Notícia

Melhor, 'ma non troppo'

Apr 01, 2018

Foto de capa: Federação de Patinagem de Portugal

Portugal fechou a sua participação na 28ª edição da Taça Latina com a terceira derrota em outros tantos jogos, sendo vencido agora pela Itália, por 4-6.

Frente à Itália, Portugal conseguiu algo mais do que nos outros jogos... Com uma primeira parte melhor conseguida, a selecção portuguesa adiantou-se no marcador aos 11 minutos, por Luís Melo (acabado de entrar para o lugar de Miguel Vieira, que saiu azulado), quando nas outras duas partidas nunca esteve a vencer. E não recolheria aos balneários em desvantagem, apesar do golo italiano de Giulio Cocco, a oito minutos do intervalo, que restabeleceu a igualdade.

Para Portugal escapar ao último lugar, sem depender do resultado francês, precisava de uma vitória por três golos. E tal garantir-lhe-ia inclusivamente o segundo lugar se a Espanha vencesse os gauleses.

No entanto, mesmo melhor, a selecção portuguesa mostrava poucas soluções, pouca capacidade para desequilibrar uma selecção transalpina que mostrava mais maturidade e uma atitude de risco nulo, remetendo-se à defensiva. A meio da segunda parte, Luís Melo, com um bom trabalho na área, deu uma merecida vantagem a Portugal. Mas tal não teve o efeito desejado e esperado.

Logo na jogada seguinte, Compagno - habitualmente goleador, mas a estrear-se a marcar na prova - fez o 2-2. E Alberto Greco, logo na reposição, 15 segundos depois do golo de Melo, deu a volta ao resultado, saindo isolado para bater Alejandro Edo, que jogou todos os 50 minutos. Portugal ainda empatou por Gonçalo Nunes, numa grande penalidade em que Sgaria viu o azul, mas, quando a Itália regressou ao seu registo defensivo, voltaram a faltar ideias e forças aos jogadores lusos.

Portugal não conseguiu desequilibrar a defensiva transalpina

A sete minutos do final, Miguel Vieira, um dos mais rematadores entre os portugueses, desperdiçaria uma soberana oportunidade, de livre directo, aquando da 10ª falta italiana. Portugal não marcou e, como reza a máxima, arriscou-se a sofrer. E sofreu. A três minutos e meio do fim, Barbieri fez de meia distância o 3-4, para depois o reforço portista Cocco, em dois livres directos - o primeiro por azul a Gonçalo Pinto, colega de Cocco no Lodi -, dar mais duas machadadas nuns portugueses apáticos. Praticamente sobre o apito, Miguel Vieira reduziu para o 4-6 final.

Portugal levou à Latina uma selecção jovem, a apontar ao futuro, como é apanágio desta prova de Sub-23. Mas as restantes selecções levaram alguns dos protagonistas do presente das suas selecções seniores, inclusivamente já com experiência de Campeonatos do Mundo. É que a principal selecção de Portugal é jovem, mas não tanto que possa participar nesta Latina...

Historicamente e na análise fria dos números, esta fica como a pior participação de sempre da selecção das quinas, que nunca tinha terminado senão nos dois primeiros lugares.

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