Reportagem

O rugido dos reforços Girão e Losna

Sep 03, 2014

Entre os sete reforços do Sporting, o mais sonante é o guarda-redes Ângelo Girão que, acabado de fazer 25 anos, é dono da baliza da Selecção Nacional. Girão chega ao Sporting como campeão nacional, num feito inédito do Valongo, e procura repetir a conquista. “O ano passado, em Valongo, não pusemos essa meta no início do ano e acho que este ano também seria irrealista dizer aqui que partimos como favoritos ao título”, analisa. “Partimos com o objectivo de ganhar jogo a jogo e acho que deve ser esse o objectivo”, ressalva.

No Sporting, o título não deixa de ser uma meta mas Girão sabe o que custa a conquista. “Sabemos que ser campeão - e tive essa experiência o ano passado - é muito difícil. Só com muita sorte, muita competência e muita qualidade é que se chega lá”, explica. “Acho que este é um grupo muito novo. Temos sete atletas novos e não devemos pôr essa pressão”, considera. “Mas não sou eu que tenho de definir os objectivos, é uma coisa que se define a nível de grupo, treinador e direcção”, indica.

Depois de ter sido fundamental na conquista do Valongo, os adeptos verde-e-brancos depositam grandes esperanças no guardião. “Aceitar o desafio de vir para o Sporting já pressupõe - sendo agora uma modalidade oficial - que tivéssemos essa ‘obrigação’ de lutar pelo título. Como o ano passado eu e os meus colegas conseguimos em Valongo fazer uma coisa de que ninguém estava à espera, os adeptos terão esse sonho de que poderei repetir uma façanha igual aqui no Sporting”, analisa. “Aquilo que nos propomos é lutar pelo Sporting para ganhar todos os jogos, porque a grandeza do clube não pode ter menos exigência do que essa. Não vamos estar já com essa pressão e não penso sequer nisso. Penso é começar a ganhar, fazermos uma equipa e, com o andar dos jogos, logo vemos o que dá”, diz.

Normalmente chamam-me Ângelo. Antes era André, quando o meu irmão ainda estava no hóquei mas desde que o meu irmão deixou de jogar passou para Ângelo. Ângelo Girão.

Ângelo Girão, sobre o nome pelo qual é conhecido

Ainda que ter a melhor defesa seja um objectivo, Girão trocava a distinção por uma bem mais valiosa. “Ainda agora fomos a Angola e eu e o Zé Diogo, toda a equipa, ganhámos o prémio de melhor defesa. Isso é sempre bom a nível individual. Mas, se não formos a melhor defesa e for campeão, não me importo. Nem me importo de ser a equipa mais batida e ser campeão", graceja.

Do Valongo para o Sporting há muitas diferenças a assinalar. “O Valongo era um clube muito familiar. É um clube em que os adeptos vão muito aos treinos, estão muito presentes na vida diária do plantel. Aqui o Sporting tem uma estrutura com uma dimensão muito maior. É um clube grande, não tem qualquer comparação. Mas são dois grandes clubes, cada um à sua maneira”, observa.

Também a mudança para Lisboa acarreta uma adaptação. “Lisboa é muito grande. Não conhecia bem a cidade, estou a conhecer aos poucos. Não tenho tido muito tempo para a conhecer porque temos tido treinos bi-diários mas, pelo que vi, é uma cidade bonita e estou a gostar. Os primeiros tempos têm sido bons”, refere.

Losna regressa duas décadas depois, com renovada ambição

Tiago Losna chega ao Sporting de outro grande, o Porto, onde em 2012/13 se sagrou campeão nacional. Agora tem o objectivo de repetir a façanha. “O objectivo principal é ser campeão. O Sporting é um clube grande e o objectivo é sempre ganhar. Temos uma equipa nova mas acho que temos potencial para querer chegar o mais longe possível”, disseca.

O avançado mostra-se mesmo muito ambicioso nas suas metas. “É para ganhar tudo o que houver para ganhar. Sei que vai ser difícil. Há equipas muito boas e nós temos uma equipa nova que, para já, tem ainda muito para afinar. Mas, com trabalho e com empenho, conseguiremos esse objectivo”, afirma determinado.

Santos é nome de família. Losna também é, mas era do meu avô. É da parte do meu pai mas nunca ficámos com esse nome. Foi uma homenagem que quis fazer ao meu avô, pôr o nome dele na camisola e até estou a tentar pô-lo no meu nome.

Tiago Losna, sobre a mudança de apelido

Depois do capitão Ricardo Figueira, Losna é aos 31 anos o mais velho do plantel. Responsabilidade acrescida? “Acho que toda a gente tem de sentir responsabilidade. Porque o Sporting é o Sporting, não é um clube qualquer. E qualquer pessoa que jogue no Sporting tem de ter a responsabilidade de ganhar ou trabalhar diariamente para esse objectivo”, esclarece.

O leão ao peito não é uma novidade para Losna, mas antes um regresso, do tempo em que ainda era conhecido como Tiago Santos. “Foi há quase 20 anos. Estive cá dois anos. O meu treinador era o Barata que agora faz parte da direcção [ndr: Luiz Barata, agora Director Técnico]. Foi uma boa passagem e este regresso espero que seja ainda melhor”, deseja.

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