Notícia

Com ritmo das Caraíbas

Sep 06, 2016

Será com grande dose de certeza que nos arriscamos a dizer que Jean-Carlos é o melhor jogador de Hóquei em Patins da República Dominicana. "Não acredito que haja alguém na República Dominicana que conheça o Hóquei em Patins", refere o internacional austríaco, natural daquele país do Caribe, que esteve presente no último Campeonato da Europa, que decorreu em Oliveira de Azeméis.

O hóquei em patins pode não ser conhecido na República Dominicana, mas para Jean-Carlos é uma paixão. "Comecei em 2000 e, em não mais do que duas semanas, estava a patinar feito louco, por todo o lado", recorda o jogador que chegou à Áustria com o padrasto, presidente do RHC Wolfurt. "Se pudesse, ia ao comité de patins dominicano e falava com eles para ver se se podia fazer algo com os jovens, porque o Hóquei em Patins é algo incrível", afirma com a convicção de quem tem objectivos nobres. "Quero passar isso aos meus amigos, irmãos e à juventude da República Dominicana", conta-nos.

A Asociacion Dominicana de Hockey Patin faz parte da Federación Dominicana de Patinaje mas não tem expressão num país com cerca de 10 milhões de habitantes.

Este Europeu marcou o regresso de Jean Carlos à selecção austríaca, agora pela mão do João Nuno Meireles. "A primeira vez que joguei com a selecção foi em 2006, no Campeonato da Europa de Sub-17, em Sesimbra", relembra, mas não voltara a defender o escudo do seu país de adopção até este ano. "Pelo trabalho e pela família, não tinha tempo", lamenta. Mas este ano a paixão falou mais alto. E a determinação também.

"Disse que queria ir e consegui estar em Azeméis a jogar contra os melhores do Mundo", congratula-se o jogador que é praticamente a excepção fantasista numa Áustria de régua e esquadro.

Na Áustria, Jean Carlos sempre jogou no Wolfurt, um dos três grandes do hóquei austríaco com cinco campeonatos conquistados - o último dos quais em 2015 - em 25 edições da prova, sendo superado apenas por Dorbirn, com 13 títulos, e Villach, com sete.

Como amante da modalidade, o dominicano não deixa de acompanhar outros campeonatos e elege o seu "cinco", com Carles Grau na baliza, os portugueses Hélder Nunes, Gonçalo Alves e Ricardo Barreiros e o catalão - para infelicidade espanhola, ausente do Europeu - Marc Gual. E na hora de sonhar com um clube para representar, o campeonato português - do qual escolheu quatro jogadores para o seu cinco - é o favorito, dividindo-se entre os dois emblemas mais titulados. "Benfica ou Porto", aponta.

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