Notícia

Moacyr rebate críticas de uma 'minoria de três ou quatro pessoas'

Aug 15, 2018

Fotos: Confederación Sudamericana de Patinaje | Facebook

Moacyr Júnior relativizou as questões de segurança na pista principal do Sul Americano de Clubes levantadas por Carlos López, que o dirigente terá visado como uma das "pessoas que criaram um clima terrorista".

O presidente da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinagem falou ao site argentino "Patines, Palo y Bocha" no final da reunião de delegados no arranque do Sul Americano. "Falámos de todos os temas, inclusivé de um tema que surgiu ontem nas redes sociais, em relação a um dos recintos, com fotos e 'assim e assado'... Bem, para alguma coisa serviu e, por sugestão dos delegados, pusemos umas protecções nas esquinas - umas protecções de espuma, especiais para isto", referiu.

Protecções especiais de espuma, num dos bancos

Esta terça-feira, houve jogos também no segundo recinto do Internacional, no Ginásio Poliesportivo José Ivanoe Freitas Julião, a que Moacyr não poupa elogios. "Todos os delegados estão muito, mas muito contentes, porque é uma pista igual. Tem algumas características especiais, mas está muito bem", vincou. "E, obviamente, que as pessoas que criaram um clima terrorista ontem, não publicaram nenhuma foto, nem nenhum comentário sobre o segundo recinto. Da qual ninguém se queixou. nenhum delegado ou treinador dos que estiveram aqui se queixou", frisou.

"[O Internacional] É um clube social (...), tem dois recintos, cobertos, de madeira, para jogar hóquei. Todos foram unânimes em dizer que não há outro clube no mundo com estas condições, mas há sempre alguns que criam uma situação que não é bem-vinda. É uma minoria de três ou quatro pessoas que criaram uma situação que não é verdadeira", afirmou o também vice-presidente para a América do Sul da World Skate América, ignorando os riscos à vista de todos.

O Ginásio José Ivanoe Freitas Julião

As críticas que foram apontadas por "três ou quatro pessoas" nunca foram no sentido de colocar em causa o esforço do Internacional na organização da prova, e o emblema brasileiro tem recebido elogios de muitos quadrantes. Santos oferece um clima extraordinário e as unidades hoteleiras estão à altura da competição. Só que as condições para o Hóquei em Patins não são as melhores. E este é um evento de Hóquei em Patins.

O segundo recinto, o "José Ivanoe Freitas Julião", não tem, de facto, tantas arestas vivas ao seu redor, nem tem um portão de saída. Sendo delimitado por três paredes e uma extensão de tabelas tradicionais, seria criticável enquanto recinto escolhido para a prova, mas, face à primeira escolha, é um "mal menor"... não deixando, no entanto, de ser anti-regulamentar.

Do regulamento

No esforço de regulamentar um desporto que muitas vezes contorna a lei, a World Skate reviu no ano passado o regulamento técnico, com efeitos a 1 de Agosto de 2017. E o ponto 5 do Artigo 1 refere as especificações para as "barreiras" em torno da pista.

Estas devem ser painéis verticais brancos, opacos, integralmente fabricados em plástico rígido ou postes verticais, solidamente presos ao solo, com tábuas de madeira de 20 centímetros de altura e dois de espessura, a formar a base da barreira, pintada numa cor neutra, diferente da cor da bola, e uma estrutura de madeira, rede metálica ou plástico transparente, com ou sem varão, que assente sobre as tábuas da base.

Ainda que as traduções em espanhol e português acrescentem um "etc..." ao material das barreiras, convergem com o regulamento inglês no ponto 5.3, em que atrás da tabela de fundo deve haver uma rede de quatro metros de altura, medidas do solo. Mas, no Sul Americano, num ou noutro recinto, não há tabela de fundo...

Carlos López reforçou críticas

O internacional argentino Carlos López tem sido a voz dissonante que tem vincado mais a sua posição contra as condições apresentadas. O actual jogador do Social San Juan tem-se manifestado repetidamente contra os dirigentes e nunca contra o Internacional que recebe a prova, voltando a reforçar as suas preocupações ao site "Patines, Palo y Bocha".

"Este é o Sul Americano. Depois de muito esforço e trabalho para tentar conseguir o dinheiro para fazer uma viagem tão grande para jogar o evento mais importante do Hóquei em Patins da América do Sul, chegamos cá e encontramos um pavilhão em que as condições não são nada favoráveis", declarou, sempre visando os riscos para os jogadores.

López ironizou nas redes sociais com a solução para minorar os riscos

"A pista pode estar melhor ou pior, mas 'passou ao lado' dos dirigentes que é super-perigoso jogar num pavilhão de Hóquei, em que vamos a uma velocidade bastante grande e um golpe ou qualquer coisa te projecta contra uma parede, onde não há tabela. Porque no hóquei tem de haver tabelas, e são paredes. Se tens o azar de cair ou tropeçar ou que te toquem, à velocidade que vamos, cair e ir contra uma parede, é realmente mais que perigoso, ao ponto de que podes até perder a vida", alertou.

"Que os dirigentes permitam que se jogue neste recinto - e é inaceitável jogar neste recinto, nestas condições -, apercebes-te que nós, jogadores, lhes importamos, 'mal falado', um car*lho", reforçou sem papas na língua, deixando um apelo. "Esperemos agora que nós, jogadores, nos possamos unir e possamos fazer alguma coisa e parar esta loucura de os dirigentes queiram decidir sobre nós e sobre a nossa segurança".

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