Reportagem

Nuno Lopes, timoneiro de um sonho

Sep 03, 2014

É um Sporting apostado no regresso às grandes conquistas o que se apresenta para 2014/15.

Reforçado com Ângelo Girão (ex-Valongo), Tiago Losna (ex-Porto), Carlitos (ex-Física), Daniel Oliveira (ex-Oliveirense), Nicolas Fernández (ex-Giovinazzo), João Pinto (ex-Juventude de Viana) e Pedro Delgado (de regresso de empréstimo a'Os Tigres), o hóquei em patins do Sporting ambiciona ganhar tudo.

Para Nuno Lopes, que mantém quatro jogadores da época passada - Zé Diogo Macedo, André Pimenta, Ricardo Figueira e André Moreira -, é altura de criar uma equipa para atacar os títulos.

O Sporting antecipou o regresso ao trabalho para dia 11 de Agosto de forma a preparar a participação no prestigiado Torneio Zé Dú, onde terminou em quarto lugar. O treinador considera positiva a participação no torneio angolano. “Para nós foi bom. Sabíamos perfeitamente que tínhamos apenas três treinos realizados, sete jogadores novos e muita coisa para fazer. Mas há muita vontade da parte dos jogadores nesta fase da época. Estão a aceitar tudo bem e estão a querer dar mais com a vontade do que com o físico, que não acompanha neste momento. Esse desequilíbrio foi um dos factores para as coisas não terem sido melhores e não termos ganho o torneio”, confessa.

“A concorrência era forte mas sabemos que é um torneio muito característico”, explica. “As pessoas do hóquei sabem perfeitamente que um torneio em Angola não é um torneio normal, é um torneio com muitos ‘incrementos’ e nós aceitámos isso como um desafio. Representámos bem o nome do Sporting e crescemos qualquer coisinha porque, de facto, o mais importante era o grupo e o cimentar das relações entre as pessoas. Isso é a base de tudo: o equilíbrio entre os jogadores, o conhecimento como pessoas”, afirma. “Depois, é o que estamos a fazer esta semana. A dar matéria, ganhar rotinas de que vamos precisar no campeonato e executar. Executar muito, treinar muito, ir à procura da melhor forma de cada um para o treinador decidir depois quem são os melhores para determinado momento e determinado jogo”, diz.

Na temporada passada a manutenção foi garantida a poucas jornadas do final. Esta época o reforço da equipa traz mais responsabilidades. “Há um investimento claro por parte do Conselho Directivo e do nosso presidente e nós temos que fazer por uma melhor classificação e por ganhar todos os jogos. É essa a nossa obrigação”, assume. “Sabemos que, de cima, a informação é para ganhar e nós, cá em baixo, temos de cumprir. Acima de tudo, é jogar o primeiro jogo como o último, dignificar sempre a camisola do clube e procurar sempre os três pontos ou passar as eliminatórias”, detalha.

Nuno Lopes está ciente do valor dos adversários mas não desarma nas suas pretensões. “Vamos somando pontos e vendo o nosso lugar, vamos olhando com humildade para a nossa concorrência, que é muita e vai ser forte, e sabendo que os olhos este ano estão em cima de nós porque também assumimos isso. Fomos a equipa que mais investiu, que mais se reestruturou e reformulou. Não quer dizer que os nossos rivais ou adversários não tenham também investido como nós, e até com orçamentos mais altos do que o nosso, mas este ano acho que o Sporting se mostra com um claro assumir de posição no Hóquei”, declara. “A nossa concorrência tem equipas como o Benfica e o Porto, perfeitamente construídas, com estruturas definidas, crónicos candidatos e que nós, pelo nome que temos, somos levados e queremos também ombrear com eles. Sabemos que partimos atrás, pelos anos e pela experiência. Mas, pela ambição, partimos igual a eles”, atesta. “O meu objectivo é o mesmo do meu presidente: ganhar, ganhar, ganhar. Se der para ganhar títulos, é exactamente isso que nós queremos. Assumimo-nos como os outros se assumem. Vamos pensar jogo a jogo, ganhar jogo a jogo e fazer as contas no fim”, assegura num discurso motivador.

O título nacional teria para Nuno Lopes um gosto especial. “Eu quero ser campeão. E então ser campeão no Sporting era o sonho de qualquer um, meu em particular porque tenho um carinho especial pelo clube. Nasci assim”, confidencia.

Nuno Lopes chegou ao Sporting em Fevereiro deste ano. Pegou nos leões em 13º e conduziu-os ao 9º lugar final.

O plantel da equipa principal do Sporting é esta época constituído por 11 seniores, mas tal não é problema para o técnico leonino. Nesta fase, antes pelo contrário. “Infelizmente nesta altura já nos está a fazer falta porque o Poka se lesionou. Espero que não aconteça a outros”, deseja.

Mas, naturalmente, a extensão do plantel acarreta dificuldades. “Não é fácil gerir, até porque não são só 11. Também são os nossos juniores, para quem temos de olhar como futuros concorrentes nos seniores. Por isso são mais do que 11. Só não é uma dor de cabeça porque estamos num clube em que temos de ser coerentes no critério de avaliação dos jogadores e os que ficam de fora têm de compreender e temos todos de lutar pelo melhor. Cabe ao treinador avaliar isso durante a semana”, expõe.

O Sporting vai treinar e actuar na condição de visitado no Pavilhão Paz e Amizade. Pese ainda haver acertos a fazer com a Câmara de Loures, Nuno Lopes está satisfeito. “É melhor do que onde estávamos. Tínhamos um problema com os horários e treinávamos muito tarde. Penso que este ano vamos treinar mais cedo, as condições também são diferentes e agora falta só limar algumas pequenas coisinhas, o que é natural nesta fase da época. Quando isso estiver tudo a 100%, podemos arrancar para uma época com vitórias”, conclui decidido.

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