Notícia

Oliveirense justificou a ambição

Jan 22, 2017

Quando, no fecho da primeira volta de 2015/16, a Oliveirense impôs um empate a quatro ao Benfica, evitou uma volta perfeita das águias. Esta época, Oliveira de Azeméis voltou a ser o palco do primeiro "pecado" das águias da Luz.

Depois de 11 vitórias, o Benfica perdeu frente à equipa orientada por Tó Neves os primeiros pontos no campeonato. O treinador Pedro Nunes apontou a falta de eficácia ofensiva como "culpada" na derrota por 4-2, e a estatística dos jogos realizados para o Nacional da I Divisão - até esta deslocação - aponta matematicamente nesse sentido.

Ataque encarnado ficou pela primeira vez neste campeonato abaixo dos cinco golos apontados

Em mais de metade (seis) dos jogos realizados, já o Benfica sofrera quatro golos. Mas vencera sempre. E até vencera com cinco golos sofridos, na recepção ao Turquel.

Já no ataque, os números têm estado bem acima dos dois golos que Carlos Nicolía apontou.

Em 11 partidas, nunca o Benfica marcara menos do que cinco golos, e tal só aconteceu numa ocasião, em Viana do Castelo. Com uma média superior a oito golos e meio por jogo, os encarnados estavam já perto da centena de golos (95), com mais 22 do que a segunda equipa mais profícua (o Porto, com 73) e a apenas um tento de ter o dobro dos golos conseguidos pela Oliveirense (48).

A Oliveirense já vencera o Benfica na Elite Cup. Na disputa pelo terceiro e quarto lugar e em plena pré-época, a equipa de Tó Neves vencera por 6-1.

Oliveirense assume

Nos embates entre os quatro assumidos candidatos ao título, a Oliveirense somara derrotas nas deslocações ao Dragão Caixa (6-4) e a Alverca, casa provisória do Sporting (3-1), mas agora jogava perante o seu público. Aos seis minutos, Ricardo Barreiros inaugurou o marcador logo depois de João Rodrigues, melhor marcador do Nacional, não ter aproveitado uma grande penalidade, mas, numa fase em que o ascendente era encarnado, Nicolía restabeleceu a igualdade dois minutos volvidos, falhando o Benfica a reviravolta com muito mérito para Puígbi ("Puchbi", lido em catalão), pedra basilar numa excelente exibição colectiva da Oliveirense assente em muita experiência, apimentada pela rebeldia de João Souto.

Puígbi brilhou na baliza...

Entre os postes dos visitantes, Guillem Trabal atrasou-se a regressar do intervalo e Diogo Almeida não conseguiu evitar o golo de Pablo Cancela nos instantes iniciais da segunda parte. A Oliveirense estava de novo em vantagem e não deixaria fugir os três pontos. Aos nove minutos, Tó Neves surpreendeu - o Mundo em geral e Trabal em particular - ao lançar o júnior Jorge Almeida (Bruno Fernandes e Jepi Selva falharam o jogo por lesão) para transformar o livre directo a castigar a décima falta encarnada e o jovem jogador - que nos Sub-20 é treinado por Ricardo Barreiros - não desperdiçou a oportunidade, fazendo o 3-1, momento que mais tarde Pedro Nunes destacaria como decisivo.

... e Jordi Bargalló em todo o lado

O bicampeão nacional procurou virar o rumo dos acontecimentos mas o jogo já estava no bolso de um dos grandes senhores da modalidade. Jordi Bargalló, que no Liceo se tornou um mito como capitão, parecia estar em todo o lado e controlar todos os momentos do jogo, fosse na sua meia pista ofensiva ou na defensiva. A 11 minutos do final, o 4-1 que assinou foi um justo prémio para uma grande exibição do catalão que dificilmente não terá convencido mesmo o mais céptico dos adeptos.

Campeonato relançado

O líder Benfica perdeu e viu os perseguidores encurtarem distâncias, num campeonato que - independentemente do resultado que se registasse em Oliveira de Azeméis - estaria longe de estar decidido.

No entanto, mantendo a liderança, os encarnados têm agora o Porto a dois pontos, a Oliveirense a três e o Sporting - a quem pesa uma derrota na secretaria - a cinco. Na próxima semana, o dérbi dos dérbis fecha a primeira volta, com o Benfica a receber o eterno rival Sporting a partir das 19h30 de sábado. E a liderança até pode mudar de mãos...

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