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«É inglório... a equipa sofre a primeira derrota e está em terceiro»

May 29, 2018

No final do dérbi de passado sábado, que terminou com a vitória leonina por 4-7, Pedro Nunes, treinador do Benfica, não se coibiu de reconhecer mérito aos leões. "Vencedor justo", definiu. "Foi melhor que o Benfica na maior parte do tempo", justificou antes de analisar o jogo em mais detalhe.

O Benfica chegou ao intervalo a perder por 0-3, vingando a estratégia pragmática dos verde-e-brancos, com dois golos felizes. "Os dois primeiros golos são desvios que traíram uma equipa que até então estava a defender bem", frisou Pedro Nunes.

Na segunda parte, o Benfica chegou ao 3-3 - "fez o mais difícil" - mas não reagiu da melhor maneira a nova desvantagem, depois do 3-4. "O jogo pedia outro tipo de abordagem no processo defensivo", reconheceu, apontando "pouca lucidez e pouco discernimento" aos jogadores e ao colectivo na decisão ofensiva.

No entanto, o treinador do Benfica não quis deixar de elogiar o grupo que orienta desde 2013. "Tenho muito orgulho na equipa que dirijo, na dignidade e no carácter que colocam em todos os jogos", apontou, relembrando os vários anos sem deslizes. "A equipa está habituada a jogar nestes ambientes e até hoje nunca tinha falhado", sublinhou, aludindo ao apoio recebido na Luz com uma casa cheia. Mas a falha custou caro. "É inglório. Esta equipa sofre a primeira derrota a duas jornadas do fim do Campeonato e está na terceira posição", constatou.

Encarando a discussão do título de forma realista, considerando o Benfica definitivamente afastado, o técnico encarnado abordou o modelo competitivo que se perspectiva para a próxima temporada, com uma segunda fase em que os oito melhores discutem o título.

"O Benfica sempre foi contra segundas fases e play-offs", vincou como ponto de partida. "Das duas, escolheu o mal menor, a segunda fase", indicou, suportando a posição. "São mais 14 jogos, vai retirar força em termos internacionais às equipas portuguesas", observou, antevendo problemas também para a Selecção Nacional. "Para os World Roller Games, temo que os jogadores portugueses cheguem mais massacrados que todos os outros jogadores das restantes selecções", alertou.

De resto, a opção pela alteração do modelo competitivo só mereceu um reparo, por ser "a meio de maio". "Com mais 14 jogos, a este nível [referindo-se ao dérbi], se calhar 10 atletas vão ser poucos", explicou, insinuando que, a saber da alteração, teria pensado no plantel de outra forma.

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