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Repetir a Supercopa

Feb 24, 2017

Fotos: Luis Miguel Velasco Hevia

Há largos anos que o Liceo de Carlos Gil é uma equipa que teima em reinventar-se. Este ano perdeu os irmãos Bargalló - e com Jordi perdeu mais do que um jogador, perdeu uma lenda - e chegaram Carlo Di Benedetto, Marc Coy e Henrique Magalhães para encetar uma nova era.

O próximo passo - a partir das 18h locais (menos uma em Portugal Continental) de hoje - é na Copa del Rey, prova que escapa aos "verdes" desde 2004. E a ambição do campeão da Europa Henrique Magalhães é clara, apesar do português reconhecer que o percurso na OK Liga estará aquém da história do Liceo. "Não está a ser o melhor campeonato que o Liceo já fez, mas obviamente que entramos em todos os jogos para ganhar", afirma.

Apurado para os quartos-de-final da Liga Europeia (discute com o Benfica o apuramento para a Final Four), o Liceo segue em quarto na OK Liga, mas pode orgulhar-se de ser a única equipa espanhola já com um título conquistado esta época. Em Setembro, os galegos viajaram até Reus e - mesmo chegando como os "menos favoritos" - bateram o anfitrião na decisão da Supercopa, a Supertaça de Espanha.

E tal mostra que a equipa sabe ganhar. "Sim, principalmente depois de termos ganho a Supercopa, acreditamos que podemos perfeitamente ganhar a Copa del Rey", explica, apontando que a pressão de vencer é a mesma apesar de já terem de alguma forma "picado o ponto" nas conquistas esta época. "A pressão é a mesma. Em qualquer competição que vamos, é para ganhar. Conseguimos a Supercopa, mas vamos para a Copa del Rey igualmente para ganhar", ambiciona, realçando o nível competitivo que há em Espanha. "Sabemos que vai ser difícil como foi difícil a Supercopa. Quando estamos nestas competições, já sabemos que estão as melhores equipas de Espanha, nunca será fácil", refere, sem esquecer o caminho a percorrer. "Neste momento pensamos mais no Lloret do que em ganhar a Copa", afirma.

Conquista da Supercopa, contra as expectativas, é marco na temporada "verde"

O Lloret é a grande surpresa da prova. "Aqui em Espanha ninguém estava à espera que se metesse nos oito primeiros lugares, mas o que é certo é que conseguiu e tem feito resultados muito bons", argumenta. Sem nada a perder, o Lloret pode ser um "presente envenenado". "Numa Copa del Rey, com eliminatórias a um jogo, tudo pode acontecer. Temos de estar muito atentos, independentemente de sabermos que temos possibilidades de ganhar e que somos favoritos. Há que demonstrar isso em pista", vinca.

O sorteio ditou que o Liceo jogasse nos quartos-de-final de sexta-feira (são jogadas duas partidas na quinta e duas na sexta), obrigando - caso cheguem à final - a três jogos em dias consecutivos. Para Henrique Magalhães, tal é relativo. "Depende da intensidade dos jogos. Claro que se tivéssemos descanso era sempre melhor, mas não nos podemos agarrar a isso", diz-nos. "Para ganhar temos de fazer os três jogos e Deus queira que os façamos, independentemente de jogar primeiro quinta ou sexta. Não nos podemos agarrar a isso", reforça, apontando a preparação especifica para esta prova curta. "Trabalhámos durante a semana para estarmos fisicamente preparados para jogar três jogos num fim-de-semana", frisa.

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