Notícia

Porto afasta Benfica, na confirmação de melhor momento

Apr 18, 2018

O Porto venceu no passada sábado o Benfica por 5-2 e garantiu a presença nas meias-finais da Taça de Portugal. Uma semana volvida sobre uma goleada europeia, os dragões voltaram a mostrar estar num momento bem melhor que as águias, quer do ponto de vista táctico, quer físico.

Mais do mesmo...

Dificilmente podia ter começado pior o jogo para os encarnados. Vindos de uma derrota pesada uma semana antes, veriam - ainda não estava decorrido meio minuto - João Rodrigues excluído com azul e Hélder Nunes avançar para a marca de livre directo. Pedro Henriques ganhou o duelo e respiraram os encarnados... no alívio possível que uma situação de underplay pode dar. Até porque seria por pouco tempo.

Quando Gonçalo Alves fez o 2-0 com apenas três minutos e meio decorridos, pairou no Dragão Caixa o espectro da goleada de uma semana antes

Aos dois minutos de jogo, ainda em vantagem numérica, o Porto adiantou-se no marcador, com Rafa a marcar na insistência.

Já no jogo para a Liga Europeia fora Rafa a inaugurar o marcador, seguindo-se um golo de Gonçalo Alves. E, quando, apenas aos três minutos e meio, Gonçalo Alves fez o segundo neste jogo da Taça de Portugal, com muitas facilidades defensivas dadas pelos encarnados, todos pensaram numa tarde de glória/derrocada igual, uma semana depois...

Reacção

Mas os encarnados organizaram-se melhor, mesmo que fossem facilitando nas costas da sua barreira defensiva. E, aos oito minutos, Nicolía e Adroher combinaram em contra-ataque para o golo do catalão, que reduzia para a diferença mínima. O jogo estava relançado, mas a diferença de ritmo entre as duas equipas era notória.

Os azuis-e-brancos ganhavam por regra as bolas divididas e deixavam sempre os seus adversários para trás na transição para o ataque, com Reinaldo Garcia e Rafa em muito bom plano. Nicolía insistia em tentar resolver individualmente o que era um problema colectivo, mas, marcado de perto, não tinha espaço para improvisação.

Adroher reduziu para a diferença mínima e relançou o jogo

Miguel Rocha trouxe outra alma ao jogo encarnado, mas não novas soluções, muitas vezes precipitado na vontade de inverter o rumo dos acontecimentos. Assim, couberam-lhe as duas melhores oportunidades para igualar, num tiro à barra pouco depois de entrar e, a menos de três minutos do descanso, a desperdiçar depois de se isolar.

Num paradigma da primeira parte, Pedro Henriques era um dos melhores em pista e Nelson Filipe, apesar da iniciativa do Benfica, nem fora chamado a intervir em lances de grande perigo...

Dois azuis, dois golos e o jogo decidido

No reatamento, o Benfica acusou a vontade de virar o resultado... Nicolía, aos três minutos, e Adroher, aos oito, viram o cartão azul e levaram Hélder Nunes para a marca de livre directo. Apesar de ter perdido o primeiro duelo com Pedro Henriques, nos instantes iniciais da partida, o capitão do Porto não falhou no duplo ensejo e colocou as dragões a vencer por uma margem confortável de três golos.

Hélder Nunes transformou dois livre directos em golo

Na resposta aos dois livres directos de Hélder, Nicolía não conseguiu bater Nelson Filipe na décima falta e o "conforto" do 4-1, e de mais cinco faltas até um próximo livre directo, levou o Porto a recuar. Expectantes, os azuis-e-brancos viram o seu guarda-redes brilhar no segurar da vantagem portista.

No culminar do período de maior assédio do Benfica, a sete minutos e meio do final, Hélder Nunes teve a quarta oportunidade de livre directo após a décima falta encarnada, mas permitiu a defesa de Pedro Henriques.

Nelson Filipe foi determinante quando o Benfica atacou mais

Sem conseguir resolver de vez, Guillem Cabestany pediu um desconto de tempo e o Porto regressou de forma surpreendente, com "rédea solta" no ataque, criando três claras oportunidades em poucos instantes, nas costas de um Benfica que se "destapava" à procura do resultado. Passados os sobressaltos, com Pedro Henriques a segurar o Benfica no jogo, os encarnados reduziram num tento que Miguel Rocha fez por merecer.

Miguel Rocha "correu" para a sua meia-pista, dando indicações que acreditava na recuperação no marcador. Mas, em meio minuto, os pecados defensivos voltaram a trair as aspirações dos encarnados. Hélder Nunes, completamente livre, fez o 5-2 que, mais do que restabelecer distâncias, acabava de vez com as esperanças dos visitantes...

Disponibilidade de Miguel Rocha foi recompensada com um golo, ainda que inglório

Em conferência de imprensa, Pedro Nunes mostrou-se agradado por um Benfica próximo do seu valor mais real e apontou o dedo aos cartões azuis que redundaram nos livres directos dos terceiro e quarto golos dos dragões, fruto de um critério distinto do de outras situações semelhantes, alegou.

A derrota deixa o Benfica afastado de mais um dos objectivos da época, mas Pedro Nunes deixou a promessa de lutar pelo Campeonato Nacional - o objectivo que sobra - até final.

Cabestany, que não perde para a Taça (ou análoga) desde 2012, não se mostrou surpreendido por um Benfica melhor do que o que jogara no Dragão Caixa para a Liga Europeia, aparentando um total controlo sobre as incidências do jogo, garantido pela prestação da sua equipa, que mereceu do técnico rasgados elogios.

Na meia-final da Taça, o Porto defrontará o Riba d'Ave, da II Divisão, que venceu no prolongamento o primodivisionário Valença por 5-4. Já Valongo e Sporting de Tomar não se deixaram surpreender e negaram a festa a, respectivamente, Marinhense (1-4) e Maia (2-7).

A Final Four tem lugar a 16 e 17 de Junho, ainda em lugar a anunciar, com o Porto a procurar a sua 17ª conquista, terceira consecutiva. Nenhuma das outras equipas que estarão presentes na decisão a quatro logrou vencer a prova, tendo apenas o Tomar chegado a uma final, precisamente na última temporada.

Guillem Cabestany pode conquistar a sua sexta "Taça" consecutiva, depois de duas Copas em Espanha, uma Coppa em Itália e já duas Taças de Portugal

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