Notícia

Começou a Liga Europeia

Oct 22, 2014

Arrancou este sábado a edição 2014/15 da mais importante prova europeia de clubes, a Liga Europeia.

Entre as equipas portuguesas em prova, só o Porto ganhou. Na recepção a um Valdagno órfão de Nicolía, a equipa de Tó Neves venceu por 6-2. No mesmo grupo D, surpreendente equilíbrio entre o Vendrell – que, tal como o Porto, chegou à Final Four na última edição – e os franceses do La Vendèenne. No entanto, sob arbitragem de Rui Torres e Paulo Rainha, a lógica imperou no apito final com uma vitória para os espanhóis por 4-3.

Valongo e Juventude de Viana acabariam derrotados nos seus grupos, sofrendo seis golos cada. O campeão nacional cedeu em casa perante o reforçado Breganze que aposta forte esta época. Os italianos – com Sérgio Silva – venceram por 4-6. No outro jogo do grupo B, o Vic venceu o Genève por 3-1.

João Rodrigues sofre a grande penalidade que deu vantagem aos encarnados

No grupo C, a Juventude de Viana teve também uma equipa transalpina pela frente. Na deslocação a Itália, os vianenses baquearam na casa do fortíssimo Forte dei Marmi que, depois de chegar à final da CERS na última época, espera agora que Pedro Gil os conduza longe na Liga Europeia. Ainda no grupo C, o Liceu venceu os alemães do Herringen por 9-5, sendo no entanto de destacar a mão cheia de golos obtida pelo emblema germânico.

Duelo dos últimos vencedores

O grupo A arrancava com o jogo mais esperado… e que terminou com menos golos. No Palau Blaugrana, Barcelona e Benfica, vencedores das duas últimas edições da prova, reeditavam a meia-final de 2013/14.

O Benfica apresentou-se num bloco compacto, com muito rigor táctico e adiantou-se no marcador numa grande penalidade transformada em golo por João Rodrigues. Tentou responder ainda na primeira parte o conjunto de Ricard Muñoz, mas sem soluções para entrar no último reduto encarnado.

Carlos López, a contas com uma lesão, não jogou. Mas foi homenageado pelas sete épocas e 26 títulos ao serviço do Barcelona.

Na segunda parte, Muñoz lançou Raul Marin para agitar o jogo. O atacante blaugrana trouxe imprevisibilidade e o golo do empate, de livre directo. De resto, Guillém Trabal – e os ferros da sua baliza – evitaram males maiores para os encarnados numa altura em que Marin e Marc Torra ameaçavam fazer ruir o muro planeado por Pedro Nunes. Poucos afoitos no ataque, os encarnados poderiam ter tido uma soberana oportunidade de ganhar a partida nos instantes finais mas o Barcelona terminou com nove faltas…

Raul Marin aponta o empate

No final da partida, Pedro Nunes confidenciou ao HóqueiPT estar contente com o acerto e rigor defensivo da sua equipa, lamentando não ter conseguido mais no ataque. O treinador do Barcelona, Ricard Muñoz, sublinhou a falta de acerto da sua equipa na finalização.

Foi um bom jogo, com um bom resultado. Não é todos os dias que se ganham pontos no Palau frente a esta equipa do Barcelona. Foi um jogo muito inteligente da equipa do Benfica, que esteve muito bem no capítulo defensivo. Não fomos tão audazes no ataque, não procurámos tanto a baliza como é normal, mas quem quer pontuar aqui, ganhar o jogo ou discutir o resultado até ao fim tem de ter essa inteligência e em alguns momentos saber comportar-se como uma equipa pequena. O Benfica, em algumas alturas, soube, com grande humildade, ser uma equipa pequena. Defendeu bem, defendeu mais recuado do que o habitual mas não deu o jogo interior ao Barcelona, onde têm jogadores exímios como o Torra ou o Pablito Alvarez.

Faltou-nos a saída na transição rápida, no contra-ataque. Penso que aí poderíamos e deveríamos ter sido mais perigosos. Repito que no ataque não fomos tão acutilantes mas fomos sabendo gerir bem a posse de bola e, em alguns momentos, com boas acções. Foi um jogo muito bem conseguido, com alguma felicidade. Felicidade que não tivemos aqui na Final Four, quando perdemos com dois auto-golos. É bom não esquecer isso.

Estou muito satisfeito com a equipa. Estou muito satisfeito com a atitude e o espirito de sacrifício que os jogadores revelaram. Poderia estar mais satisfeito se nestes últimos 40 segundos tivéssemos ganho, como eu pretendia, a décima falta…

Pedro Nunes, treinador do SL Benfica

Pedro Nunes

Foi um jogo equilibrado. Houve um equilíbrio muito grande entre as duas equipas, que são das melhores da Europa. Na primeira parte faltou ritmo ao Barcelona mas na segunda parte tivemos mais intensidade e foi a nossa falta de acerto na finalização que fez com que o resultado fosse 1-1. Mas, em geral, estou contente com a equipa.

Ricard Muñoz, treinador do FC Barcelona

Na outra partida do grupo A, o próximo adversário do Benfica, Bassano, venceu o Quevert por disputados 6-5.

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