Notícia

Revista de 2017 - P a T

Jan 04, 2018

A viagem pelo alfabeto, tendo 2017 como contexto, vai desta feita de um Porto que venceu tudo nas competições nacionais oficiais ao regresso em força do Hóquei em Patins à televisão.

P, de Porto

O regresso do Porto aos títulos aconteceu em 2016, com a conquista da Taça de Portugal. E não mais os dragões deixaram de conquistar títulos sob o comando do catalão Guillem Cabestany nas competições nacionais. Ainda em 2016, o Porto conquistou a Supertaça e em 2017 consolidou a maré de triunfos, vencendo o seu 22º Campeonato Nacional, 16ª Taça de Portugal e 21ª Supertaça António Livramento. Um feito que, apesar de raro, encontra paralelo há não muito tempo. Em 2013, então com Tó Neves como treinador, o Porto também logrou os três títulos no ano civil.

Vitória na Supertaça selou triplete de 2017

Intratável a nível nacional, o Porto voltou a claudicar nos quartos-de-final da Liga Europeia, falhando a presença na Final Four pela segunda vez consecutiva. É a "margem" que os dragões, caso logrem o difícil feito de repetir as conquistas intra-muros, têm para fazer melhor.

Q, de Quarteto

O Hóquei em Patins nacional tem as suas atenções viradas para quatro colossos desportivos e financeiros, que monopolizam o topo da tabela e o favoritismo em qualquer prova.

Porto, Benfica, Oliveirense e Sporting terminaram como os quatro primeiros em 2015/16. Em 2016/17, partiram como assumidos e declarados candidatos ao título e voltaram a terminar nos quatro primeiros lugares. Nesta temporada, que teve início em Outubro, seguem nos quatro lugares cimeiros desde a quarta jornada e só à oitava é que perderiam pontos (a Oliveirense empatou em Viana e o Porto perdeu em Barcelos), na jornada que antecedeu o início dos confrontos directos.

Benfica e Porto praticamente monopolizaram os títulos nas últimas três temporadas, com o Sporting a vencer uma Supertaça e a Oliveirense a não deixar de procurar um triunfo histórico

As quatro mais fortes equipas portuguesas concentram em si muitos dos maiores talentos do Mundo, como três dos vigentes campeões do Mundo pela Espanha, os 10 campeões da Europa portugueses de 2016 e três campeões do Mundo de 2015 pela Argentina, e entre estes nem sequer se contam os icónicos Guillem Trabal, Jordi Bargalló ou Pedro Gil do país vizinho.

O título não fugirá a uma das equipas deste "Quarteto Fantástico", candidatas a tudo a nível interno e também à Liga Europeia. Mas, apesar de só 2014 - no ano do Valongo - ser excepção ao monopólio deste quarteto nos últimos 10 anos, há outras equipas a abrilhantar o "Melhor Campeonato do Mundo" e que poderão ajudar a definir o novo campeão. Desde logo, encabeçadas pelo Óquei de Barcelos, que sem se conseguir intrometer entre os quatro primeiros, venceu as duas últimas edições da Taça CERS.

R, de Riba d'Ave

A última edição do Campeonato Nacional ficou marcada pela exclusão do Riba d'Ave, por ter incorrido em três faltas de comparência por inscrição indevida de um elemento nas fichas de jogo.

Poderia ser meramente um caso de insistência no erro, com o merecido castigo, mas não. A primeira inscrição irregular do delegado - frente à Juventude de Viana - foi conhecida depois de realizados muitos jogos, levando os adversários que a equipa minhota defrontou entretanto a reclamarem também... E os jogos com Tomar e Paço de Arcos seriam suficientes para, à terceira falta de comparência acumulada, o Riba d'Ave ser excluído e os seus jogos - realizados e por realizar - anulados.

Relegado para a II Divisão (consequência da exclusão), o Riba d'Ave entregou três pedidos no Tribunal Arbitral do Desporto, sendo que, neste início de 2018, um deles - contra o indeferimento de um recurso junto do Conselho de Justiça - já foi anunciado como improcedente. Mantém-se em aberto as decisões sobre as faltas de comparência averbadas frente a Tomar e Paço de Arcos.

Na base da interpelação genérica dos minhotos, estará não só o facto da Federação de Patinagem de Portugal ter tardado na comunicação da inscrição irregular em ficha de jogo, mas principalmente que a inscrição fora feita como regulamentarmente previsto junto da Associação de Patinagem do Minho, que teria por sua vez falhado na comunicação à FPP.

S, de Secular

Em 2017, o Benfica celebrou 100 anos sobre a primeira competição de Hóquei em Patins organizada em Portugal, integrada num "Campeonato de Patinagem", a 18 e 19 de Agosto de 1917.

Raros apontamentos aparte, a importante efeméride passou discreta no clube em que, a nível mundial e de forma ininterrupta, há mais tempo se pratica a modalidade, tendo mesmo sido uma das suas figuras mais aclamadas - Cosme Damião - a trazer as primeiras regras oficiais para Portugal.

Num ano que poderia ser de celebração e de divulgação, perdeu-se a oportunidade...

Benfica falhou na capitalização de um século de história na (e da) modalidade

T, de Televisão

Em 2016, a transmissão do Campeonato da Europa - conquistado por Portugal - teve números extraordinários na TV portuguesa.

Com a chegada de grandes figuras internacionais, juntando-se às que já evoluíam nos rinques portugueses, a Elite Cup teve honras de transmissão das "meias" e final, e tal serviu como garante de audiências à TVI24, que apostou numa parceria com a Federação de Patinagem de Portugal. O Hóquei em Patins voltou a ser presença regular na TV, com a prometida - ainda que nem sempre cumprida - transmissão de um jogo por jornada do "Melhor Campeonato do Mundo".

A curto prazo, a TVI24 tem prevista a transmissão do dérbi entre Sporting e Benfica, o jogo entre Oliveirense e Porto e ainda a partida da fase de grupos da Liga Europeia entre Barcelona e Benfica.

Sem esquecer o trabalho que é feito pelos canais ligados aos clubes (BTV, Porto Canal e Sporting TV), em que as transmissões também são recorrentes, os directos na TVI24 - em que a emoção do jogo acabará por eventual e definitivamente deixar o narrador Bruno Ferreira sem voz - levaram também a RTP a apostar mais, transmitindo em 2017 as decisões internacionais de clubes na Taça CERS, Liga Europeia, Continental e Intercontinental.

O canal estatal passou ainda - na RTP1 - a final do Mundial de Sub-20 (ferida nos derradeiros instantes de problemas técnicos a que a RTP foi alheia) e toda a campanha da selecção principal no Campeonato do Mundo, que terminaria apenas na final, algo que não acontecia desde 2003.

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