Notícia

Portugal é Campeão da Europa

Jul 17, 2016

Portugal conquistou o 21º título europeu da sua história com uma extraordinária vitória por 2-6 sobre a Itália.

Em 2003, Portugal e Itália entravam na pista do Dr. Salvador Machado para decidir o novo campeão do Mundo.

Volvidos 13 anos, só Reinaldo Ventura "sobreviveu" como jogador seleccionado à marcha do tempo, e - no cinco inicial - surgia determinado em devolver Portugal aos grandes títulos perante uma enchente. Mas o muito público presente não intimidou uma formação italiana que se apresentou muito bem neste Europeu, desde logo a deixar bons sinais para o futuro.

Federico Ambrosio bisou e fez o público tremer

Num filme transalpino visto também no jogo da equipa de Massimo Mariotti contra a Espanha, Portugal assumiu o jogo. A Itália marcou.

Se se temia um golo italiano cedo, todos os receios ficaram exacerbados. Federico Ambrosio fez o 1-0 aos dois minutos e meio e, antes de estarem cumpridos quatro minutos, o atacante italo-argentino do Lodi bisou para dois golos de vantagem.

E se os campeões da Europa de 2014 são bons a defender uma vantagem mínima (que o diga a Espanha), o que pensar com dupla vantagem?

Os portugueses carregaram e sufocaram mesmo os italianos, bem fechados à frente de um seguríssimo Barozzi.

No início do jogo, Portugal mostrava a cumplicidade do grupo

Hélder Nunes atirou ao poste ainda antes de Diogo Rafael entrar a dar mais vivacidade ao jogo português e de Gonçalo Alves lhe conferir mais poder de fogo. Mas as tentativas lusas morriam invariavelmente na luva de "Leo" Barozzi. Ou no ferro, com Hélder a fazer novamente tremer a baliza adversária.

Os minutos passavam e a vitória da véspera dos italiano sobre os espanhóis, por escasso mas suficiente 1-0, era uma imagem cada vez mais vívida. Portugal ressentia-se do notório cansaço de Hélder Nunes - ainda assim, mais "presente" nesta final que nos jogos anteriores - e foi mesmo a Itália que terminou a primeira parte a criar perigo, por Giulio Cocco.

Hélder Nunes acertou três vezes nos ferros

O golo que parecia nunca mais aparecer na primeira parte, não demorou a aparecer na segunda.

Com menos de minuto e meio decorrido e após uma combinação rápida, Diogo Rafael, um dos melhores em pista, rematou cruzado de primeira e reduziu para a diferença mínima, que ainda assim mantinha os italianos na frente.

Aos quatro minutos, e sempre com Portugal a pressionar muito, o mesmo Diogo Rafael "sacava" a décima falta italiana. Mas Ricardo Barreiros não logrou bater Barozzi que dava o mote a fechar a baliza.

Barozzi repetiu a grande exibição da véspera

Ainda com muito tempo para jogar - mais de 15 minutos - a Itália passava a esticar o tempo de ataque e a esticar-se em pista, jogando - quando em posse de bola - com dois jogadores na meia-pista portuguesa e os outros dois bem recuados...

Os minutos passavam e o público desesperava. Até porque Portugal jogava bem e tinha oportunidades, mas falhava na concretização... o filme da véspera, nas "meias", entre italianos e espanhóis.

Só que no panorama do hoquistico, como Pedro Gil já avisava no Mundial, este Portugal é outra farinha...

Diogo Rafael bisou e colocou tudo a "zeros" a oito minutos do fim

O passar dos minutos e a intensa pressão lusa fazia mossa na "squadra azzurra", que acabaria por ceder nos derradeiros oito minutos. Hélder Nunes ainda acertou outra vez - a terceira vez - nos ferros, mas depois vieram os golos já justificados e merecidos.

Diogo Rafael fez o 2-2 a oito minutos do final e anulou uma desvantagem que durou praticamente 30 minutos (os jogos do Europeu duram 40...). Um minuto depois, Hélder Nunes sofreu uma grande penalidade e Reinaldo Ventura, o campeão do Mundo de 2003, levou o pavilhão ao rubro com o golo da reviravolta.

Reinaldo Ventura consumou a reviravolta

Massimo Mariotti ainda lançou o jovem Compagno, mas não conseguiria fugir ao destino que nunca quis que a Itália vencesse dois Europeus consecutivos. E em dois minutos, a vitória portuguesa passava a roçar a goleada, pese ficar como a mais "curta" na prova. Rafa, em acção individual, fez o 2-4 que a menos de quatro minutos tornava para todos certa a conquista portuguesa. João Rodrigues, solto na área, e Hélder Nunes, de livre directo, elevaram para 2-6 e confirmaram o 21º título europeu para Portugal, 18 longos anos depois do último triunfo na prova continental.

Só sorrisos na recta final da partida

Num jogo que teve uma exemplar arbitragem da dupla espanhola Francisco Garcia e Óscar Valverde, Luís Sénica fez alinhar de início Ângelo Girão (gr), Reinaldo Ventura (1), Ricardo Barreiros, Hélder Nunes (1) e João Rodrigues (1). Jogaram ainda Diogo Rafael (2), Gonçalo Alves, Henrique Magalhães e Rafa (1). A Itália de Massimo Mariotti começou com Leonardo Barozzi (gr), Federico Ambrosio (2), Domenico Illuzzi, Alessandro Verona e Marco Pagnini e entraram ainda Giulio Cocco, Samuel Amato e Francesco Compagno.

João Rodrigues e Reinaldo Ventura, capitães de hoje e de outrora, levantaram o troféu a quatro mãos
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