Notícia

Benfica passa Grândola na estreia dos primodivisionários

Feb 10, 2018

Os 16-avos-de-final da Taça de Portugal marcam a entrada das equipas da I Divisão em prova. E o regresso do Benfica depois de uma mediática falta de comparência na meia-final da edição de 2016/17.

Na Luz, jogou-se uma das cinco partidas desta eliminatória que colocam frente-a-frente equipas da I Divisão, com o Benfica a receber o Grândola em ano que se estreia no escalão maior.

Guarda-redes Tiago Pereira evitou que resultado tomasse outras proporções

O Benfica dominou desde cedo, mas só cumprida metade da primeira parte é que chegou ao golo. E, para mal do "pecado original" do Grândola, que Nicolía aproveitou num remate cruzado, veio em dose dupla. João Rodrigues fez o segundo da partida apenas 20 segundos depois do tento inaugural, batendo um desapoiado Tiago Pereira.

Com o segundo tento, Pedro Nunes trocou de uma assentada os quatro de pista. Com Valter Neves, Miguel Veira, Miguel Rocha e Jordi Adroher, o jogo do Benfica tornou-se mais rápido, mais intenso, mas ainda assim sem conseguir descompensar a defensiva adversária. No entanto, a oito minutos do intervalo, o terceiro, por Valter Neves surgiria de forma natural, e o Grândola acusaria mais uma vez o golo. Dois minutos depois, e em dois lances consecutivos, Miguel Vieira isolado e Jordi Adroher com Miguel Rocha ampliaram para 5-0.

Miguel Vieira foi o mais certeiro da noite, com três golos

A importunar pouco Guillem Trabal, o Grândola lograria uma soberana oportunidade a quatro minutos do intervalo, quando ganhou um livre directo. Mas quando José Gonçalves se preparava para ludibriar o guarda-redes catalão do Benfica, foi "traído" por um companheiro que saiu demasiado cedo da zona defensiva, anulando o lance...

Na etapa complementar, o Benfica marcou logo aos três minutos e meio - por João Rodrigues - e sentiu definitivamente a partida resolvida. Relaxou e falharia três livres directos nos cinco minutos seguintes, com Tiago Pereira a negar o golo a Diogo Rafael, Carlos Nicolía e João Rodrigues.

Hugo Santos assinou "tento de honra" do Grândola

Soltou-se o Grândola, que começou a sair com mais perigo para o ataque. Aos 11 minutos o não baixar de braços teve a merecida recompensa, com Hugo Santos a fazer o tento de honra da equipa alentejana, num momento de festa para a entusiasta claque que acompanhou a equipa. Três minutos depois, faltou pouco para a festa se repetir. Ruben Silva, de grande penalidade, acertou no ferro. Dois minutos volvidos, Miguel Rocha não fez melhor, mas, no seguimento da grande penalidade falhada, faria mesmo o 7-1, adornado com uma expressão de "finalmente" depois de muito tentar o golo.

Miguel Rocha marcou na sequência de uma grande penalidade

Já com o guarda-redes júnior Daniel Machial em pista (Pedro Henriques esteve ausente, por lesão), o Benfica dilatou a sua vantagem. Tiago Pereira ainda negou o livre directo também a Adroher, mas já Miguel Vieira tinha feito o oitavo, fechando o nono - terceiro da sua conta pessoal - sobre o apito.

O Benfica jogou de início com Guillem Trabal (gr), Tiago Rafael, Diogo Rafael, Carlos Nicolía (1 golo) e João Rodrigues (2), entrando ainda Valter Neves (1), Miguel Vieira (3), Miguel Rocha (1), Jordi Adroher (1) e Daniel Machial (gr).

O Grândola jogou com Tiago Pereira (gr), António Pereira, José Gonçalves (1 golo), Filipe Bernardino e Rúben Silva e ainda Hugo Santos, Márcio Rosa, João Pereira e José Bernardo.

Júnior Daniel Machial, que defende também a baliza da equipa "B" dos encarnados, estreou-se na equipa principal

No final da partida, Nelson Mateus mostrou-se agradado com o que a equipa fez na segunda parte, melhorando em relação à primeira. O técnico apontou neste jogo os momentos de desconcentração, bem aproveitados pelo Benfica, como pecha da equipa, frisando que para que o actual lanterna-vermelha do Nacional da I Divisão conquiste pontos, falta... acertar de bola parada. Nas contas do técnico que substituiu Quim Zé ainda cedo na temporada, só duas deram golo em 22 ocasiões...

Pedro Nunes vincou a diferença de valores entre as duas equipas, apontando como natural a vitória do seu conjunto. Não deixou no entanto de apontar alguma falta de foco - que caracterizou como típica no desporto português - quando o encontro estava resolvido, o que resultaria em quatro livres directos (quando Pedro Nunes até visava "apenas" três), uma grande penalidade e dois minutos de superioridade numérica que não resultaram em golo (ainda que, na recarga à grande penalidade, Miguel Rocha tivesse feito o oitavo tento encarnado).

Este sábado jogam-se as restantes partidas dos 16-avos, com natural destaque para a visita da Oliveirense ao Dragão Caixa para defrontar o detentor do troféu, Porto. O sorteio dos oitavos-de-final da Taça de Portugal (e de todo o percurso até à final) está marcado para próxima quarta-feira, 14 de Fevereiro.

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