral da selecção espanhola. Portugal controlava a partida e, antes do intervalo, dispôs mesmo de soberana ocasião para ampliar. A um minuto do intervalo, Jepi Selva viu o azul e levou Reinaldo Ventura para a marca de livre directo. Entre a displicência e a intencionalidade, Rei atirou à tabela de fundo e esteve perto do golo na recarga, mas o 1-2 persistiria até ao descanso.

Já na recta final, de confirmação da vitória portuguesa, Rafa apontou um golo extraordinário

De regresso dos balneários com mais um minuto de vantagem numérica para gerir, Portugal não precisou de muito tempo para fazer o terceiro. 16 segundos bastaram para João Rodrigues facturar.

Pese o muito tempo que havia para jogar, a partida ficou praticamente decidida, constatado nos minutos que se seguiriam, com Portugal a chegar à bola sempre mais rápido e com mais convicção.

Na etapa complementar, a Espanha esteve cerca de 17 minutos com nove faltas. Portugal aguentou os últimos 15 minutos com oito faltas.

O total domínio português seria transformado em golos nos oito minutos finais. Primeiro, e a ilustrar muito do que se passou no jogo, Rafa roubou a bola a Jordi Bargalló e partiu rinque fora para, já em queda, finalizar. Três minutos volvidos, foi a vez de Diogo Rafael fazer o quinto, também com elevada nota artística. E, para fechar as contas do jogo, Gonçalo Alves não desperdiçou o livre directo da décima falta e fez o 1-6 final.

Com esta vitória, Portugal soma seis pontos e garante desde já o primeiro lugar do grupo B.

Diogo Rafael festeja o quinto com os adeptos

Sob arbitragem da dupla Franco Ferrari e Matteo Galoppi (ambos de Itália), as equipas alinharam da seguinte forma:

Espanha com Xevi Puigbi (gr), Romà Bancells, Cristian Rodriguez, Pau Bargalló e Jordi Bargalló (1) - cinco inicial - Jepi Selva, Ton Baliu, Eloi Mitjans e Jordi Burgaya. Treinador Quim Paüls.

Portugal com Ângelo Girão (gr), Reinaldo Ventura (1), Ricardo Barreiros (1), Hélder Nunes e João Rodrigues (1) - cinco inicial - Diogo Rafael (1), Gonçalo Alves (1), Rafa (1) e Henrique Magalhães. Treinador Luís Sénica.

Registaram-se 11 faltas para a Espanha e oito para a Portugal, com cartão azul mostrado a Hélder Nunes e a Jepi Selva.

Inline content
Ficha Técnica
Estatuto Editorial
Contacte-nos
BackOffice
Política de Privacidade