Notícia

Lançada a Final Four

May 12, 2018

Aí está o fim-de-semana de todas as decisões na Liga Europeia, a mais reputada prova de clubes do Mundo.

Esta sexta-feira, no Dragão Caixa, a Final Four foi lançada em conferência de imprensa pelos treinadores das quatro equipas apuradas, sem nenhuma falta à chamada. Começou-se logo pela foto, com Jordi Garcia, Guillem Cabestany, Edu Castro e Paulo Freitas a rodearem o troféu que ambicionam para Reus, Porto, Barcelona e Sporting. Questionados se ninguém tocava na taça, houve hesitação, por superstição. Mas Cabestany não tardou a deitar a mão ao troféu... E rapidamente os outros o seguiram, antes de uma conferência de imprensa que foi assim:

Porto - À terceira, de vez?

O técnico do Porto é o que combate a maior malapata. Desde a última conquista, em 1990, o Porto chegou a oito finais - considerando a liguilha de Torres Novas - e nunca levantou o título, juntando-se ainda mais duas finais perdidas, em 1985 e 1987. E esta até será a terceira Final Four que organiza na tentativa de juntar mais um título aos de 1986 e 1990. Mas em 2000 ganhou o Barcelona, e em 2013 o Benfica... em ambas as ocasiões com o Porto a cair no prolongamento.

Num péssimo enquadramento dos técnicos para a fotografia com o troféu, Cabestany foi o primeiro a deitar-lhe a mão

Para Cabestany, esta será também a terceira Final Four, depois de ter estado presente em 2014 à frente do Vendrell e no ano seguinte à frente do Breganze. Cairia nas "meias", primeiro com o Porto e depois com o Barcelona. Para o Porto e para Cabestany, à terceira será de vez? Para tal, o técnico catalão valoriza mais o apoio do público, regozijando-se por receber a decisão em sua casa, do que as vicissitudes da História.

Sporting - Campeão, mas estreante na Final Four

Nas meias-finais, o Porto defronta o Sporting, no quarto embate entre as duas equipas esta época. Num registo de equilíbrio, para a oficiosa Elite Cup, o Sporting venceu nas grandes penalidades. Para a Taça, venceu o Porto em grandes penalidades. E para o Campeonato Nacional, no único jogo dos três no Dragão Caixa, o Porto venceu por um tangencial 2-1.

Paulo Freitas sabe o que é ganhar a Liga Europeia... mas pelo Porto, em 1990, quando era o fiel escudeiro de Franklim Pais, agora Team Manager dos dragões. O técnico leonino reclama por estes dias ainda maior protagonismo, depois de, pelo Barcelos, ter conquistado uma Taça CERS em 2016 e ter contribuído decisivamente para a conquista de outra em 2017. "Falhou" essa Final Four porque saiu para liderar um Sporting que hoje joga de forma pragmática, com um sólido bloco defensivo. Com recursos bem mais parcos, foi assim que, em 2015, os leões regressaram às conquistas europeias, levantando a Taça CERS.

Na sua primeira Final Four desde que o modelo foi adoptado na edição de 1996/97, o Sporting aponta ao segundo título máximo, depois da histórica conquista em 1977, tendo estado em apenas mais uma final, em 1989, com o Noia. O Noia saiu vencedor da decisão a duas mãos com os leões, que seria "vingados" na edição seguinte, pelo Porto... de Paulo Freitas.

Em 1977, só um autêntico "Dream Team" conseguiu derrubar a hegemonia espanhola, que continuaria sempre vencedora até 1986. E o primeiro ciclo 100% vitorioso dos espanhóis teve muito de Reus...

Reus - Em defesa do título

O Reus foi o primeiro grande dominador da então Taça dos Campeões Europeus, designação que se manteria de 1965 a 1996. O Voltregà conquistou a primeira edição, mas, entre 1966 e 1972, o título foi sempre do Reus. Os "rojinegros" desapareceriam no entanto do radar das conquistas, só voltando a vencer em 2009. Era o agora técnico, Jordi Garcia, capitão.

Garcia chegou ao comando técnico do Reus com uma missão complicada. Partindo como "underdog", o Reus conquistou a última edição da Liga Europeia. E agora defende o troféu conquistado sob o comando de Enrico Mariotti, o oitavo da história da segunda equipa mais titulada da prova.

Esta época, o Reus já esteve em duas Final Four internacionais, caindo em ambas na final e em ambas frente a equipas portuguesas. Primeiro na Continental, frente ao Barcelos, depois na Intercontinental, frente ao Benfica. Se vencer este sábado, o Reus já sabe que defrontará novamente na decisão uma equipa lusitana... mas tem de passar um quase imbatível Barcelona. E, aqui, o quase tem toda a relevância...

Barcelona - Apontados à 22ª

O Barcelona chega a esta Final Four com uma temporada quase perfeita. Na Liga Europeia regista apenas um empate e já conquistou a Supertaça, a Taça do Rei e a OK Liga. Em todo este percurso, o primeiro com Edu Castro à frente da equipa técnica, há apenas a registar uma derrota. Para a OK Liga, o Barcelona perdeu em Reus por 3-2. E tal suporta toda a ambição "reusence" de contraria a História...

Os "blaugrana" procuram nesta Final Four nada menos que a 22ª conquista da prova em 53 edições. Começaram a ganhar em 1973 e registaram a última conquista em 2015, tendo pelo meio a impressionante série de oito conquistas entre 1978 e 1985. Curiosamente, seguir-se-ia uma "seca" de oito anos sem ganhar...

O Barcelona regressa ao Porto para uma decisão pela terceira vez. Em 2000 ganhou, em 2013 - com Edu Castro como adjunto de Ricard Muñoz - caiu nas "meias", nas grandes penalidades, frente ao Benfica. E não tem falhado muitas presenças entre os últimos quatro... Depois de 2013, conquistou a prova em 2014 (Barcelona) e 2015 (Bassano), voltaria a cair nas grandes penalidades nas "meias" de 2016 (novamente com o Benfica) e no "golo de ouro", o último das competições europeias, nas "meias" de 2017 (com a Oliveirense).

Agora tem uma época de pleno ao seu alcance. Algo que o Porto também pode garantir, mas ainda tendo de conquistar Taça e Campeonato depois da Liga Europeia.

As meias-finais

Este sábado, a decisão sobre quem estará na derradeira partida desta edição da Liga Europeia começa bem cedo... A partir das 12h30, o Porto defronta o Sporting para ver quem tenta a sétima conquista portuguesa, juntando-se para já as duas dos dragões e a única dos leões às de Benfica (duas) e Óquei de Barcelos, numa lista de vencedores onde só constam 11 emblemas.

Para além das quatro equipas portuguesas, já inscreveram o seu nome na lista Follonica, Noia, Voltregà (três vezes), Liceo e Igualada (seis cada) e... Reus (oito) e Barcelona (21).

As duas equipas mais tituladas da prova encontram-se na segunda meia-final, a partir das 15h30. Ainda que haja toda uma montanha por escalar já hoje e outra amanhã, fica a curiosidade de que, caso o Reus vencesse a prova, se registaria um raríssimo equilíbrio desde 2010, com duas vitórias do Liceo, duas do Benfica, duas do Barcelona e, então, duas dos "rojinegros".

Inline content
Ficha Técnica
Estatuto Editorial
Contacte-nos
BackOffice
Política de Privacidade