Notícia

Entre ganhar e perder por um, ninguém ficou triste

Mar 26, 2018

Sendo difícil escolher um "jogo maior" nestes quartos-de-final da Liga Europeia, o Clássico português entre Benfica e Porto poderá ser o mais forte candidato a esse epíteto. Os encarnados venceram na Luz por 3-2, mas tudo fica em aberto para a segunda mão.

Este foi o primeiro de três confrontos em três semanas entre águias e dragões, sendo que depois ainda haverá mais um, para o Campeonato, em Maio.

O jogo entre as duas equipas mais galardoadas da História do Hóquei em Patins português começou quente. O Porto levou muitos adeptos à Luz e estes dominaram com cânticos nos instantes iniciais da partida. Mas, com apenas cerca de dois minutos e meio jogados, houve confusão que obrigou à entrada em cena do corpo de intervenção no sector reservado aos dragões. Para além de pontuais atritos entre adeptos, não haveria outra nota de registo, não fosse o sempre lamentável rebentamento de um petardo ainda na primeira parte...

João Rodrigues inaugurou o marcador

No jogo jogado, o Benfica entrou melhor. A jogar rápido, pressionante, inaugurou o marcador antes de estarem cumpridos cinco minutos, com João Rodrigues a marcar de grande penalidade. Os encarnados procuravam um resultado que lhes desse conforto para a segunda mão, no Dragão Caixa, e criava várias oportunidades. Mas, um pouco contra a corrente do jogo, Gonçalo Alves igualaria, e na mesma moeda. De grande penalidade, o melhor marcador dos "azuis-e-brancos" fez o 1-1 aos nove minutos.

Gonçalo Alves restabeleceu a igualdade

Pedro Nunes e Guillem Cabestany começavam a mexer nos seus cincos. Curiosamente, as primeiras escolhas seriam Tiago Rafael e Jorge Silva, que deverão estar de saída no final da temporada. Seguiram-se, volvidos poucos minutos, Adroher (Miguel Rocha e Miguel Vieira não entraram) e Telmo Pinto e Baliu (Alvarinho também não seria opção).

As apostas de Pedro Nunes estariam a breve trecho na berlinda. Tiago Rafael fez o 2-1 aos 14 minutos e, no mesmo minuto, Jordi Adroher veria o azul por falta sobre Hélder Nunes. O capitão do Porto assumiu a conversão do respectivo livre directo perante Pedro Henriques, mas acertaria na barra.

Tiago Rafael entrou bem e assinou o 2-1

Se o Porto respondeu, à letra, ao golo encarnado de grande penalidade, o Benfica responderia de igual forma ao livre directo falhado por Hélder Nunes. Gonçalo Alves viu o azul - ainda o Porto estava em superioridade numérica -, mas João Rodrigues, precipitado, não fez melhor que o seu sub-capitão na selecção nacional. No entanto, seriam mesmo os encarnados a voltar a marcar. Num belo lance de ataque, Valter Neves, Nicolía e Adroher trocaram muito bem a bola, ficando o capitão das águias solto perante Grau... para fazer o 3-1.

Benfica teve vantagem de dois golos com o 3-1 por Valter Neves, mas seria encurtada

Após o descanso, viu-se um Porto diferente, mais seguro, a identificar e a anular o jogo por vezes imprevisível do Benfica.

Os encarnados até tiveram a primeira grande oportunidade, com João Rodrigues a permitir a defesa a Grau numa grande penalidade. Na resposta, chegou a décima falta dos anfitriões e, desta feita, Hélder Nunes não perdoou, batendo Pedro Henriques e reduzindo para a margem mínima. Tudo nos primeiros cinco minutos...

O 3-2, por Hélder Nunes, perduraria no marcador quase 22 minutos, até ao apito final

O Benfica não deixou de tentar ampliar a vantagem, mas o Porto viria a encontrar pela frente não permitiria veleidades. Com o passar dos minutos, seria cada vez mais notória que a desvantagem tangencial não desagradaria de todo aos dragões. Até porque nos últimos confrontos na Luz, a tentativa do Porto virar os resultados tinha redundado num avolumar do resultado... a favor das águias.

Já ninguém voltaria a marcar. No duelo das bolas paradas, Adroher desperdiçou a décima falta azul-e-branca e Hélder Nunes a 15ª dos encarnados. Nos últimos instantes, depois de novo azul a Gonçalo Alves, Nicolía também não conseguiu marcar.

Nicolía reclamou faltas não assinaladas aos dragões; quando foi assinalada a nona, seria sublinhada com um enorme aplauso das bancadas

O esgotar dos 45 segundos de tempo de ataque pelo Porto a dois minutos do apito final mostraram muito do pragmatismo com que os dragões enfrentaram a segunda metade de jogo. Com Cabestany ao leme, o Porto venceu o Benfica no Dragão por 9-7 (2017) e 6-2 (2016), resultados que, mesmo num contexto muito próprio, seriam suficientes na segunda mão a 7 de Abril para o técnico catalão lograr enfim uma presença na Final Four da Liga Europeia de azul-e-branco.

Carles Grau esteve insuperável na segunda metade, defendendo, entre outros, uma grande penalidade e dois livres directos

O adversário de Benfica ou Porto na Final Four sairá do confronto entre outras duas equipas portuguesas. O Sporting conseguiu uma vitória pelos menos números da do eterno rival, mas em Oliveira de Azeméis e, jogando a segunda mão perante o seu público, parte com uma certa dose de favoritismo ao apuramento. Nesta primeira mão, Jordi Bargalló bisou para uma vantagem de dois golos, mas Caio - ainda na primeira parte -, Pedro Gil e Ferran Font viraram o resultado.

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