Notícia

Quando ganhar (e voltar a ganhar) não é tudo

Mar 24, 2017

Ricard Muñoz anunciou hoje que deixará o comando técnico da equipa principal do FC Barcelona.

Numa conferência de imprensa onde não escondeu alguma emoção, Ricard Muñoz anunciou que deixará o cargo a 30 de Junho, finda a temporada, numa decisão baseada segundo o técnico em "motivos pessoais". A declaração onde lembrou os sucessos e as vivências à frente da equipa, mas também o que ainda há para conquistar, foi aplaudida por toda a sala, onde estavam directores, colegas, jogadores e orgãos de comunicação social.

O director dos Desportos Profissionais, Albert Soler - que partilhou o palco com o treinador e os também directores Jordi Abarca e Toni Miró - frisou que Ricard Muñoz é um "homem do clube" e assim continuará ligado ao Barcelona no cargo que já ocupa em La Masia, mas também como fonte de conhecimento na ligação com futuros técnicos e jogadores.

Na última visita a Portugal (ao Dragão Caixa), em Dezembro

O catalão que fora treinador principal do Voltregà e do Vilafranca, regressou em 2010 ao Barcelona - antes já estivera no hóquei de formação blaugrana - para assumir o cargo de treinador-adjunto, primeiro de Ferran Pujalte e depois de Gaby Cairo.

Em Março de 2013, Muñoz assumiu a liderança da apelidada "melhor equipa do Mundo", substituindo o demissionário Cairo, já tarde para evitar o título espanhol do Liceo e o título europeu do Benfica. Mas a temporada seguinte trouxe triunfos e, na renovação de contrato por três épocas (até este ano), não faltariam títulos ao Barça sob a batuta de Ricard Muñoz.

A Liga Europeia de 2015, 21ª do Barcelona e segunda sob o comando de Ricard Muñoz

O discreto treinador conduziu a equipa à conquista das Ligas Europeias de 2014 e 2015, primeiro no Palau Blaugrana (2014, numa final com o FC Porto) e depois em Bassano (2015). Presença assídua na decisiva Final Four da prova máxima de clubes, o Barcelona está bem posicionado para garantir mais uma vez o seu lugar, depois de ter vencido a primeira mão dos quartos-de-final, em Forte dei Marmi, por 1-3.

A nível interno, a OK Liga não voltaria a escapar depois daquela primeira "meia época", arrecadando o título de forma categórica em 2014, 2015 e 2016. E, esta época, com nove jornadas para cumprir, o Barcelona segue isolado, com oito pontos de vantagem sobre o segundo (Reus), preparando-se para um tetra há muito anunciado.

A Copa del Rey, conquistada há menos de um mês

A temporada não tinha começado da melhor maneira, com os blaugrana a falharem a revalidação da Supercopa (tinham conquistado as anteriores três edições realizadas no "reinado" de Ricard Muñoz), mas no final de Fevereiro o emblemático clube regressou aos títulos, com Muñoz a garantir mais uma Copa del Rey para o museu, depois da conquista também em 2016.

Em resumo, Ricard Muñoz assegurou nas quatro épocas que iniciou ao comando do Barcelona três OK Ligas, três Supercopas, duas Copas del Rey, duas Ligas Europeias e uma Taça Continental, estando ainda na disputa de mais uma OK Liga e outra Liga Europeia. No dia em que se jogarão as meias-finais da prova máxima europeia de clubes (13 de Maio), Muñoz completa 39 anos.

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