Notícia

O segundo (e 54 centésimos) mais longo

Mar 30, 2019

Imagens vídeo: SportingTV

Na última quarta-feira, o fecho da 21ª jornada ficou marcado pela vitória do Sporting com um golo de Toni Pérez na recarga a um penálti que foi assinalado a um segundo do fim.

Este não pretende ser um exercício que prove que a bola entrou ou não antes do tempo escoar, mas da impossibilidade humana do jogo ser dado como terminado antes de ser assinalado o golo que privou o Oeiras de um ponto.

Desde logo, quando a mesa parou o tempo depois de João Duarte assinalar o corte de Franco Ferruccio na área de António Mendonça, ficou a faltar um segundo e 54 centésimos (sensivelmente, segundo e meio). O marcador do Pavilhão João Rocha, que acompanha o da mesa, não tem os centésimos, e mostra um segundo assim que faltam menos que dois (um segundo e 99 centésimos) ou zero quando entra no segundo final. Na prática, quando aparece “00:00”, ainda falta jogar 99 centésimos…

No reatamento do jogo, o cronómetro deve recomeçar a sua contagem regressiva quando o jogador toca na bola, e não quando o árbitro dá ordem para a marcação. E o jogo não termina quando o tempo se escoa por completo (isso é no basquetebol…), mas quando o árbitro apita depois de ouvir o sinal sonoro da mesa. Aqui, a acção de João Duarte nunca pode ser criticada, dado que, de facto, só houve “buzina” depois do reatamento a meio campo.

Voltando ao “segundo mais longo”, recolhemos imagens do lance a 60 frames por segundo. O que, para análise, é muito fraco… Desde logo, diz que cada imagem parada nesse segundo de vídeo condensa em si logo perto de dois centésimos. E, quando é feito o upload vídeo, essa taxa ainda piora, passando para 24 frames por segundo, ou seja, quatro centésimos em cada “imagem”…

Ignorando completamente a acção da mesa e a sua necessária reacção a “carregar no botão”, que numa análise séria devia ser considerada, iniciamos a contagem no vídeo com um segundo e 55 centésimas (o mais próximo que conseguimos), e vemos a bola dentro da baliza a 17 milésimos (!) de segundo do zero.

Ficam as imagens, e a repetição a um quarto da velocidade, num exercício que, salvaguardando o amadorismo técnico do mesmo, repetimos, não prova absolutamente nada, a não ser a velocidade de uma modalidade extraordinária e mais um dos desafios que há para a arbitragem. Que neste caso, dependente da sinalética da mesa, não tinha senão que validar o golo.

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