Notícia

Marinho, «stecca d'oro»

Apr 25, 2017

Foto de capa: Roberta Mirabile (LaRoby)

Dados: Legahockey

Mário Rodrigues, "Marinho", sagrou-se melhor marcador da Serie A italiana, a Legahockey.

Terminadas as 26 jornadas que entram para as contas desta distinção, Marinho somou 54 golos, mais cinco do que Emiliano Romero (Giovinazzo) e Federico Ambrosio (Lodi).

Em 2015/16, Marinho tinha assinado 41 golos na fase regular da Legahockey, longe dos 56 do mais certeiro, o argentino Lucas Martinez do Monza (que este ano marcou... 41).

À partida para a derradeira jornada da fase regular, Romero somava 48 golos, mais um do que Marinho, mas o argentino apontou "apenas" um golo na vitória por 4-2 ao Cremona. "Apenas", porque o avançado português que é internacional por Moçambique, depois de assinar um tento na primeira parte, apontou mais seis (!) na segunda, levando o Follonica a uma goleada por 9-3 sobre o Trisssino.

"Este é certamente um dos momentos mais importantes da minha carreira", conta Marinho ao HóqueiPT. "Nunca nenhum português ou moçambicano tinha sido o melhor marcador da Série A. Por isso, não só é uma marca histórica para mim, mas também para o Hóquei em Patins português e moçambicano", sublinha.

Números

A mais de meia centena de golos apontados ao serviço do Follonica por Marinho pode ser analisada de diferentes perspectivas.

Fica uma lista de factos relacionados com o pecúlio do internacional moçambicano de 26 anos:

Os 54 golos de Marinho representam 43% dos 126 conseguidos pelo Follonica.

Davide Banini e Pablo Saavedra foram os segundos melhores marcadores das "águias", com 18 golos cada.

Fez quatro pokers, quatro hat-tricks e bisou seis vezes.

Num jogo marcou sete golos, enquanto em sete jogos marcou um golo.

Marcou 23 golos na primeira volta, 31 na segunda.

34 dos golos foram conseguidos em casa, no Capannino, e 20 fora.

Até ao intervalo apontou 20 golos, registando 34 nas segundas partes.

Novembro foi o menos produtivo, com "apenas" seis golos também em quatro jogos.

Março foi o mês mais produtivo, com 11 golos em quatro jogos.

Entre 3 de Dezembro e 25 de Março fez o "gosto ao stick" em 16 jogos consecutivos

Quando ficou em branco, a equipa nunca perdeu (três empates e uma vitórias). Mas quando marcou apenas por uma vez - o que aconteceu sete vezes - o Follonica acabou derrotado em quatro jogos.

Apontou 40 golos nas 14 vitórias do Follonica, três nos cinco empates e 11 nas sete derrotas.

Marinho marcou a todas as equipas da Série A.

Sandrigo (14º) e Trissino (9º) foram as maiores vítimas, com oito golos sofridos.

Forte (1º) e Breganze (6º) foram os que armaram melhor a sua defesa, consentindo cada apenas um golo nos dois jogos.

"Fiz uma temporada até agora muito regular e ajudei a minha equipa a conquistar já dois objectivos", orgulha-se, referindo-se à chegada à meia-final da Coppa Itália e ao alcançar de um dos primeiros quatro lugares da fase regular, sendo que o quarto posto do Follonica deverá valer - no caso da previsível e recorrente desistência do campeão inglês - a presença na Liga Europeia.

Ainda sem confirmação, Marinho deverá fazer parte das escolhas de Pedro Nunes para representar Moçambique no Campeonato do Mundo que decorrerá em Setembro em Nanjing (China).

Esta é a terceira época consecutiva de Marinho fora de Portugal. Depois de ter representado o Sporting, brilhou um ano em França (no Saint Brieuc), e rumou a Itália e ao Follonica em 2015, lutando por um lugar de maior destaque no seio da modalidade. "Nada me foi oferecido, é tudo fruto de muito esforço e sacrifício, não só dentro como fora de campo", constata, frisando que a distância é o que mais custa. "Estar longe dos teus é muito complicado", explica. "Agradeço aos meus companheiros de equipa, treinador, e à minha família e namorada, porque são eles que me dão força todos os dias para não desistir", dedica.

Os outros portugueses da Legahockey conseguiram também registos dignos de realce. Diogo Neves (Bassano) e Sérgio Silva (Cremona) apontaram 20 golos, enquanto Renato Castanheira (Correggio) marcou 15.

Agora os playoffs

Pese estarem cumpridas 26 jornadas, o título está longe de estar entregue.

Em Itália, o "scudetto" decide-se nos playoffs, servindo a fase regular agora finda para definir quais as oito equipas que continuam a perseguir o sonho e quem terá vantagem de jogar em casa, caso seja necessário ir à negra das eliminatórias à "melhor de três" (quartos-de-final) ou à "melhor de cinco" (meias-finais e final).

Para os quartos-de-final, que começam a ser jogados a 6 de Maio, o emparelhamento ficou assim definido:

Forte (1º) vs Sarzana (8º)

Lodi (2º) vs Valdagno (7º)

Viareggio (3º) vs Breganze (6º)

Follonica (4º) vs Bassano (5º)

Merecem destaque particular os portugueses que ainda estão na discussão do título. Marinho defronta Diogo Neves (cedido pelo Benfica ao Bassano) num duelo que na fase que agora terminou deu uma vitória para cada lado, sempre a sorrir ao anfitrião: 6-4 em Follonica e 6-5 em Bassano. Nuno Resende, treinador do Lodi, tem pela frente o Valdagno.

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