Notícia

Espanha volta a reinar

Sep 09, 2017

Foto de capa: Federação de Patinagem de Portugal

Com uma vitória por 5-4 no desempate por grandes penalidades, a Espanha conquista o seu sexto título mundial nas últimas sete edições, o 17º da sua história. Para Portugal, o regresso aos triunfos nos Campeonatos do Mundo volta a ficar adiado... mas nunca esteve tão perto como desta vez.

Portugal regressou a uma final 14 anos depois.

Portugal entrou na final - a primeira entre as duas selecções ibéricas desde 1989 - com mais iniciativa, mas seria a Espanha a marcar na primeira parte. Albert Casanovas e Jordi Adroher, ambos a desviarem na área bolas bombeadas, adiantaram o conjunto de Alejandro Dominguez.

Na segunda parte, Portugal entrou com a eficácia que na primeira parte faltara, também muito por culpa da bem urdida teia defensiva espanhola.

Nas decisão da final por grandes penalidades, Portugal vencera a Itália em 1993 e a Espanha vencera a Argentina em 2001.

Hélder Nunes reduziu estava decorrido pouco mais de um minuto e logo a seguir poderia ter bisado, mas não conseguiu converter o livre directo de um azul a Adroher. No entanto, como foi regra no Mundial, Portugal não desperdiçou a vantagem numérica e repôs a igualdade, por intermédio de Gonçalo Alves.

Faltavam jogar longos 21 minutos, que ainda viriam a ser mais...

Portugal tinha posse de bola, mas a Espanha controlava as operações e Malián estava em excelente plano. Na frieza e pragmatismo que já lhe foi reconhecido, a Espanha até desperdiçou um livre directo - por Raul Marin - mas voltaria a adiantar-se no marcador, com uma jogada de insistência de Edu Lamas a valer o 3-2.

Na estreia de Dominguez no comando técnico, a Espanha passa a somar 17 títulos contra 15 de Portugal.

Portugal teve uma dezena de minutos para voltar a igualar, mas o tempo escoava e encaminhar-se-ia para um final dramático. A 10 segundos do fim, no desespero, Ângelo Girão foi disputar uma bola na tabela de fundo com Marin e viu cartão azul. O próprio Marin teve oportunidade para "matar" o jogo de livre directo, mas atirou para a tabela de fundo. E, não só não marcou, como veria o azul por um toque em Diogo Rafael. Era a última esperança de Portugal...

Com menos de cinco segundos para jogar, Hélder Nunes avançou para o livre directo que poderia valer o empate. Falhou no remate directo. E na recarga. Mas marcou na segunda recarga, sobre o apito, desesperando Malián, e levou o jogo para prolongamento.

A Espanha conquistou sete das últimas nove edições do Mundial.

O tempo extra - já sem hipótese de "golo de ouro" - foi jogado com muitas cautelas de parte a parte, e seguiu-se - porque um remate de Diogo Rafael no último instante do prolongamento foi beijar o poste de Malián - para uma inevitável decisão por grandes penalidades pela terceira vez na história dos Mundiais.

Pedro Henriques entrara no final do tempo regulamentar para o lugar do azulado Girão e continuou em pista até às grandes penalidades. Reinaldo Ventura, Raul Marin, Hélder Nunes e Pau Bargalló falharam antes de João Rodrigues dar vantagem aos portugueses. Adroher não conseguiu igualar, mas, depois de Gonçalo Alves falhar, Edu Lamas repôs a igualdade.

Para a última tentativa ficaram Ricardo Barreiros e Albert Casanovas, companheiros na Oliveirense em 2015/16. O português não conseguiu bater Malián - de quem foi colega no Liceo - e Casanovas fez o golo do contentamento espanhol a Pedro Henriques, seu colega na temporada finda.

Estava decidido o Mundial.

FINAIS

7º e 8º lugares

Chile 9-7 Moçambique

5º e 6º lugares

Colômbia 1-5 Angola

3º e 4º lugares

Itália 2-4 Argentina

Final

Espanha 5-4 (3-3) Portugal (após grandes penalidades)

Classificação final

Campeonato do Mundo

1º Espanha, 2º Portugal, 3º Argentina, 4º Itália, 5º Angola, 6º Colômbia, 7º Chile, 8º Moçambique

Taça FIRS

9º França, 10º Alemanha, 11º Holanda, 12º Áustria, 13º África do Sul, 14º Macau, 15º Estados Unidos, 16º Egipto

Taça das Confederações

17º Israel, 18º Índia, 19º Japão, 20º Austrália, 21º Taipé Chinesa e 22º Nova Zelândia

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